segunda-feira, 4 de junho de 2018

Sport Recife consegue uma brilhante vitória diante do Palmeiras, em São Paulo

Anselmo (spo) e Keno (pal) disputam a bola. Anselmo foi o melhor do jogo, marcando dois gols. Foto: S.E.Palmeiras.

26 de maio de 2018

O Palmeiras não dá paz para o seu torcedor. Melhor time da fase de grupos da Copa Libertadores, classificado para as quartas de final da Copa do Brasil e no alto da tabela de classificação no Campeonato Brasileiro, a equipe tem oscilado demais nas últimas partidas e neste sábado essa irregularidade custou caro. O time perdeu por 3 a 2 para o Sport, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, e perdeu a chance de liderar a competição, após sete rodadas. No final, sobraram vaias para o time, principalmente para o técnico Roger Machado.

Com Dudu liberado para jogar pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) - no meio de semana, contra o América, pela Copa do Brasil, ele não entrou em campo por estar presente na lista de suplentes escolhidos pelo técnico Tite para o Mundial da Rússia -, Roger Machado decidiu poupar o atacante Willian.

Assim, o time foi para campo com o meia venezuelano Alejandro Guerra mais à frente do ataque. No começo do jogo, o Palmeiras não conseguia impor o seu ritmo e abusava dos chutões. A transação direta entre defesa e ataca pouco resultava. A saída foi recorrer aos lados do campo e assim levava mais perigo.

O técnico Claudinei Oliveira montou um ferrolho no Sport - o time pernambucano tinha em seu campo defensivo uma linha de cinco defensores e um volante, dois meias e um atacante mais isolado. A marcação forte tinha resultado, já que o Palmeiras não conseguia criar nenhuma chance de gol. 
A primeira grande chance surgiu apenas aos 28 minutos. Em bola levantada para a área, o zagueiro Antônio Carlos cabeceou forte e o goleiro Magrão fez excelente defesa. A pressão do Palmeiras aumentou e o Sport se retraiu, chamando o adversário para a sua área. Assim, o gol alviverde logo sairia - aos 32, Dudu tocou pelo lado da área para Diogo Barbosa. O lateral-esquerdo cruzou e Keno só escorou para abrir o placar.

Os maiores problemas do Palmeiras de Roger Machado ficariam em evidência na segunda etapa. Logo aos cinco minutos, Marlone bateu escanteio e o meia Anselmo cabeceou no travessão. No rebote, Marcos Rocha afastou mal e o próprio Anselmo bateu para o gol e empatou a partida.

O que parecia tranquilo se transformou em cilada. Com o empate, o Sport voltou a se fechar e o Palmeiras voltou a se complicar na criação das jogadas. Roger Machado perdeu a paciência com Guerra e sacou o venezuelano. Pouco tempo depois, quem saiu sob vaias intensas foi o meia Lucas Lima - Papagaio e Hyoran foram para o jogo, mas o panorama seguia o mesmo.

Tudo piorou aos 27 minutos, quando Marlone tocou para Anselmo, que passou por Keno e por Bruno Henrique, entrou livre na área e tocou fraquinho no canto esquerdo de Jailson, que caiu atrasado e não conseguiu evitar o gol. O jogo passou a se arrastar e o Palmeiras, que não acertava mais nada, acertou com Hyoran. Aos 36, ele passou por um marcador e bateu de esquerda, vencendo Magrão e marcando um belo gol.

O torcedor do Palmeiras que se encheu de esperança em uma virada mal sabia o que estava por acontecer. Até o final da partida. Aos 41 minutos, em nova cobrança de escanteio de Marlone, Jailson saiu muito mal do gol e Rafael Marques ficou com a meta livre para marcar o terceiro gol do time pernambucano.

Aos 47 minutos, já no desespero, Keno levantou a bola para área. O atacante Dudu recebeu, ajeitou a bola e de dentro da pequena área bateu com raiva e isolou a maior chance de gol que o Palmeiras teve na partida. Mas não foi a última oportunidade. Aos 49 minutos e 50 segundos, Dudu recebeu a bola na área e teve a camisa puxada por Raul Prata, que acabou expulso. Keno pediu para bater, mas chutou muito mal, facilitando muito a defesa de Magrão.

Fim de jogo. E começo da irritação para o torcedor do Palmeiras - pelo menos até o próximo jogo da equipe, nesta quarta-feira, às 21h45, contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte, pela oitava rodada do Brasileirão.

PALMEIRAS 2 x 3 SPORT

PALMEIRAS - Jailson; Marcos Rocha, Antonio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Deyverson), Bruno Henrique e Lucas Lima (Hyoran); Dudu, Guerra (Papagaio) e Keno. Técnico: Roger Machado.

SPORT RECIFE - Magrão; Claudio Winck, Raul Prata, Ronaldo Alves, Ernando e Sander; Anselmo (Neto Moura), Rogério, Fellipe Bastos e Marlone; Rafael Marques. Técnico: Claudinei Oliveira.

GOLS - Keno, aos 32 minutos do primeiro tempo; Anselmo, aos 5 e aos 27, Hyoran, aos 36, e Rafael Marques, aos 41 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Felipe Melo, Diogo Barbosa e Marcos Rocha (Palmeiras); Anselmo (Sport).

CARTÃO VERMELHO - Raul Prata (Sport).

ÁRBITRO - Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa/PA).

RENDA - R$ 1.506.726,18.

PÚBLICO - 25.947 pagantes.

LOCAL - Estádio Allianz Parque, em São Paulo (SP). 

Por: Agência Estado.

Sport Recife vence o Bahia na Ilha do Retiro

Anselmo é o grande destaque do Sport Recife. Foto: Folha de Pernambuco.

6 de maio de 2018 (Domingo)

Existem mudanças de comando técnico que demoram para vingar em um time. Ou, até mesmo, sequer dão certo. No caso do Sport, a chegada de Claudinei Oliveira para substituir o ídolo Nelsinho Batista surtiu um efeito imediato. Após vencer na estreia o Paraná, o treinador fez seu primeiro jogo na Ilha do Retiro. De cara, um clássico com o Bahia. Mais uma vez, mostrou o seu dedo tático e conseguiu um novo triunfo. Desta vez, com um gol contra do goleiro Douglas e outro de Cláudio Winck, o Rubro-negro venceu por 2 a 0, na noite deste domingo.

A equipe rubro-negra foi melhor em boa parte do confronto e chegou até a apresentar uma certa evolução em relação à última rodada. No confronto, voltou a apostar em saídas rápidas no contra-ataque sem se preocupar em ter a posse de bola. Contudo, não sofreu tanto defensivamente e saiu aplaudido pelas 15.165 pessoas presentes.

Com a vitória, o Sport soma sete pontos e ocupa a oitava posição da Série A (confira a classificação completa), com a mesma pontuação do terceiro colocado Corinthians. Às 11h do próximo domingo, o Leão vai ao Mineirão para encarar o Cruzeiro.

Primeiro tempo
O Sport foi para o embate contra o Bahia armado com a formação que trabalhou durante toda a semana. De imediato, contudo, o jogo ofensivo do time não deu certo. Muito por conta dos erros de passe de Neto Moura, que voltou a ter uma atuação apagada. Ainda assim, no geral, o Leão foi quem produziu as melhores chances da etapa inicial.

Foram pelo menos três boas oportunidades até encontrar o gol da sorte. Duas delas foram originadas por cruzamentos que acabaram não sendo alcançados por Rogério, aos oito minutos, e Marlone, aos 39. Em outra boa chance, aos 26, o próprio Marlone cobrou uma falta perigosa defendida por Douglas.

O Bahia, por sua vez, teve em Élber a melhor peça em campo. O jogador foi o destaque do Tricolor de Aço, principalmente no começo do clássico. Ali foi quando o Sport, ao estilo Claudinei Oliveira, deu muito campo para o rival. No lado direito, o ex-atleta do Leão conseguiu levar a melhor em várias jogadas, principalmente em cima de Fellipe Bastos.

No entanto, o Rubro-negro, com uma melhor aproximação das linhas, conseguiu se conter defensivamente e visitou o ataque com mais frequência até ser premiado. Aos 44, Marlone cruzou e Everson cortou errado. A bola bateu na trave e, na volta, Douglas tentou tirar, mas acabou mandando para a própria meta.

Segundo tempo
Na volta do intervalo, o Sport seguiu superior e repetiu uma jogada que também já tem o dedo do técnico Claudinei Oliveira para ampliar o marcador logo no início. Em nova cobrança de escanteio de Marlone, aos três minutos, Fellipe Bastos desviou de cabeça e a bola sobrou para Cláudio Winck. Livre, o lateral pegou de primeira para fazer o segundo do Leão.

Em seguida, o técnico Guto Ferreira se viu forçado a mexer no Bahia. Acionou, então, Ítalo e Régis. Os dois deram maior velocidade ao rival. O Tricolor cresceu no jogo e chegou acertar uma bola na trave com próprio Régis, aos 19. Nove minutos depois, contudo, o próprio Ítalo estragou a reação que o time visitante ensaiava ao receber o segundo cartão amarelo e ser expulso. Com um a menos, o que já era difícil se tornou ainda mais inviável para o Tricolor de Aço. Superior, o Leão tentou ampliar, mas esbarrou no goleiro Douglas. Ao fim do jogo, os rubro-negros puderam enfim ouvir os satisfeitos aplausos do torcedor.

Ficha do jogo
Sport Recife 2
Mailson; Cláudio Winck (Fabrício), Ronaldo Alves, Ernando e Sander; Anselmo, Fellipe Bastos, Neto Moura (Everton Felipe), Gabriel e Marlone; Rogério (Carlos Henrique). Técnico: Claudinei Oliveira

Bahia 0
Douglas; Nino Paraíba, Everson, Lucas Fonseca e Léo; Gregore, Elton, Vinícius (Régis), Zé Rafael (Ítalo) e Élber; Edigar Junio (Júnior Brumado). Técnico: Guto Ferreira

Local: Ilha do Retiro (Recife).
Árbitro: Grazinanni Maciel Rocha (RJ).
Assistentes: Rodrigo Correa (RJ/Fifa) e João Luiz Albuquerque (RJ).
Gols: Douglas (contra, aos 44min do 1ºT); Cláudio Winck (aos 3min do 2ºT).
Cartões amarelos: Ítalo, Júnior Brumado (B); Sander (S).
Cartão vermelho: Ítalo (aos 28min do 2ºT).
Público: 15.165 pessoas.
Renda: R$ 249.050,00.

Por: Brenno Costa/Diário de Pernambuco.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Náutico empata com o Santa Cruz na estréia do Brasileirão- Série C

Danny Moraes marca o paraguaio Ortigoza (nau).

15 de abril de 2018 (Domingo)

Em um clássico onde cada time foi melhor em um tempo, o empate por 1 a 1 entre Náutico e Santa Cruz, na Arena de Pernambuco, na estreia dos dois times na Série C do Campeonato Brasileiro, acabou sendo justo. Pelo lado alvirrubro, a certeza de que a festa pelo título do estadual já ficou no passado. Já entre os corais, um esperança de uma equipe mais competitiva para o restante da temporada. Ortigoza, na etapa inicial abriu o placar para os timbus, enquanto o garoto Jeremias empatou para os corais, na final.

Na próxima rodada, o Santa Cruz recebe o Atlético-AC, sábado, no Arruda. No domingo, o Náutico visita o Botafogo-PB, em João Pessoa. Antes, porém, os alvirrubros tentarão o quase milagre da classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil, após a derrota por 3 a 0 para a Ponte Preta, em Campinas.

O jogo
Apesar de jogar como mandante, o técnico alvirrubro Roberto Fernandes apostou em um formação mais precavida do que a utilizada na final do Campeonato Pernambucano, contra o Central, ao escalar três volantes, com a entrada de Jobson e Wendel auxiliando Negretti, na marcação. Os dois, porém, também tinha liberdade para avançar ao campo adversário, com a bola. Já pelo lado tricolor, Júnior Rocha mandou a campo um time sem surpresas, tendo como principal novidade a estreia do veterano atacante Robert, de 37 anos.

E apesar da postura, em tese, mais precavida, foi o Náutico quem mais atacou durante toda a etapa, com o placar de 1 a 0 ao términos dos primeiros 45 minutos sendo justo. Com um time equilibrado em campo, o Timbu não só impôs ao adversário uma forte barreira defensiva, como também teve mais qualidade ao buscar o gol. 

Tanto que, até abrir o placar, aos 27 minutos, já havia colocado duas bolas na trave do goleiro Tiago Machowski. A primeira em cabeça do zagueiro Camacho, após cobrança de escanteio, e a segunda em chute de fora da área de Wendel. O gol, que fez jus a superioridade alvirrubra, foi marcado por Ortigoza, depois de nova cobrança de escanteio em que Camacho ganhou da defesa coral por cima. Bem posicionado, o paraguaio só teve o trabalho de empurrar para as redes, marcando seu sétimo gol em 11 jogos na temporada.

Após o gol, o Santa procurou sair mais ao ataque. Porém, faltou ao time de Júnior Rocha qualidade para sobrepor à defesa do Náutico, com o meia Giovanni anulado e os pontas Fabinho Alves e Robinho pouco participativos. Tanto que o único chute a gol só veio aos 44 minutos, com Robert. E mesmo assim fraco e sem direção.

Segundo tempo
Os dois times voltaram com as mesmas formações para a etapa final. Desta forma, a etapa começou como havia terminado a primeira, com o Náutico melhor e mais bem organizado em campo. Tendo em Jobson o seu principal armador. Assim, o Timbu perdeu uma ótima chance de ampliar veio aos 10, em contra-ataque puxado por Ortigoza, que passou pela marcação e cruzou para Robinho, livre na pequena área, em velocidade, chutar por cima.

Sentindo o momento ruim da sua equipe, Júnior Rocha resolveu reagir apostando em fortalecer seu sistema ofensivo, sacando o volante Leandro Salino para a entrada do atacante Augusto. A resposta de Roberto Fernandes veio com a entrada de Júnior Timbó na vaga de Jobson. A ideia era melhorar o passe em busca de um contra-ataque.

Diante do cenário montado, o jogo ficou aberto, com o Santa tendo mais posse de bola, mas o Náutico continuando mais perigoso. Aos 24, Robinho exigiu nova boa defesa de Tiago. A resposta tricolor veio aos 30, com ótima jogada individual de Fabinho que passou por Ennes e Camutanga e cruzou, mas ninguém completou para as redes. 

O gol de empate do Santa, no entanto, veio em uma inversão de papéis. Após o Náutico perder a bola na frente, os tricolores encaixaram um contra-ataque que terminou em um belo chute de fora da área do prata da casa Jeremias. Em outro chute de fora da área, já aos 46, Bruno evitou a virada coral em chute de Augusto. 

Náutico 1
Bruno; Thiago Ennes, Camutanga, Camacho e Kevyn; Negretti, Wendel (Medina) e Jobson (Júnior Timbó); Rafael Assis, Ortigoza (Wallace Pernambucano) e Robinho. Técnico: Roberto Fernandes.

Santa Cruz 1
Tiago Machowski, Vítor, Danny Morais, Augusto Silva e Henrique Ávila (Maílton); Leandro Salino (Augusto), Luiz Otávio e Geovani (Jeremias); Fabinho Alves, Robinho e Robert. Técnico: Júnior Rocha.

Local: Arena de Pernambuco
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (PR).
Assistentes: Pedro Martinelli Christino e Luciano Roggenbaum (ambos do PR)
Gols: Ortigoza (27 min do 1º) e Jeremias (aos 37 min do 2º)
Cartões amarelos: Thiago Ennes, Negretti, Wendel (N), Luiz Otávio, Giovani (SC)
Público: 4.616
Renda: R$ 61.075

Por: João de Andrade Neto/Diário de Pernambuco.

Barcelona Legends vence Pernambuco Legends na Arena PE

O Barcelona Legends, de Frank de Boer vence Pernambuco, de Grafite. Foto: Folha de Pernambuco.


14 de abril de 2018 (Sábado)

Neste sábado, um jogo festivo que teve boas doses de competitividade. Barcelona Legends contra a Seleção Pernambucana reuniu diversos ídolos do time catalão e outros que brilharam no futebol pernambucano. Nomes como Rivaldo, Edmilson, Beletti, enfrentando Grafite, Carlinhos Bala e Kuki. Por mais que sejam jogadores aposentados, a técnica entre esses craques segue apurada. 

O primeiro tempo começou tímido, com as duas equipes chegando ao ataque sem pressa. A Seleção Pernambucana sentiu, de início, a falta de entrosamento. O Barcelona Legends soube aproveitar isso e conseguiu abrir o placar com o meia Giovanni. O camisa 10 recebeu pelo lado direito de grande área, puxou para o meio e bateu forte de pé esquerdo. Após o gol, os pernambucanos encontraram seu encaixe. Passaram a dominar as ações ofensivas e quase chegaram ao empate por duas vezes, com Denis Marques. Inclusive, o “predador” foi o jogador mais perigoso do elenco pernambucano. 

A resposta do time azul grená não demorou a vir. Rivaldo, da entrada da área, mandou uma bomba no travessão de Bosco. A Seleção Pernambucana demonstrou mais empolgação e correria na primeira etapa, mas a organização do Barcelona se sobressaía, evitando grandes sustos e chegando ao ataque apenas em boas condições para tentar o gol.

O segundo tempo iniciou de maneira mais morna do que o primeiro tempo. Entretanto, isso não diminuía a festa da torcida presente, que puxava gritos de “tri-tri-tricolor”, “cazá-cazá” e “N-á-u-t-i-c-o”. Rivaldo entrou em campo pela Seleção Pernambucana no começo da etapa final e mostrou que ainda tinha gás para incomodar a defesa catalã, assim como fez com a pernambucana no primeiro tempo. O Barcelona tentou com Giovanni, batendo de fora da área para defesa segura de Bosco. Denis Marques ainda teve outra chance de empatar, mas parou em boa intervenção de Arnau. 

Com boas trocas de passes, o Barcelona conseguiu envolver a equipe local e chegar com perigo ao gol. Porém, o preciosismo em algumas jogadas fez com que as chances não fossem convertidas. Os pernambucanos ainda insistiram com Carlinhos Bala, Grafite e Rivaldo, mas a rede não balançou. O time espanhol venceu por 1 a 0 e saiu com sorrisos e agradecimentos aos 18.232 espectadores presentes.

Barcelona Legends, 1
Seleção Pernambucana, 0

Barcelona Legends: Bonano, Belletti, Dehú, Aloisio, Saviola, Rivaldo, Giovanni, Edmilson, Mendieta, Sorín e Abidal. Também jogaram: Frank De Boer, Sánchez-Jara, Dani, Simão, Nadal  e Goikoetxea.
Seleçao Pernambucana: Bosco, Russo, Sandro, Adriano, Dutra, Everton, Chiquinho, Carlinhos, Denis Marques, Araújo e Gráfite. Também Rivaldo.

Gol: 1-0 Giovanni Silva (min. 7).


Árbitro: Wilson Souza (PE).

Por: Klisman Gama/Diário de Pernambuco.

PERNAMBUCO LEGENDS 0 X 1 BARCELONA LEGENDS


Seleção Pernambucana Legends.

Jogadores da Seleção Pernambucana e Barcelona pousam juntos. Foto: Marlon Costa/PE Press.

Rivaldo atuou no primeiro tempo pelo Barcelona.


No segundo tempo atuou por Pernambuco.

Duelo entre Carlinhos Bala (PE) e Edmilson (BAR). Foto: Aldo Carneiro/PE Press.

Belleti observa Dênis Marques no encalço de Giovanni, autor do único gol do jogo. Foto: Marlon Costa/PE Press.


Os relacionados do Barcelona Legends.










terça-feira, 10 de abril de 2018

Após 13 anos, Náutico é novamente Campeão Pernambucano em final inédita

O lance que podia mudar a história da partida. Gildo (Cen) dribla Camutanga (Nau) e faz o gol que o bandeira assinalou o impedimento. Lance difícil. Foto: Folha de Pernambuco.

8 de abril de 2018 (Domingo).

Era mais que um incômodo. No peito, uma angústia perseguia. A garganta com um nó, doía, ardia seca em silêncio. Do passar de longos 13 anos, uma geração inteira de torcedores alvirrubros sofreu com uma ausência de título. Vazio curável somente frente ao grito mais alto de palavra composta pela junção - ironia da vida - justamente por sete letras mágicas: campeão. Após exatos 5.103 dias, diante de uma Arena de Pernambuco lotada por 42.352 mil aficionados (um recorde para jogos entre clubes no estádio), o Náutico venceu o Central por 2 a 1 em uma partida repleta de emoções até o apito final. Os gols de Ortigoza e Jobson, enfim, puderam fazer seus mais fiéis apaixonados voltarem a sentir (ou, para os mais novo, debutarem) a alegria de erguer uma taça. 

A Patativa, que vendeu caro a derrota, diminuiu com Júnior Lemos. E por muito pouco esteve perto de calar a arena na reta final do jogo. A trave e o goleiro Bruno salvaram o Náutico. O grito de campeão pôde então ecoar com força no estádio, pelas ruas do Recife, por todo o estado. A taça do Campeonato Pernambucano retorna para o lado do Timbu. 
Volta com colocando um ponto final à espera, à desconfiança, ao temor que rodeava um clube desiludido com seguidas decepções nos últimos anos. Se o Timbu não tinha um time tecnicamente impecável, a equipe comandada pelo técnico Roberto Fernandes assumiu o espírito de garra alvirrubro. Deu certo.

O Náutico voltou a ser campeão justamente sob a tutela de um treinador assumidamente alvirrubro. Pernambucano, Roberto Fernandes esteve à frente do time em uma campanha impecável no Estadual. Foram oito vitórias em oito jogos como mandante. A equipe comandada pelo técnico conseguiu manter 100% de aproveitamento. Número marcante que significou um capítulo que não acontecia no futebol do estado há 20 anos. A última equipe a alcançar tal façanha foi o Sport, em 1998.

Com 117 anos de vida, o Náutico nunca tinha ficado tanto tempo sem conquistar títulos desde que, em 1934, começou a colecionar taças. Antes, o maior jejum alvirrubro aconteceu entre 1989 e 2001. A taça do Campeonato Pernambucano deste ano foi a 22ª levantada na história timbu. 
Empurrado por um estádio lotado, com mais de 90% do público pintando a arena de vermelho e branco, o Náutico começou o jogo melhor. Marcando sob pressão e compacto na defesa, tentou dar uma blitz na Patativa. Aos 3 minutos Wallace Pernambucano bateu falta com categoria. A bola explodiu na trave e atravessou a linha do gol deixando entalado o grito de gol alvirrubro. Aos poucos, porém, o Central conseguiu ir igualando as forças. E chegou ser melhor em boa parte da etapa inicial.

Aos 25, Fernando Pires aproveitou jogada de Douglas Carioca e bateu de primeira, a bola desviou em Camacho e Bruno fez grande defesa. No lance seguinte, contra-ataque timbu. Robinho deu belo drible da vaca em Charles e cruzou. Dudu Gago e Rafael Assis furaram. Aos 28, o lance mais polêmico da partida. Gildo recebeu lançamento, driblou Camutanga e bateu no cantinho. O gol, porém, foi anulado pela arbitragem, que assinalou impedimento no lance. No lá e cá do jogo, melhor para o Timbu. Aos 43, Timbó fez boa jogada e cruzou para Ortigoza bater de primeira. A bola desvia em Danilo Quipapá e morre nas redes. 

Júnior Timbó e Ortigoza que fez o gol, comemoram, era o início da festa.

Na volta do intervalo, o Timbu assumiu de vez o protagonismo da partida. Foi para cima do Central. Com Jobson na vaga de Wallace Pernambucano, o time se soltou de vez. E encontrou novamente o caminho do gol com a estreia da alteração realizado por Roberto Fernandes. Aos 12 minutos, Jobson fez grande jogada individual, tirou dois com um drible e bateu cruzado para marcar um golaço.

Controlando o jogo com tranquilidade, o Timbu parecia que levaria a vantagem até o fim. Só parecia. Aos 25, Dudu chutou e Kevyn se joga na área tocando com a mão na bola. Pênalti que Leandro Costa bateu com categoria, diminuindo o placar. O gol deu a tensão que faltava ao jogo. A carga emocional dos atletas e da torcida se refletiram em desajuste e pressão caruaruense. 

Aos 32, Lucas Silva bate de dentro da área para boa defesa de Bruno. Dois minutos depois, Júnior Lemos calou o estádio. Após bate-rebate na área alvirrubra, a bola sobrou para o meio-campista bater colocado. A bola beijou a trave, caminhou pela linha do gol e correu para linha de fundo. Um milagre não ter entrado. Seria a última grande chance da Patativa, que lutou até o fim. E só permitiu ao Timbu soltar o grito de campeão ao apito final.

A Torcida alvirrubra enfim, salta o grito de campeão após 13 anos de espera.

Náutico 2
Bruno; Thiago Ennes, Camutanga, Camacho e Kevyn; Negretti, Júnior Timbó (Clebinho) e Wallace Pernambucano (Jobson); Rafael Assis, Ortigoza e Robinho. Técnico: Roberto Fernandes.

Central 1
França; Eduardo Gago, Danilo Quipapá, Vitão e Charles; Douglas Carioca (Itacaré), Fernando Pires, Eduardo Eré e Júnior Lemos; Leandro Costa e Gildo (Lucas Silva). Técnico: Mauro Fernandes.

Local: Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata.
Árbitro: Nielson Nogueira.
Assistentes: Clóvis Amaral e Cleberson Nascimento.
Gols: Ortigoza (43’ do 1ºT), Jobson (12’ do 2Tº) (N); Leandro Costa (26’ do 2ºT) (C).
Cartões amarelos: Camacho, Jobson, Ortigoza, Kevyn (N); Eduardo Gago, Eduardo Eré (C).
Público: 42.352. 
Renda: R$ 956.695,00.

Por: Daniel Leal/Diário de Pernambuco.

GALERIA DA FINAL

O jogo foi muito disputado

Náutico Campeão Pernambucano de 2018, após 13 anos de sofrimento.

Roberto Fernandes, o técnico campeão.

Formação do Clube Náutico Capibaribe.



















segunda-feira, 9 de abril de 2018

A Decisão começou, Central e Náutico empatam no Lacerdão

Douglas Carioca (Cen) e marcado pelo capitão Negretti (Nau).

1º de abril de 2018 (Domingo)

Título inédito do interior ou fim de uma fila de 13 anos? O primeiro jogo da final do Campeonato Pernambucano entre Central e Náutico, neste domingo, no estádio Luiz Lacerda, em Caruaru, não ajudou a responder essa pergunta. Em uma partida muito disputada, mas com poucas chances de gol de lado a lado, o placar de 0 a 0 manteve a disputa da taça em aberto para o duelo de volta, no próximo domingo, na Arena de Pernambuco.

Caso na partida de volta a igualdade se repita (por qualquer placar), o campeão sairá nos pênaltis. Quem vencer, dará a volta olímpica. Mais de 30 mil ingressos já foram vendidos para a decisão de forma antecipada.

O jogo
Central e Náutico tiveram um adversário em comum para a primeira partida da decisão. No caso, o duro e irregular gramado do Lacerdão, o que propiciou um duelo de muita marcação, chutões e bola parada. Porém, mais adaptado ao piso e cientes da importância do mando de campo, a Patativa tomou a iniciativa do confronto, pressionando os alvirrubros nos primeiros 15 minutos. 

No entanto, diante da forte marcação do Náutico e do desnível do gramado, as chances dos donos da casa vinham em bolas alçadas na área e chutes de fora da área, tendo sempre no meia Júnior Lemos o seu principal articulador, com os fortes Leandro Costa e Itacaré dando trabalho aos defensores timbus.

Já o Náutico tendo Negretti e Josa na proteção da defesa, com Wallace Pernambucano atuando como meia, teve dificuldade para trabalhar ofensivamente em busca dos atacantes Robinho, Rafael Assis e Ortigoza, esse mais centralizado. Tanto que o primeiro chute da equipe da capital só veio aos 25 minutos, com o paraguaio arriscando de fora da área para fácil defesa do goleiro França.

Porém, aos poucos, o Náutico foi melhor se adaptando ao tipo de jogo que pedia a final. E usando os contra-ataques, sua principal arma nessa temporada, conseguiu equilibrar a partida. Tanto que foram dos alvirrubros a melhor oportunidade de abrir o placar no primeiro tempo, após Robinho receber bom lançamento e tocar no meio da área para Ortigoza, que pegou mal na bola e mesmo assim obrigou França a fazer boa defesa, já aos 38 minutos.

Segundo tempo
Na volta para a etapa final, enquanto Mauro Fernandes optou por não mexer no Central, Roberto Fernandes, buscando melhorar o passe na saída de bola, sacou Wallace Pernambucana para a entrada de Júnior Timbó. Além disso, Fernandinho foi acionado na vaga de Rafael Assis. Para completar, com cinco minutos o treinador alvirrubro foi obrigado a fazer sua última mudança, com o experiente Wendel entrando na vaga do lesionado Josa.

O que não mudou foi o início da etapa. Assim como no primeiro tempo, foi o Central que tomou a iniciativa do jogo na volta do intervalo. Porém, a primeira boa chance foi novamente do Náutico, com Ortigoza aproveitando bola mal rebatida da defesa alvinegra e obrigando França a fazer nova boa intervenção, aos 15 minutos.

Com Júnior Timbó entrando na partida e, de fato, melhorando a distribuição do jogo ofensivo, o Náutico mais uma vez conseguiu equilibrar as ações da final, com Robinho explorando o lado direito de ataque.

Porém, o jogo seguia muito equilibrado, onde um erro de lado a lado poderia ser determinante. Algo que não aconteceu. E com as defesas levando vantagem sobre os ataques, o placar seguiu inalterado até  o fim. Título em aberto.

O paraguaio Ortigoza, que veio do Cerro Porteño, é o grande destaque do Náutico. Foto: Alexandre Gondim/JC.

Central 0
França; Eduardo Gago (Paulo Fernando), Danilo Quipapá, Vitão e Charles; Douglas Carioca (Graxa), Fernando Pires, Eduardo Eré e Júnior Lemos; Leandro Costa e Itacaré (Lucas Silva). Técnico: Mauro Fernandes.

Náutico 0
Bruno; Thiago Ennes, Camutanga, Camacho e Kevyn; Negretti, Josa (Wendel) e Wallace Pernambucano (Júnior Timbó); Robinho, Ortigoza e Rafael Assis (Fernandinho). Técnico: Roberto Fernandes.

Local: Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru.
Árbitro: Péricles Bassols 
Assistentes: Clóvis Amaral e Francisco Chaves Bezerra
Cartões amarelos: Bruno, Ortigoza, Thiago Ennes (N), Dudu Gago, Paulo Fernando (C ) Público 14.080. Renda: R$ 398.980

Por: João de Andrade Neto/Diário de Pernambuco.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Náutico vence o Salgueiro de virada e está na final contra o Central

Negretti faz forte marcação diante do Salgueiro. Foto: Folha de Pernambuco.

25 de março de 2018 (Domingo)

O Náutico está de volta à final do Campeonato Pernambucano. Apresentando poder de reação e embalado pela força da torcida, que tem chegado junto na temporada, o Timbu superou o Salgueiro na tarde deste domingo e retorna a uma decisão de Estadual depois de quatro anos. Após sair perdendo, a equipe alvirrubra virou o jogo com gols de Luís Eduardo, contra, Ortigoza e Camacho, no segundo tempo. Dadá e Maurício marcaram para o Carcará. Na decisão, o Náutico terá pela frente o Central, de Caruaru. O Timbu vive um jejum de títulos de 13 anos. A Patativa, por sua vez, jamais havia sequer chegado à decisão do título local.

Os dois jogos da final do Estadual estão marcados para acontecer nos dias 1º e 8 de abril, no Luiz Lacerda e na Arena, respectivamente. Antes, o Náutico volta a campo na próxima quinta-feira, quando irá ao Piauí enfrentar o Altos, pela última rodada da primeira fase da Copa do Nordeste - provavelmente com uma equipe reserva.

Proposta ofensiva
Esperando um adversário mais precavido na defesa, o técnico Roberto Fernandes optou por uma formação mais ofensiva. Em vez do volante Wendel, escalou o meia Júnior Timbó. No ataque, Rafael Assis foi outra surpresa na vaga de Rogerinho. Na lateral-esquerdo Kevyn ganhou a disputa com Gabriel Araújo. Porém, em cinco minutos envolveu-se em um lance casual com João Paulo e acabou precisando ser substituído pelo próprio Gabriel - bem como também precisou deixar o jogo o atleta sertanejo, que cedeu lugar a Neverson.

A torcida timbu está próxima de ver o timbu ser campeão novamente após 13 anos de espera. 

O jogo

Náutico e Salgueiro fizeram um primeiro tempo bastante movimentado desde o início. Após os 15 primeiros minutos de muito estudo por ambas as equipes, com um jogo mais truncado, sem finalizações, a partida começou a ganhar em emoção aos 16 minutos. O volante Peu cortou errado e a bola sobrou na medida Rafael Assis finalizar de primeira, cruzado, na parte interior da trave assustando Mondragon.

O Timbu era superior e parecia mais próximo de abrir o placar. Até os 23, quando Camacho se enganchou com Maurício na zaga e o árbitro assinalou o pênalti, convertido com perfeição por Dadá. Com o Salgueiro à frente, o Náutico perdeu um pouco a compostura, a organização no jogo. Encontrou o empate em um lance fortuito. Aos 40, Gabriel Araújo lançou Ortigoza, Mondragon para cortar, mas antes Luís Eduardo cabeceou errado e a bola morreu dentro do próprio gol. 

No lance seguinte, o Alvirrubro chegou a marcar mais um, com Ortigoza, mas o assistente pegou bem o impedimento. Aos 45 minutos, foi a vez do Carcará acertar a trave, com Maurício. No rebote, Neverton bateu e Negretti salvou. O etapa inicial foi encerrada em ritmo acelerado.

Segundo tempo

Na volta do intervalo, as duas equipes repetiram o passo a passo do início do jogo. Dez minutos de marasmo, até o jogo voltar a ter uma intensidade maior. Aos 12, Fabiano cobrou falta no travessão e na volta a bola bateu na cabeça do goleiro Bruno e saiu para fora. Sorte alvirrubra. A resposta veio aos 15, com Ortigoza batendo para defesa de Mondragon. No rebote, com o goleiro no chão, Robinho isolou e perdeu boa chance.

Aos 18 minutos, o Salgueiro não teve a mesma sorte. Após cruzamento, Wallace Pernambucano testou, a bola desviou em Néverton e Ortigoza empurrou de cabeça para as redes: era a virada do Náutico. O gol deu ainda mais gás ao Timbu, que partiu em busca de ampliar o placar. Aos 25 e 29, Mondragon salvou e finalizações de Gabriel Araújo e Rafael Assis. Aos 38, foi a vez de Fernandinho acertou o travessão em jogada individual. Aos 45, cobrança de escanteio fechadinha para Camacho testa para as redes. No lance seguinte, Maurício diminuiu para o Salgueiro, mas não havia mais tempo para evitar a classificação timbu à final da competição.

Após o final do jogo muita comemoração dos jogadores. Foto: Ricardo Fernandes/DP.

Náutico 3
Bruno; Thiago Ennes, Camutanga, Camacho e Kevyn (Gabriel Araújo); Negretti, Wallace Pernambucano e Júnior Timbó (Jobson); Rafael Assis, Robinho (Fernandinho) e Ortigoza. Técnico: Roberto Fernandes.

Salgueiro 2
Mondragon; Maurício, Escuro, Luís Eduardo e Juninho (Alexon); Peu, Jaildo, Dadá Belmonte e Fabiano Menezes (André); João Paulo (Neverton) e Willian. Técnico: Sérgio China.

Local: Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata. Árbitro: Tiago Nascimento dos Santos (PE). Assistentes: Clovis Amaral (PE) e Cleberson Nascimento Leite (PE). Gols: Dadá (23’ do 1ºT) e Maurício (47' do 2ºT) (S); Luiz Eduardo (gol contra, 40’ do 1ºT), Ortigoza (18’ do 2ºT) e Camacho (45' do 2ºT) (N). Cartões amarelos: Camutanga (N); Dadá e André (S). Público: 20.446. Renda: R$ 259.975,00.

Por: Daniel Leal/Diário de Pernambuco.