sábado, 2 de maio de 2026

OS 22 FERAS INESQUECÍVEIS DO CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE


O Clube Náutico Capibaribe aderiu ao futebol em 1909 e pelos Aflitos já passaram vários craques que marcaram a história do clube.

O Clube Náutico Capibaribe é um tradicional clube do Recife, que foi criado por dois grupos de remadores em 1898, denominado inicialmente por Clube Náutico do Recife, mas a data oficial de sua fundação é 7 de abril de 1901. No início, o clube era dedicado apenas ao remo e a natação. Só aderiu ao futebol em 1909, com a mudança em seu estatuto.

O Clube Náutico Capibaribe como clube futebolístico, viveu seus melhores momentos na década de 1950, quando ganhou quatro campeonatos pernambucano (1950, 1951, 1952 e 1954) igualando com o Sport Recife, nesta década. Na década de 1960, o Náutico viveu sua época de ouro no futebol pernambucano. Foi hexa campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol de 1963 a 1968. O hexa de luxo, que só o timbu tem. Foi vice-campeão brasileiro da Taça Brasil em 1967, perdendo a final para o Palmeiras. Outro grande momento do Náutico foram os anos de 1984 e 1985, o Clube tornou-se bicampeão estadual e fez a sua melhor campanha no Brasileirão- Série A, ficando na sexta colocação.

O Clube Náutico Capibaribe foi 24 vezes campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol: 1934, 1939, 1945, 1950, 1951, 1952, 1954, 1960, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1974, 1984, 1985, 1989, 2001, 2002, 2004, 2018, 2021, 2022. Foi campeão brasileiro da Série- C em 2019.  

O Blog Vozes da Zona Norte, fez uma minuciosa pesquisa na tentativa de formar dois esquadrões inesquecíveis com os melhores jogadores do Clube Náutico Capibaribe de todos os tempos, a contar com atletas que atuaram desde a década de 1930, quando o Náutico conquistou seus primeiros títulos no futebol até os dias atuais. Foram escolhidos: dois goleiros, dois laterais-direitos, dois laterais-esquerdos, quatro zagueiros, seis meio-campistas e seis atacantes, totalizando 22 atletas.

Levamos em consideração a importância de cada jogador em cada conquista alvirrubra e até mesmo o valor sentimental fixado na memória dos torcedores e a importância do atleta no cenário nacional, mesmo sem conquistar nenhum título, como é o caso do lateral-esquerdo Marinho Chagas. Dentre tantos, existem aqueles que ficaram na memória dos torcedores como os melhores. Alguns só brilharam com a camisa alvirrubra, surgiram na base e durante anos serviram ao clube, alguns chegaram ao estrelato nacional. Outros vieram de outros clubes e se consagraram no Clube Náutico Capibaribe e brilharam no cenário nacional, chegando até a seleção brasileira e grandes clubes do futebol brasileiro. Sabemos que num clube centenário, muitos outros jogadores honraram com futebol, garra, sangue, suor e lágrimas, as cores vermelho e branco dos Aflitos e nunca sairão das mentes e corações alvirrubros. Os atletas escolhidos por nossa equipe foram:

Goleiros: Lula Monstrinho e Neneca;

Laterais-direitos: Gena e Nancildo;

Zagueiros: Beliato, Caiçara, Lima e Sangaletti;

Laterais-esquerdos: Marinho Chagas e Jaminho;

Meio-campistas: Baiano, Ivan Brondi, Jorge Mendonça, Salomão, Ademir Lobo e Ivanildo Souto;

Atacantes: Fernando Carvalheira, Bita, Kuki, Ivson, Bizu e Nado.

Antes da nossa escolha, veja algumas listas que foram feitas por importantes veículos da imprensa esportiva brasileira, além do próprio Clube Náutico Capibaribe.

Revista Placar Especial, de junho de 2000. De forma aleatória escolheu os dez melhores jogadores da história do Náutico. Foram eles: Bita, goleiro Lula Monstrinho, Baiano, Vasconcelos, Jorge Mendonça, Nado, Orlando “Pingo de Ouro”, Gena, o goleiro Neneca e Bizu.

Site do Clube Náutico Capibaribe, em 27/5/2014, jornalistas esportivos e torcedores famosos do Náutico de várias gerações, escolheram a seleção alvirrubra de todos os tempos. Foram eles: O goleiro Lula Monstrinho, Gena, Beliato, Sidcley, Salomão, Clóvis, Nado, Bita, Bizu, Ivan Brondi e Kuki.

UOL Esportes, em 2017, fez uma enquete de forma aleatória para formar o “Time dos Sonhos”, com os torcedores alvirrubros pelo seu site que escolheram os dois melhores de cada posição: Goleiros: Nilson e Cantarelli; Laterais-direitos: Carlos Alberto Rocha e Levi; Zagueiros: Wilson Gotardo e Sangaletti; Laterais esquerdos: Marinho Chagas e Chico Fraga; Meias: Juca Show e Derley; Atacantes: Jorge Mendonça e Kuki.

Fox Sports, em 2020, a equipe esportiva do canal, elegeram “O melhor Náutico de todos os tempos”. Foram eles: Neneca, Gena, Wilson Gotardo, Sangaletti; Marinho Chagas, Ivan Brondi, Jorge Mendonça, Vasconcelos, Bita, Kuki e Bizu.

Vozes da Zona Norte: através de minuciosa pesquisa escolhemos os seguintes atletas:

O goleiro Lula, veio do CSA para ser hexa no Náutico.

Lula Monstrinho – Luís dos Santos Costa, goleiro, nasceu em Maceió, no bairro de Bebedouro, em 16 de janeiro de 1942. Veio do CSA-AL para o Náutico em 1963, permanecendo até março de 1968, quando foi negociado ao Corinthians-SP. Em sua primeira passagem pelo clube alvirrubro, Lula foi hexacampeão do Campeonato Pernambucano de Futebol (1963, 1964, 1965, 1966, 1967 e 1968), foi vice-campeão da Taça Brasil em 1967 numa disputa contra o Palmeiras, que foi o campeão. O goleiro Lula Monstrinho, era um goleiro muito arrojado e de grande impulsão e que praticava defesas espetaculares, que o fez vestir a camisa Canarinha em 1969, quando estava no Corinthians. No dia 3/9/1972, Lula reestreava no Náutico, num jogo amistoso contra o Alecrim-RN e depois disputou o Campeonato Nacional/72 e foi eliminado na primeira fase. Depois do término do campeonato, o Náutico entrou numa grave crise financeira e causou revolta em muitos jogadores, o que desmotivou Lula, além de não ter um bom relacionamento com o diretor de futebol do Náutico, Romero do Rêgo Barros. Em abril de 1973, Lula deixou o clube dos Aflitos. A direção do América-PE, chegou a cogitar sua ida para o clube da Estrada do Arraial, algo que não se concretizou. Lula Monstrinho é considerado até hoje por muitos, o melhor goleiro da história do Clube Náutico Capibaribe. Faleceu no Recife, em 26 de dezembro de 2014, vítima de um câncer bucal, aos 72 anos.

Gena, o lateral-direito mais vitorioso do futebol pernambucano, foi hexa no Náutico e eleito o craque do campeonato pernambucano de 1966.

Gena- Genival Costa de Barros Lima, Lateral-Direito, Nasceu no Recife, em 11 de maio de 1943. Iniciou sua carreira no Clube Náutico Capibaribe em 1962, permanecendo até 1969. Foi hexacampeão do Campeonato Pernambucano de Futebol (1963, 1964,1965,1966,1967 e 1968). Foi vice-campeão da Taça Brasil de 1967, vencida pelo Palmeiras. Disputou a Libertadores da América pelo Náutico em 1968. Foi eleito pela crônica esportiva, o melhor jogador do Campeonato Pernambucano de 1966. Em 1967 e 1968, foi eleito o melhor lateral-direito do Campeonato Pernambucano. Gena foi um lateral clássico de muita técnica, eficiente na marcação e no apoio para o ataque. É considerado pela torcida alvirrubra, o melhor lateral-direito de todos os tempos do Clube Náutico Capibaribe. Em 1969, deixou o Náutico e foi para o Santa Cruz para ser pentacampeão. Gena faleceu no Recife, em 12 de novembro de 2018, proveniente de uma infecção no abdômen, aos 75 anos.

Beliato foi campeão pernambucano em 1974. Eleito em 1975 e em 1976, o melhor zagueiro do estadual.

Beliato- João Augusto Beliato, zagueiro, nasceu em São Paulo, Capital, em 21 de maio de 1950. Veio do Palmeiras para o Náutico em 1972, após passar quatro meses emprestado ao Paulista de Jundiaí-SP, por indicação do técnico Oswaldo Brandão. Beliato era um zagueiro de muita técnica e muita raça. Chegou recebendo um salário de Cr$ 2.500 cruzeiros, ao renovar o contrato em 1975, passou a receber um salário de Cr$ 16.000 cruzeiros. Foi campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol de 1974. Em 1975 e 1976, Beliato e Levir Culpi, do Santa Cruz, foram eleitos pela crônica esportiva, como os melhores zagueiros do futebol pernambucano. Em maio de 1977, Beliato foi negociado com o Internacional-RS. Faleceu em 16 de janeiro de 2005, aos 74 anos.

O zagueiro, Caiçara, passou nove anos no Náutico e foi três vezes campeão estadual.

Caiçara – Francisco Barbosa Gomes, zagueiro, nasceu em Recife, no bairro de Campo Grande, em 26 de julho de 1932. Começou sua carreira futebolística no Íbis, do Recife, em 1948, indo para o Clube Náutico Capibaribe, no final de dezembro de 1950, permanecendo no clube até 1959. Caiçara era um zagueiro de forte marcação e eficiente na antecipação das jogadas. Era exímio cobrador de faltas e de chute potente. Formou com Lula, a dupla de zaga mais famosa da década de 1950. Foi três vezes campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol em 1951, 1952 e 1954. Foi convocado para a Seleção Pernambucana que disputou os campeonatos de seleções estaduais de 1952, 1954 e 1957. Participou de 260 partidas com a camisa do Náutico e marcou 25 gols. Em 1959, foi jogar no Vitória Guimarães, de Portugal. Quando deixou de jogar foi ser treinador de futebol. Faleceu no Recife, em 9 de janeiro de 2013, aos 80 anos.

Marinho Chagas, o melhor lateral-esquerdo do Brasil da década de 1970. Foi o craque do campeonato pernambucano de 1971. Provou que era jogador de seleção brasileira, indo à Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.

Marinho Chagas- Francisco das Chagas Marinho, lateral-esquerdo, nasceu em Natal-RN, no dia 8 de fevereiro de 1952. Veio do ABC-RN em novembro de 1970 e permaneceu até 1972, quando foi negociado com o Botafogo-RJ. O Diabo Loiro, como era chamado pela torcida, foi um lateral muito técnico, veloz, apoiava bem o ataque e era um implacável cobrador de faltas. O seu belo futebol apresentado nos campeonatos estaduais e nacionais, transformou Marinho Chagas num ídolo da torcida do Náutico, mesmo sem ganhar nenhum título pelo clube alvirrubro, a torcida o consagrou como o melhor lateral-esquerdo que já passou pelos Aflitos. Mesmo tendo uma equipe inferior aos rivais, Marinho Chagas, foi eleito pela crônica esportiva de Pernambuco, o melhor jogador do Campeonato Pernambucano de Futebol em 1971 e em 1972, foi eleito o melhor lateral-esquerdo do campeonato pela segunda vez consecutiva. No Náutico, jogou 98 jogos e marcou 12 gols. Depois foi negociado ao Botafogo carioca, onde se destacou e chegou a Seleção Brasileira e disputou a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, sendo o melhor lateral-esquerdo da Copa e integrando a Seleção da Fifa daquele ano. Foi Bola de Prata, da Revista Placar em 1972, 1973 e 1981. Marinho Chagas faleceu em 1º de junho de 2014, em João Pessoa-PB, aos 62 anos.

Baiano, a máquina de fazer gols dos Aflitos, quebrou recordes e foi bicampeão estadual em 1984/85.

Baiano- Valmecyr José Margon, meio-campista, nasceu em Colatina-ES, em 14 de maio de 1953. Veio do Fluminense-RJ para o Clube Náutico Capibaribe em 1982 e permaneceu até 1987, quando foi vendido ao Rio Branco-ES, clube onde iniciou a carreira futebolística, em 1973. Baiano é considerado pela torcida alvirrubra e a crônica esportiva pernambucana como um dos maiores meio-campistas e artilheiros de todos os tempos do futebol pernambucano e do Clube Náutico Capibaribe. Chegou ao futebol pernambucano em 1980, jogando pelo Santa Cruz. Em 1981, marcou 38 gols pelo tricolor, quebrando um tabu de 22 anos que pertencia ao atacante Pacoti, do Sport, que havia marcado 36 gols em 1958.

Em 1982, jogando pelo Náutico, Baiano quebrou seu próprio recorde, marcando impressionantes 40 gols em uma única edição do Campeonato Pernambucano em 1983, o artilheiro continuou implacável repetindo a dose, marcando inimagináveis 40 gols, feito este, que provavelmente jamais será repetido em Campeonatos Pernambucano. Em 1984, Luís Carlos Guirra, do Sport Recife, igualou a marca de Baiano, marcando 40 gols, no entanto, jamais conseguiu repetir ou superar a façanha do jogador capixaba, que neste ano marcou 24 gols.

Baiano, foi bicampeão do Campeonato Pernambucano em 1984/85 e fez parte da equipe do Náutico que ficou na 6ª colocação do Brasileirão- Série A em 1984. Fez a melhor campanha do clube até hoje na maior e mais difícil competição do país. Ninguém fez mais gols em campeonatos pernambucano, do que ele, foram 204 gols, jogando pelo Santa Cruz, Náutico e Central. No Sport Recife, ele nunca jogou no estadual. Baiano, foi eleito pela crônica esportiva e compôs a seleção do Campeonato Pernambucano de 1982, 1983 e 1984, como uns dos melhores meias avançados do futebol pernambucano. Baiano, é o quarto maior artilheiro da história do Clube Náutico Capibaribe, com 181 gols. Ele fez 318 gols na carreira.

Ivan Brondi, o capitão do hexa alvirrubro, desbancou até o Santos de Pelé, no Pacaembu.

Ivan Brondi- Ivan Brondi de Carvalho, meio-campista, nasceu em Santa Cruz do Rio Pardo-SP, em 7 de outubro de 1941. Revelado pelo Palmeiras em 1960, foi emprestado ao Náutico em 1963, por dez meses. Neste período, Ivan Brondi, tornou-se ídolo da torcida, jogador inteligente, grande visão de jogo e cérebro do time. O Náutico resolveu comprá-lo em definitivo. Ele foi o jogador que mais atuou na campanha do hexacampeonato estadual pernambucano (1963 a 1968), foram 128 partidas, das 140 disputadas, marcou 26 gols. Em 1966, Ivan Brondi, participou do épico jogo do Pacaembu-SP, contra o Santos de Pelé, onde o Náutico venceu o jogo por 5 a 3 pela Taça Brasil. Fez parte da equipe do Náutico, que foi vice-campeão brasileiro da Taça Brasil de 1967, vencida pelo Palmeiras. Ivan Brondi disputou a Taça Libertadores de 1968, pelo Náutico, que foi a única participação timbu na competição.

Ivan Brondi, viveu seu melhor momento no futebol pernambucano, jogando pelo Náutico, em 1964, 1965, 1966 e 1967, quando foi destaque e eleito pela crônica esportiva pernambucana, figurando em todas as seleções do Campeonato Pernambucano de Futebol dos anos citados, como um dos melhores meio-campistas do Estado. Foi bastante elogiado pela crônica esportiva nacional durante as disputas da Taça Brasil de 1966 e 1967. Vestiu a camisa do Náutico durante dez anos (1963 a 1972). A partir de 1968 até 1972, Ivan Brondi, teve uma série de contusões que prejudicou o seu futebol e o fez abandoná-lo em definitivo, passando a se dedicar exclusivamente a odontologia, quando se tornou cirurgião-dentista. Sempre foi um autêntico alvirrubro, o eterno capitão do hexa, já foi presidente do clube e nunca abandonou o clube, foi torcedor, conselheiro, diretor das categorias de base e sócio. Em 31 de julho de 2024, aos 82 anos, lançou seu livro: “Ivan Brondi- A trajetória de um ídolo” contando toda sua trajetória desde o Palmeiras de 1960, quando foi convocado para a Seleção Brasileira de Novos que disputou as Olimpíadas de Roma, neste ano. Ivan Brondi está com 84 anos.

Jorge Mendonça foi campeão pernambucano em 1974, igualou o recorde de Pelé, marcando oito gols em um jogo. Jogador de seleção brasileira, disputou a Copa do Mundo de 1978, na Argentina.

Jorge Mendonça- Jorge Pinto Mendoça, meio-campista, nasceu no município de Silva Jardim-RJ, em 6 de junho de 1954, jogava no Bangu quando veio para o Clube Náutico Capibaribe em agosto de 1973, para disputar o Brasileirão- Série A, onde Jorge Mendonça e Vasconcelos foram os principais artilheiros do time com 6 gols.

1974, foi o grande ano de Jorge Mendonça, fez um excelente campeonato nacional, sendo o 3º artilheiro da competição com 14 gols, ficando atrás apenas de Roberto Dinamite, do Vasco (16 gols) e Luizinho, do América-RJ (15 gols). No Campeonato Pernambucano/74, Jorge Mendonça ajudou a equipe a evitar o hexacampeonato do Santa Cruz, marcando 24 gols, sendo co-artilheiro do campeonato com Zé Carlos Olímpico, do Santa Cruz. Ainda nesta disputa, Jorge Mendonça igualou o recorde de Pelé do Santos, ao marcar oito gols na vitória de 8 a 0, contra o Santo Amaro, do Recife, ele ainda teve dois gols anulados pela arbitragem. O craque do campeonato foi o seu companheiro de time, Juca Show, mas Jorge Mendonça figurou na seleção do campeonato como o melhor ponta-de-lança. Jorge Mendonça era um ponta de lança habilidoso e finalizador, seu grande desempenho neste ano, o consagrou como o melhor meio campista que já passou pelos Aflitos e figura na seleção de ouro do Clube Náutico Capibaribe de todos os tempos.

Em 1975, Jorge Mendonça, marcou 20 gols pelo Campeonato Pernambuco, ficando com a vice artilharia, atrás de Dadá Maravilha, do Sport, que marcou 32 gols. No Campeonato Brasileiro, ele marcou apenas 11 gols, mas foi o principal artilheiro do time. No final de janeiro de 1976, o Náutico negociou Jorge Mendonça e Vasconcelos ao Palmeiras, para a tristeza da massa alvirrubra.

Jorge Mendonça disputou a Copa do Mundo de 1978 na Argentina. Marcou 411 gols na carreira. Faleceu em Campinas-SP em 17 de fevereiro de 2006, aos 51 anos, com problemas provenientes do alcoolismo.

O segundo maior artilheiro da história do Náutico, foi campeão pernambucano em 1934 e 1939.

Fernando Carvalheira-
atacante, nasceu no Recife, em 29 de março de 1916, começou nas categorias de base do Clube Náutico Capibaribe em 1932. Com sua excelente presença de área e seu faro de gol implacável, logo despertou a atenção do técnico uruguaio Umberto Cabelli, técnico do time principal do Náutico, que o lançou na equipe para nunca mais o tirá-lo. Fernando Carvalheira tornou-se o primeiro grande ídolo do time alvirrubro, foi campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol em 1934, a primeira conquista do Náutico, e em 1939. Fez parte do trio familiar mais famoso do futebol pernambucano “Os Carvalheiras”, formado pelo seu irmão Arthur, um craque de bola, responsável pelos inúmeros lançamentos e cruzamentos precisos que acabaram em gols de Fernando; e seu primo Zezé, outro excelente jogador.

Fernando Carvalheira, é o segundo maior artilheiro do Clube Náutico Capibaribe, com 185 gols, com uma média impressionante de 1,44% gols por jogo. Foi artilheiro do Campeonato Pernambucano em 1934, com 28 gols e em 1935, com 31 gols, um recorde que durou 23 anos, quebrado em 1958, pelo atacante Pacoti, do Sport Recife, que marcou 36 gols. Há quem diga, que Fernando Carvalheira jogou pelo Sport Recife em 1937. Na verdade, ele jogou pelo Sport, mas como atleta do Náutico, pois era muito comum à época, quando havia jogos contra clubes do sul do país ou clubes estrangeiros, os clubes reforçarem suas equipes com os melhores jogadores das equipes rivais, isso aconteceu, quando o Sport Recife enfrentou a Portuguesa Santista-SP, o São Paulo e o Atlanta, da Argentina, algo inimaginável nos dias atuais. Fernando Carvalheira, faleceu no Recife, em 22 de dezembro de 1987, aos 71 anos.

Bita, o goleador do Náutico, é o maior artilheiro do futebol pernambucano com 223 gols marcados. 

Bita- Silvio Tasso Lasalvia, atacante, nasceu em Olinda-PE, em 11 de agosto de 1942. Bita tinha um chute muito potente, por esse motivo era apelidado pela torcida timbu, como o homem do rifle. Goleador nato, logo Bita se tornou ídolo da torcida, ele é o maior artilheiro do Náutico e do futebol pernambucano de todos os tempos. Marcou 223 gols em 295 jogos. Conseguiu duas façanhas que jamais foi superada, ser hexa campeão pernambucano (1963 a 1968) e ser artilheiro três vezes seguidas do Campeonato Pernambucano de Futebol (1964 (24 gols), 1965 (22 gols) e em 1966 (20 gols), sendo ainda, artilheiro da Taça Brasil de 1965 (9 gols) e 1966 (10 gols). Bita, ainda jogou pelo Santa Cruz em 1972, sagrando campeão estadual pela sétima vez. Em 1966, o Náutico conquistou uma façanha inimaginável, bateu o Santos, de Pelé, no Pacaembu-SP por 5 a 3, com 4 gols de Bita.

Bita era irmão do craque Nado. Deixou de jogar futebol com 30 anos de idade, devido as lesões nos joelhos. Faleceu no Recife, em 27 de outubro de 1992, aos 50 anos.

Kuki, o maior artilheiro do campeonato pernambucano no século XXI, foi três vezes campeão pernambucano.

Kuki- Sílvio Luiz Borba da Silva, atacante, nasceu em Crateús-CE em 30 de abril de 1971. Veio do Brusque-SC em 2001 para o Clube Náutico Capibaribe. O presidente do clube, André Campos, esperava um atacante de 1,80, revelação do Lages de Santa Catarina, clube da 2ª divisão. No entanto, o atacante que desembarcou no aeroporto, foi um baixinho de 1,69 de altura e 29 anos de idade, chamado pelo apelido de Kuki. A desconfiança foi geral, mas o baixinho estava predestinado a ser ídolo no Náutico. Kuki, dentro de campo, demonstrou valentia, velocidade, oportunismo e faro de gol. Foi três vezes campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol (2001,2002 e 2004), artilheiro da Copa do Nordeste de 2001, com 12 gols e três vezes artilheiro do Campeonato Pernambucano em 2001 (14 gols), 2003 (16 gols) e em 2005 (17 gols). Foi eleito pela crônica esportiva do Nordeste, o melhor jogador da Copa do Nordeste em 2001 e o melhor jogador do estadual em 2001, 2002, 2003 e em 2004.

Kuki, apesar de ser grande ídolo da torcida alvirrubra, foi um jogador muito temperamental e que muitas vezes, entrou em conflito com a torcida timbu e jogadores, no entanto, em 2002, Kuki acabou sendo negociado ao Chonbuk, da Coreia do Sul por questões financeiras. Após disputar o Campeonato Sul-Coreano, retornou ao Náutico em 2003, onde o Sport Recife foi o campeão estadual, mas Kuki foi o artilheiro. Em 2004, conquistou seu terceiro e último título estadual. Em 2005, foi artilheiro do Campeonato Pernambucano. Neste ano, durante um jogo disputado pelo Campeonato Brasileiro da Série B, diante do Grêmio (RS), que ficou conhecida como a “Batalha dos Aflitos”, o Náutico disputava a segunda vaga de acesso para a Série A. Durante a disputa do jogo, o Grêmio teve quatro jogadores expulsos e o Náutico teve dois pênaltis marcados ao seu favor, Kuki, principal atacante e ídolo da torcida, se omitiu a bater as penalidades e os que foram escalados, desperdiçaram. Para piorar a situação, o Grêmio venceu o jogo por 1 a 0, tirando a vaga do clube dos Aflitos. Kuki, foi muito criticado e responsabilizado pela torcida alvirrubra pela falta de atitude na hora de bater os pênaltis, já que ele era o principal atacante.

Em 2006, após superar o vexame da “Batalha dos Aflitos” e a perda do estadual deste ano, finalmente o Náutico consegue sua classificação, conquistando a terceira vaga do Brasileirão da Série B, vencendo o Ituano-SP por 2 a 0. Kuki, marcou 11 gols no campeonato.

Em 2007, após uma derrota nos Aflitos, por 4 a 1, diante do Cruzeiro, Kuki entrou em uma discussão com a torcida alvirrubra, deixando o Náutico e indo para o rival, Santa Cruz, que neste ano, foi rebaixado para a Série C, do Brasileirão

Em 2008, Kuki volta para o Náutico, mas não voltou bem, sofreu algumas lesões, e seu baixo rendimento provocou reações negativas da torcida e discursões com atletas do clube. Kuki chegou a ser sondado pelo Bahia, mas não chegou a um acordo financeiro e terminou ficando nos Aflitos.

Em 2009, Kuki, disputou seu último Brasileirão pela Série A. Diante do jogo contra o Grêmio, ele se tornou o jogador que mais vestiu a camisa do Clube Náutico Capibaribe. Com a camisa do Náutico, jogou 389 jogou e marcou 184 gols, terceiro maior artilheiro da história do clube. Em abril de 2010, estreou como auxiliar técnico do treinador Waldemar Lemos, no Náutico.
Neneca, do Náutico, foi campeão pernambucano em 1974. Passou dezoito jogos sem tomar gol e virou ídolo da torcida alvirrubra.

Neneca- Hélio Miguel, goleiro, nasceu em Londrina-PR, em 18 de dezembro de 1947. Ele era jogador do Londrina, mas estava jogando no América-MG, quando veio para o Náutico em fevereiro de 1974, por indicação do técnico Orlando Fantoni. Vinha sendo pretendido pelo Flamengo, Santos e pelo Vasco da Gama. Fez sua estreia no Brasileirão- Série A, no empate de 1 a 1, contra o São Paulo, na capital paulista, em 20/3/1974. Neneca foi um goleiro de grande envergadura, excepcional nas bolas altas, arrojado e de chute potente e bom na saída de bola com as mãos, o que ajudava aos atacantes nas jogadas de contra-ataques. Ficou marcado na memória da torcida alvirrubra, por suas defesas espetaculares e por evitar que o rival, Santa Cruz, alcançasse o hexacampeonato estadual, título este, que só o Clube Náutico Capibaribe detém até hoje. Foi campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol em 1974 e o melhor goleiro do campeonato, quebrou um recorde mundial, passando 1.636 minutos sem ser vazado, em 18 partidas. Recorde quebrado em 1978, pelo goleiro Mazarópi do Vasco da Gama, outro excelente goleiro que defendeu o Náutico em 1984, na melhor campanha do clube na primeira divisão do Brasileirão, quando ficou na 6ª colocação. É considerado por muitos torcedores alvirrubros, como sendo o melhor goleiro do Náutico de todos os tempos. Neneca deixou o Náutico em janeiro de 1976, indo para o Guarani de Campinas-SP, quando foi Campeão do Brasileirão- Série A de 1978, sendo o único goleiro que foi campeão brasileiro por um clube do Interior.

O lateral-direito Nancildo, começou no Náutico, foi campeão pernambucano em 1960. Foi eleito o melhor lateral-direito do campeonato em 1959/60/61. Jogou um clássico contra o Sport Recife com a clavícula fraturada.

Nancildo- Nancildo Nepomuceno, lateral direito e zagueiro central, nasceu em 1º de outubro de 1938, no Recife. Começou sua carreira futebolística nas categorias de base do Clube Náutico Capibaribe em março de 1956. Em 1959, entrou para o time profissional, sendo destaque do time alvirrubro e sendo convocado para a seleção Pernambucana, como reserva de Caiçara. Nancildo era um jogador de muita raça, tinha um bom senso de cobertura e era eficiente no jogo aéreo. Nancildo, era um jogador valente e a torcida do Náutico adorava o cara. Certa vez, em julho de 1961, no jogo contra o Sport nos Aflitos, aos três minutos de jogo, Nancildo se chocou com o atacante rubro-negro, Osvaldo, e fraturou à clavícula. Como naquele tempo não podia ser substituído por outro atleta. Nancildo jogou os 90 minutos, contundido. Fato este, que o transformou num grande ídolo da torcida do Náutico. Ele foi campeão pernambucano em 1960 e o melhor lateral direito do Campeonato Pernambucano de Futebol em 1959, 1960 e 1961. Em 1963, ele deixou os gramados e começou uma nova carreira como engenheiro, do qual era formado. Nancildo, faleceu em 20 de maio de 2025, aos 87 anos.

O zagueiro Lima, foi três vezes campeão pernambucano. O xerife alvirrubro, começou no Sport e foi ídolo nos Aflitos.

Lima- José Alberto de Lima, zagueiro, nasceu no Recife, em 19 de novembro de 1972. Teve duas passagens pelo Clube Náutico Capibaribe. A primeira vez, veio da Portuguesa Santista-SP em 2001, quando foi bicampeão do Campeonato Pernambucano de Futebol 2001/2002, fez parte da equipe que evitou o hexa campeonato do Sport Recife, em seu primeiro título alvirrubro. Lima era um marcador implacável, tanto nas bolas rasteiras como nas bolas altas. O xerife alvirrubro, quando jogava pelo Fluminense, em 1995, durante o campeonato carioca, a imprensa carioca o classificou como o maior marcador do famoso atacante Romário, do Flamengo, que era considerado o melhor atacante do mundo e campeão da Copa do Mundo de Futebol em 1994. Depois desse episódio, Lima, ficou conhecido no Brasil todo, como o homem que parou Romário. Em 2004, estava no Paysandu-PA, quando retornou para o Náutico que montou uma grande equipe, Lima, além de desempenhar um excelente trabalho, foi o capitão da equipe alvirrubra e consagrado pela torcida timbu e campeão estadual novamente.

Lima, começou a carreira futebolística no Sport Recife em 1992, além do Sport Recife e Náutico, jogou pelo Fluminense, Atlético Mineiro, Coritiba, Paysandu e outros clubes de menor expressão. Deixou de jogar futebol profissional em 2006.

Sangaletti, o capitão da vitória, foi bicampeão pernambucano 2001/2002 e evitou o hexa do Sport Recife.

Sangaletti- Marcelo Antônio Sangaletti, zagueiro e volante, nasceu em Dois Córregos-SP, em 1º de junho de 1971. Começou a carreira de jogador profissional no XV de Jaú-SP. Veio do Santos para jogar no Náutico em 2001, sendo o capitão da equipe que foi bicampeão do Campeonato Pernambucano de Futebol. O curioso é que Sangaletti nestes dois anos, só disputou os estaduais, durante o Brasileirão jogou pelo Guarani-SP. Foi peça importante para evitar o hexa campeonato do Sport Recife e levantar a taça do estadual do alvirrubro em 2002. Sangaletti, se transformou num grande ídolo do Clube Náutico Capibaribe. O versátil Sangaletti, atuou por grandes clubes brasileiro como: Corinthians, Internacional, Santos, Guarani-SP e Sport Recife.

O lateral-esquerdo Jaminho, começou no Náutico, foi quatro vezes campeão pernambucano 1950/51/52/54, depois de doze anos no Náutico, foi jogar no Vitória, da Bahia.

Jaminho- Jameson Luiz Ribeiro, lateral-esquerdo, nasceu em Olinda, em 23 de dezembro de 1926. Começou a carreira futebolística na equipe juvenil do Clube Náutico Capibaribe em julho de 1943. Em 1947, começou a ser lançado em alguns jogos da equipe profissional. Jaminho era um lateral de marcação forte, excelente na antecipação, na disputa de bola e tinha uma boa técnica. Em 1950, foi campeão pernambucano de futebol pela primeira vez. O excelente futebol apresentado por Jaminho, despertou o interesse do Fluminense. Em maio de 1951, o tricolor carioca contratou o lateral alvirrubro por 80 mil cruzeiros, luvas de 40 mil cruzeiros e um salário de 7 mil cruzeiros mensais. No Fluminense, Jaminho jogou ao lado de craques como: Didi, Telê Santana, Orlando Pingo de Ouro e Joel. No clube das Laranjeiras, Jaminho sofreu várias contusões, além de um acidente, logo ao chegar ao clube, quando tombou da escada da sede do clube e rolou até em baixo, ficando hospitalizado por muitos dias. Outro problema que atrapalhou Jaminho no clube carioca, foi seu temperamento explosivo, pois sempre revidava às faltas por ele sofrida, ocasionando sua expulsão da partida, após o primeiro turno do campeonato carioca. O Fluminense dispensou Jaminho, o Náutico foi atrás, e em novembro, trouxe seu lateral para disputar às finais

do Campeonato Pernambucano de 1951, Jaminho, conquistou o bicampeonato pelo Náutico e foi campeão carioca, já que ele disputou um turno pelo Fluminense. Em 1952, Jaminho foi tricampeão pernambucano invicto. Em 1954, Jaminho, ganhou seu quarto e último título do Campeonato Pernambucano pelo Náutico, seu salário era de 3 mil cruzeiros mensais. Jaminho, também representou a Seleção Pernambucana em 1952 e 1954, no campeonato brasileiro de seleções estaduais. Depois de doze anos, no Clube Náutico Capibaribe. Em setembro de 1955, o Náutico negociou Jaminho com o Vitória-BA . Ele ainda foi campeão pernambucano pelo Sport Recife (1956) e pelo Santa Cruz (1957). Em 1958, foi jogar e treinar o ABC de Natal, onde encerrou a carreira de jogador. Ele nunca se consolidou como técnico de futebol, chegou a treinar o juvenil do Náutico em 1961. Jaminho, faleceu em Olinda no dia 13 de janeiro de 1974, aos 48 anos.

O volante Salomão, foi craque e ídolo do Náutico, conquistou quatro campeonatos pernambucano e foi vice-campeão da Taça Brasil de 1967, vencida pelo Palmeiras.

Salomão- Salomão Sales Couto, médio-volante, nasceu em Pocinhos-PB, em 3 de outubro de 1941. Vestiu a camisa do Clube Náutico Capibaribe em duas oportunidades. A primeira, veio do Campinense para o Náutico no início de abril de 1962. Foi tricampeão do Campeonato Pernambucano de Futebol em 1963/64/65. Foi eleito pela crônica esportiva de Pernambuco, o melhor meia-direita do Estado em 1962, 1963 e 1964, sendo este último, o melhor do ano, quando foi eleito o craque do campeonato e passou no vestibular para medicina. No final de abril de 1965, Salomão foi negociado ao Santos.

No início de setembro de 1967, o Vasco da Gama negociou Salomão ao Náutico, que disputou a Taça Brasil deste ano, perdendo na final para o Palmeiras, ficando com o vice-campeonato. Formou com Ivan Brondi, no Náutico, a melhor meia cancha do futebol nordestino. Salomão foi mais uma vez campeão pernambucano em 1967. No ano seguinte, conviveu com uma séria lesão adquirida num jogo contra o Ceará, surgiram outras lesões no decorrer do ano de 1968, mesmo assim Salomão participou de alguns jogos da Libertadores e do Brasileirão, no entanto, resolveu abandonar a carreira de jogador de futebol e se dedicar à medicina. Em 1972, tornou-se um neurologista. Salomão vestiu a camisa alvirrubra em 125 jogos. Faleceu no Recife, em 4 de maio de 2023, aos 81 anos.

O meia-esquerda, Ademir Lobo, foi bicampeão pernambucano 1984/85. Eleito três vezes, o melhor meia-esquerda do futebol pernambucano e fez parte da equipe que fez a melhor campanha em campeonato brasileiro- série A, em 1984.

Ademir Lobo- Ademir de Jesus Lobo, meia-esquerda, nasceu no município de Tombos-MG, em 20 de junho de 1957. No final de janeiro de 1983, O Clube Náutico Capibaribe, trocou o ponta-esquerda Lupercínio, pelo atacante Mirandinha, o meio campista Ademir Lobo e o zagueiro Zé Eduardo, todos do Botafogo-RJ, que foram muito bem no Náutico. Ademir Lobo era um jogador talentoso, que logo conquistou os corações alvirrubros. Foi bicampeão do Campeonato Pernambucano de 1984/85 e fez parte do elenco que fez a melhor campanha do Náutico, no Brasileirão da Série A em 1984, quando ficou na 6ª colocação. Ademir Lobo, foi eleito pela imprensa esportiva de Pernambuco, o craque do Campeonato Pernambucano de Futebol de 1985 e o melhor meia-esquerda de Pernambuco em 1984/85/86. Em 23 de fevereiro de 1987, Ademir Lobo, assinou contrato com o Sport Recife.

O polivalente Ivanildo Souto, começou e terminou sua vida esportiva no Náutico, foi quatro vezes campeão pernambucano.

Ivanildo Souto- Ivanildo Souto da Cunha, meia-direita, nasceu em Garanhuns, em 7 de maio de 1926. Era chamado pela torcida e pela imprensa pernambucana de “Ivanildo Espingardinha” pelo fato de ser magro e comprido, pesava 64 quilos. Jogador de muita raça e uma capacidade técnica invejável. Era goleador e um grande líder da equipe. Não é à toa, que foi o capitão do tri alvirrubro, o primeiro da história do Clube Náutico Capibaribe. Ivanildo Souto, era um jogador polivalente, pois jogou de lateral, zagueiro, ponta, centroavante e chegou a ser técnico interino em 1954, 1955, 1956 e 1958. Chegou ao Náutico em 29 de setembro de 1945 para testes. Em 1946 ingressou no juvenil, mas como era um jogador polivalente e técnico, sempre participou de jogos da equipe profissional até ser ativado na equipe principal em 1949, permanecendo até encerrar a carreira de jogador em 1956. Ivanildo Souto, conquistou o Campeonato Pernambucano de Futebol em 1950/51/52/54. O capitão do primeiro tricampeonato do Náutico, também disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais pela Seleção Pernambucana em 1952 e 1954. Ivanildo recebeu várias propostas para jogar em clubes do sudeste do Brasil, mas nunca quis deixar o Clube Náutico Capibaribe, sua grande paixão. Ivanildo Souto, também era alto executivo do extinto Banco Banorte. Após deixar de jogar futebol, permaneceu no Náutico, como treinador das categorias de base, chegando a ser dirigente e sócio benemérito do clube dos Aflitos. Ivanildo Souto, faleceu no Recife, em 21 de fevereiro de 2016.

O atacante Ivson, veio do juvenil do Fluminense, para ser ídolo e artilheiro no Clube Náutico Capibaribe. Foi duas vezes campeão pernambucano.

Ivson- Ivson de Freitas, atacante, nasceu em Patrocínio do Muriaé-MG, em 13 de maio de 1929, começou a jogar no Nacional, da sua cidade. Era jogador da base do Fluminense-RJ, quando veio no início de agosto de 1952, para o Clube Náutico Capibaribe, onde se tornou ídolo da torcida timbu, atacante driblador, de grande categoria e goleador. Ivson jogou cinco anos pela equipe alvirrubra, onde foi campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol em 1952 e 1954. Foi artilheiro do estadual em 1953 (16 gols) e 1954 (16 gols). Foi convocado para representar a Seleção Pernambucana no campeonato de seleções estaduais em 1954 e 1956. Ivson, marcou 118 gols, em 159 partidas com a camisa do Náutico. É o quinto maior artilheiro da história do clube. Durante a disputa do Campeonato Pernambucano de 1957, o Náutico negociou o atacante Ivson, que viajou para a Europa em 24 de outubro, para defender o Sporting de Lisboa.

O artilheiro Bizu, chegou para brilhar no Náutico. Foi campeão pernambucano e artilheiro em 1989, além de ser o craque do campeonato e o Bola de Prata da Revista Placar.

Bizu- Cláudio Tavares Gonçalves, atacante, nasceu em São Vicente-SP, em 18 de junho de 1960, começou a jogar profissionalmente pelo Caçadorense-SC em 1979. Bizu, teve três passagem pelo Náutico. A primeira vez, veio do Palmeiras no final de agosto de 1988, ficando até 1990, sendo esta, a melhor fase no clube alvirrubro. Foi campeão do Campeonato Pernambucano de futebol em 1989, sendo o principal artilheiro com 31 gols; foi escolhido pela crônica esportiva pernambucana o craque do campeonato e ganhou a Bola de Prata da Revista Placar. Em 1990, foi novamente artilheiro do estadual com 19 gols. Foi artilheiro da Copa do Brasil com 7 gols. Em 1991, foi jogar no Grêmio, mas não se adaptou ao futebol gaúcho, foi para o CSA, e retornou para o Náutico em 1992, disputou o campeonato pernambucano, perdendo o título para o Sport Recife. Em 1993, disputou o Brasileirão- Série A, pelo clube da Ilha do Retiro. Em sua terceira passagem pelo Náutico, Bizu veio do Ceará para disputar o Brasileirão da Série A , onde o Náutico fez uma péssima campanha e foi rebaixado. No Náutico, Bizu marcou 114 gols em 179 partidas, sendo o 6º maior artilheiro da história do Clube Náutico Capibaribe.

O ponta-direita Nado, do Náutico, foi o primeiro jogador de um clube pernambucano a ser convocado para a Seleção Brasileira. O craque brilhou no Náutico.

Nado- José Rinaldo Tasso Lasalvia, ponta-direita, nasceu no bairro do Carmo, em Olinda, no dia 15 de novembro de 1938, começou nas categorias de base do Clube Náutico Capibaribe em 1938, aos 19 anos de idade. Era um ponta-direita veloz, driblador, que jogava muito com o pé esquerdo e que usava muito a linha de fundo para fazer os cruzamentos. Nado era um jogador tão versátil, que em maio de 1958, jogou pela primeira vez na equipe profissional, substituindo o jogador Aldo, que se contundiu. Depois deste jogo contra o Sport Recife, voltou para o juvenil. Seus irmãos: o famoso Bita e Tonho jogaram também no Náutico. E o caçula, Celso, jogou no Sport Recife.

Nado, tinha 1,64 de altura, por esse motivo, recebeu o apelido de “Pequeno Polegar” estreou no time principal em 1959, ficando no clube até o dia 11 de abril de 1966, quando foi vendido ao Vasco da Gama por 100 milhões de cruzeiros. Sendo a maior negociação de um jogador pernambucano feito na década de 1960. Nado, ganhou o reconhecimento nacional durante a Taça Brasil de 1965, quando ele, seu irmão Bita, Gena, Ivan Brondi, Nino e Lala, foram os grandes destaques da competição. O sucesso foi tão grande que Nado foi convocado para Seleção Brasileira pelo técnico Vicente Feola, para formar o grupo que iria disputar a Copa do Mundo da Inglaterra. Sendo o primeiro jogador de um clube pernambucano a ser convocado para a Seleção Canarinha, ao se apresentar na seleção, recebeu um novo apelido pela sua baixa estatura: “Cabo Rusk” do filme Rin-tin-tin. Nado, não foi para copa, mas ficou bastante valorizado e conhecido no cenário nacional.

No Clube Náutico Capibaribe, Nado foi quatro vezes campeão pernambucano: 1960, devido a um desentendimento com o técnico Gentil Cardoso, ficou no banco de reservas durante toda a competição, sem jogar nenhum jogo. Mas foi tricampeão 1963/64/65, como titular e destaque da equipe. Foi eleito o melhor ponta-direita do Campeonato Pernambucano em 1962/63/64/65. Em 1963, foi convocado para compor a Seleção Pernambucana de Futebol, no Campeonato Nacional de Seleções Estaduais. Foram 248 jogos com a camisa alvirrubra. Nado faleceu em Paulista-PE, em 3 de maio de 2013, de parada cardiorespiratória, aos 74 anos.

Por: Jânio Odon/VOZES DA ZONA NORTE (DIREITOS RESERVADOS)

Fonte: Diário de Pernambuco, Diário da Manhã/CEPE, O Jornal (RJ), Jornal dos Sportes (RJ), Jornal do Brasil, Manchete Esportiva, Gazeta Esportiva, Diário da Noite (RJ), Fox Sports, Revista Placar, Site Clube Náutico Capibaribe, Biblioteca Nacional (RJ), Livro: 85 anos de bola rolando, de Givanildo Alves – FPF/Edições Bagaço, Arquivo pessoal.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

OS 22 FERAS INESQUECÍVEIS DO SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE

 

A imensa torcida coral, feliz no Colosso do Arruda em 1975. Foto: Revista Placar. 

O Santa Cruz Futebol Clube, foi fundado em 3 de fevereiro de 1914. É um clube do povo, tradicional clube de Pernambuco e do Nordeste brasileiro. Viveu seus melhores momentos no futebol no final da década de 1960 e toda década de 1970. O Santa Cruz conquistou o Torneio Norte-Nordeste (1967), que contou com apenas os melhores clubes de Pernambuco, Ceará e do Pará. Neste período, Foi sete vezes campeão pernambucano (1969, 70,71, 72, 73,76,78 e 79). O clube soma 29 campeonatos estaduais. Fez excelentes campanhas nos Brasileirão- Série A, em 1975 (4º), 1977 (10º) e 1978 (5º).

A partir do ano 2001, o Santa Cruz entrou em declínio, mesmo assim, conquistou Campeonato Brasileiro- Série C (2013) e a Copa do Nordeste de 2016, em 2024, viveu o pior ano de sua história, ficando fora de todas as divisões do Brasileirão. Em 2025, disputou a quarta divisão do Brasileirão, conquistando o acesso ao Brasileirão- Série C do ano de 2026, buscando reviver seus tempos gloriosos para alegrar a torcida mais apaixonada do Brasil.

Em seu passado de glórias, grandes jogadores vestiram a camisa coral e deixaram seus nomes marcados para sempre na história do futebol pernambucano. O Blog Vozes da Zona Norte, fez uma minuciosa pesquisa em busca dos 22 feras inesquecíveis de todos os tempos da cobra coral, do passado e do presente, desde Pitota (Alcindo Wanderley) até o Grafite. Foram tantos craques que se tornaram inesquecíveis nestes mais de cem anos de história do clube das multidões. Foram escolhidos: dois goleiros, dois laterais-direitos, quatro zagueiros, dois laterais-esquerdos, seis meio-campistas e seis atacantes, formando assim, dois esquadrões inesquecíveis de atletas corais melhores de todos os tempos. 

Alguns jogadores se consagraram como únicos, unânimes. Outros quase unânimes. Alguns dividiram às honras com outros jogadores, tanto do presente quanto do passado. Foi preciso analisar nos mínimos detalhes a importância de cada conquista e o que representou cada jogador com aquele importante triunfo. Alguns atletas dedicaram parte de sua vida esportiva ao clube, outros tiveram uma passagem curta, mas memorável.

Foram analisados os principais jogadores que vestiram a gloriosa camisa da Cobra Coral desde a década de 1930, quando o Santa Cruz obteve as primeiras conquistas, sem esquecer a memória do período amador do futebol pernambucano onde se destacaram os grandes atletas tricolores, Alcindo Wanderley, o Pitota, considerado o primeiro craque do nosso futebol (1915 a 1921) e Teófilo Batista de Carvalho, o Lacraia, reconhecido recentemente pela diretoria do clube e incluso em seu estatuto, como o atleta fundador do clube coral e sendo o primeiro atleta negro a vestir a camisa do Santa Cruz no ano de 1914.

Os atletas analisados e escolhidos entre os melhores foram:

Década de 1930 - Sherlock, Tará, Estevão, Lauro, Sebastião da Virada, Limoeiro, Walfrido, goleiro Diógenes e Sidinho;

Década de 1940 - Siduca, Guaberinha e Elói;

Década de 1950 - Goleiro Aníbal, Zequinha, Aldemar, Jorge de Castro, Rudimar, Marinho, Mituca, Jorginho, Lanzoninho, Faustino, Sidney, Zé de Melo, Mainha e Múcio;

Década de 1960 - Goleiro Pedrinho, Birunga, Rivaldo, Zito, Uriel, Mirobaldo, Cuíca e Nagel;

Década de 1970 - Goleiro Gilberto, goleiro Detinho, goleiro Joel Mendes, Gena, Rivaldo, Cabral, Zito, Luciano Veloso, Cuíca, Fernando Santana, Givanildo Oliveira, Ramón, Sapatão, Erb, Paulo Ricardo, Botinha, Levir Culpi, Luiz Fumanchu, Mazinho, Carlos Alberto Barbosa, Edson, Pio, Pedrinho, Betinho, Lula Pereira, Nunes, Paranhos e Joãozinho;

Década de 1980 - Goleiro Birigui, goleiro Luiz Neto, goleiro Wendell, Ricardo Rocha, Zé do Carmo, Henágio, Gabriel, Marlon, Lula, Lotti, zagueiro Ivan e Ataíde;

Década de 1990 - Goleiro Marcelo Martelotti, goleiro Nilson, Mazinho Loyola, Sérgio China, Quinho, Washington, Da Silva e Amarildo;

Década de 2000 - Goleiro Cleber, Carlinhos Bala e Marco Antônio;

Década de 2010 - Goleiro Tiago Cardoso, Renatinho, Gilberto, Dênis Marques, João Paulo e Grafite;

Década de 2020 - Não há indicação.

Depois de analisado a lista dos melhores jogadores da história do Santa Cruz, o blog Vozes da Zona Norte escolheu os 22 melhores jogadores de todos os tempos. Foram eles:

Goleiros: Tiago Cardoso e Detinho; 

Laterais- direitos: Carlos Alberto Barbosa e Gena;

Zagueiros: Aldemar, Ricardo Rocha, Paranhos e Levir Culpi;

Laterais-esquerdos: Pedrinho e Renatinho;

Meio- campistas: Givanildo Oliveira, Zé do Carmo, Luciano Veloso, Henágio, Betinho e Zequinha;

Atacantes: Tará, Nunes, Ramón, Luiz Fumanchu, Grafite e Fernando Santana.

As grandes dúvidas e dificuldades encontradas pela equipe do blog Vozes da Zona Norte para definir a lista dos 22 melhores jogadores de todos os tempos do Santa Cruz, foram em relação aos goleiros Detinho e Birigui, os laterais-esquerdos Cabral e Renatinho, os meios-campistas Zequinha e Mazinho, no entanto, em relação aos atacantes, apenas seis poderiam ser escolhidos, acreditamos que a escolha foi justa, mas sem sombra de dúvidas, caso fosse possível, caberiam nesta lista os atacantes Siduca, da década de 1940, Marlon, Joãozinho do time de 1978/79 e Dênis Marques.

Antes de nossa escolha, veja algumas listas que foram feitas por importantes veículos da imprensa esportiva brasileira, além do próprio Santa Cruz Futebol Clube.

A Revista Placar Especial de junho de 2000, elegeu os dez melhores jogadores de todos os tempos da história do clube. Foram eles: Tará, Givanildo Oliveira, Nunes, Ramon, Zé do Carmo, Aldemar, Zequinha, Rinaldo, Pio e Henágio.

A Coral Net em 2011, escolheu os onze melhores: O goleiro Detinho, Pedrinho, Aldemar, Ricardo Rocha, Carlos Alberto Barbosa, Zé do Carmo, Givanildo Oliveira, Mazinho, Ramon, Nunes e Luciano Veloso.

A Superesportes/Diário de Pernambuco em 2014, comemorando o aniversário de 100 anos do clube, elegeu os 24 melhores jogadores de todos os tempos, eleitos por ilustres tricolores de várias gerações. Foram eles: o goleiro Tiago Cardoso, Carlos Alberto Barbosa, Aldemar, Ricardo Rocha, Pedrinho, Givanildo Oliveira, Mazinho, Henágio, Luciano Veloso, Nunes, Ramon. Os outros foram: o goleiro Birigui, Gena, Edinho, Marco Antônio, Paranhos, Alfredo Santos, Zé do Carmo, Zequinha, Lanzoninho, Betinho, Marlon, Tará e Luiz Fumanchu. Técnico: Evaristo de Macedo. Outros jogadores importantes também foram lembrados: Os goleiros: Anibal, Detinho e Luiz Neto; os zagueiros: Levir Culpi, Everton Sena, Diogo, Múcio, Nagel, Eraldo, Birunga, Sebastião da Virada, Paulo Ricardo, Palito, Sidney e Sidinho; os laterais: Egídio e Just; os meias Rivaldo e Sérgio China; e os atacantes Siduca, Mainha, Terto, Dênis Marques, Fernando Santana, Washington, Mituca, Rudimar, Faustino, Jorginho e Gabriel. 

O canal Fox Sports/ESPN BRASIL em 2020, escolheu os melhores de todos os tempos do clube: o goleiro Tiago Cardoso, Carlos Alberto Barbosa, Levir Culpi, Ricardo Rocha, Pedrinho, Givanildo Oliveira, Luciano Veloso, Ramon, Tará, Nunes e Luiz Fumanchu. Técnico: Evaristo de Macedo.

O goleiro Tiago Cardoso, chegou ao Santa Cruz em momento de crise. Em seis anos de clube, conquistou sete títulos e se consagrou o melhor  da história do Santa Cruz.

Tiago Cardoso dos Santos, goleiro, nasceu em 8 de maio de 1984, em Picos, Piauí. Atleta pertencente ao Athletico Paranaense, mas que estava emprestado ao Atlético Monte Azul-SP, quando no início de 2011, veio para Santa Cruz e se transformou em ídolo da torcida coral por fazer defesas inacreditáveis, consideradas milagrosas. Num momento de recuperação da equipe que vivia um momento de crise. Tiago Cardoso, superou as expectativas, já que o clube do Arruda estava nas divisões inferiores do Campeonato Brasileiro e o Santa Cruz era considerado a terceira força do futebol pernambucano, pois, ganhar três títulos em cima do Sport Recife, onde o maior rival tinha uma equipe bem superior ao elenco coral, mas que dentro de campo a equipe superou o adversário com muita raça e valentia e com ajuda do excepcional goleiro Tiago Cardoso, considerado pela massa coral o melhor goleiro de todos os tempos da história do clube. Foram cinco Campeonatos Pernambucano (2011, 2012, 2013 (Tricampeão), 2015 e 2016 (Bicampeão).   Campeão Brasileiro da Série C (2013) e Campeão da Copa do Nordeste (2016), sendo o melhor goleiro da competição. Também foi o melhor goleiro dos Campeonatos Pernambucano de 2011 e craque do campeonato; 2013 e 2016. Em dezembro de 2016, foi para o Clube Náutico Capibaribe, deixando o clube coral após 6 anos.

Carlos Alberto Barbosa foi o melhor lateral-direito da história do Santa Cruz. O prata da casa do Arruda, participou da fase de ouro da Cobra Coral na década de 1970, tendo até vestido a camisa da canarinha de novos. 

Carlos Alberto Barbosa, lateral-direito, nasceu em 15 de fevereiro de 1954, no Recife. Começou jogando nas categorias de base do Santa Cruz. Em 1973, o técnico Paulo Emílio o promoveu para a equipe profissional. Era um jogador veloz, de grande visão de jogo e preciso nos cruzamentos para área, além de ocupar muito bem os espaços no setor defensivo. Considerado o melhor lateral-direito de todos os tempos do clube coral, foi campeão do Campeonato Pernambucano em 1976, 1978 e 1979, neste último ano, foi convocado para a Seleção Brasileira de Novos. Carlos Alberto, participou das melhores campanhas do Santa Cruz no Campeonato Brasileiro da Série A: 1975 (4º), 1977 (10º) e em 1978 (5º). Após jogar 299 jogos com a camisa coral, em 1980, foi negociado com o Internacional-RS. Faleceu no dia 7 de março de 1982, de parada cardiorrespiratória, durante um jogo no Estádio da Ilha do Retiro, onde defendia o Sport Recife contra o XV de Jaú-SP, aos 28 anos.

O zagueiro Aldemar, veio da base do Vasco da Gama para se consagrar no Santa Cruz, fez parte de um dos maiores  times que o Santa Cruz já formou, o timaço de 1957, o super campeão pernambucano. Aldemar foi para o Palmeiras, considerado o melhor marcador de Pelé, chegou fácil a Seleção Brasileira.

Aldemar – Aldemar dos Santos, zagueiro, nasceu em 7 de novembro de 1931, no Rio de Janeiro, veio para o Santa Cruz como juniores do Vasco da Gama em maio de 1954. No tricolor do Arruda, Aldemar tornou-se um zagueiro implacável e de muita técnica, considerado por muitos, o melhor zagueiro da história do clube, junto com Ricardo Rocha. Foi sempre convocado para a Seleção Pernambucana de Futebol que disputava o campeonato brasileiro de seleções. Foi campeão do primeiro Supercampeonato Pernambucano de 1957, com um timaço que tinha Zequinha, Lanzoninho, Rudimar e Jorginho. Aldemar era o capitão da equipe e marcou um gol na final contra o Sport Recife. No começo de 1959, foi contratado pelo Palmeiras e em 1960 chegou à Seleção Brasileira, depois fez parte da lista para a Copa do Mundo de 1962, mas foi cortado. Em 1966, encerrou a carreira de jogador de futebol. Veio treinar o Santa Cruz e teve uma crise de amnésia e se perdeu no Recife. Após ser encontrado por amigos, foi levado de volta para o Rio de Janeiro. Com o agravamento da doença, Aldemar não reconhecia ninguém, perdendo o convívio social. Faleceu em 21 de janeiro de 1977 no Rio de Janeiro, aos 45 anos, sem que os clubes onde havia jogado, nem a imprensa tivesse conhecimento. Ele faleceu em total esquecimento, sem que nenhum canal de imprensa tivesse noticiado o fato.

O garoto do bairro de San Martin, no Recife, Ricardo Rocha, chegou ao Santa Cruz em 1982 para se consagrar. Foi campeão pernambucano em 1983, sendo o melhor zagueiro do futebol pernambucano de 1983 e 1984, depois foi para o Guarani de Campinas e jogou em grandes clubes do futebol brasileiro e da Europa, como o Real Madri. Ganhou a Copa do Mundo de 1994 pela Seleção Brasileira, nos EUA.

Ricardo Rocha – Ricardo Roberto Barreto da Rocha, zagueiro, nasceu em 11 de setembro de 1962, no Recife. Começou a carreira futebolística nas peladas do bairro de San Martin. Depois foi para o juvenil do Santo Amaro, do Recife, passando pouco tempo, até ir para o Santa Cruz em 1982. Na negociação, foi trocado por meiões e chuteiras, chegou como lateral-direito, sendo deslocado para zaga pelo técnico Carlos Alberto Silva, que certa vez disse: “Desloquei ele para zaga, pois na zaga ele chegará a seleção, já na lateral, não”. Enquanto esteve no Santa Cruz, foi eleito o melhor zagueiro do Campeonato Pernambucano de 1983 e 1984. Zagueiro extremamente técnico e que usava muito o recurso do “carrinho”, antecipava muito às jogadas, cabeceava muito bem e jogava sempre com muita raça e determinação. Em 1984, foi negociado com Guarani, de Campinas-SP e teve uma carreira de sucesso no futebol jogando em grandes clubes como: São Paulo, Flamengo, Santos, Vasco da Gama, Atlético Mineiro, Real Madri da Espanha e Seleção Brasileira.

O curioso é que o pai de Ricardo Rocha, era o advogado Avertano Rocha, torcedor do Sport Recife e seu irmão Henrique, era juvenil do clube da Ilha do Retiro.

Pedrinho, o melhor lateral-esquerdo da história do Santa Cruz de todos os tempos. Participou da fase de ouro da Cobra Coral na década de 1970.

Pedrinho – Pedro José Nepomuceno Cunha, Lateral-esquerdo e zagueiro, nasceu em 12 de outubro de 1945, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro. Veio do Vasco da Gama em 1974, sendo campeão pernambucano em 1976 (bi supercampeão), 1978 e 1979 (bicampeão). Participou de todas melhores campanhas do Santa Cruz na Série A do Brasileirão: 1975 (4º), 1977 (10º) e 1978 (5º). Foi eleito o melhor lateral-esquerdo do futebol pernambucano em 1976 e tornou-se ídolo da torcida após as belas campanhas no Brasileirão.

Pedrinho era um jogador de muita força, defendia bem nas bolas aéreas, antecipava bem nas jogadas por baixo e apoiava o ataque. Encerrou a carreira na Cobra Coral em 1981, após grave contusão no joelho.

Givanildo que começou como ponta-esquerda, depois tornou-se o volante mais vitorioso do futebol pernambucano de todos os tempos. Não é à toa que vestiu a camisa da Seleção Brasileira.

Givanildo – Givanildo José de Oliveira – Ponta-esquerda até 1971, daí em diante, assumiu a posição de volante. Nasceu em 8 de agosto de 1948, no bairro de Vila Popular, em Olinda. Descoberto pelo publicitário Paulo Duarte, que o viu jogar pelos times amadores do Portela (Jaboatão dos Guararapes) e pelo 10 de Novembro (Olinda) e o trouxe para o Santa Cruz em 1968, ele estava com a idade estourada e não poderia jogar no juvenil. Quase foi emprestado ao Confiança (SE), mas, graças ao técnico Gradim, Givanildo Oliveira foi aproveitado no time principal jogando como ponta-esquerda, estreando em março de 1969, logo sendo penta campeão pernambucano (1969 a 1973), 4º colocado no Brasileirão-Série A, de 1975, e campeão do supercampeonato estadual de 1976, ano em que Givanildo foi convocado para a Seleção Brasileira pelo técnico Oswaldo Brandão, para vencer o Torneio do Bicentenário dos Estados Unidos, deixando Falcão no banco de reservas. Em agosto de 1976, foi para o Corinthians. Givanildo, é unanimidade, considerado o melhor jogador da história do clube e o maior ganhador de títulos do Campeonato Pernambucano pelo clube, foram oito títulos. Jogador de grande habilidade, marcador ferrenho, detentor de passes precisos e de grande movimentação em campo.

No segundo semestre de 1977, Givanildo deixa o ”timão” e volta para o Santa Cruz, onde estreia em agosto. Foi bicampeão do Campeonato Pernambucano de 1978 e 1979, além de fazer uma grande campanha no Brasileirão- Série A de 1978, onde o Santa Cruz terminou na 5ª colocação. Vestiu a camisa da Cobra Coral durante 599 jogos. Em 1980, foi negociado com o Fluminense.

Zé do Carmo, foi jogador da base e ídolo da torcida coral. Guerreiro, raçudo e muita garra, não é  à toa que ele foi quatro vezes campeão pernambucano pelo Santa Cruz e campeão brasileiro pelo Vasco da Gama em 1988.

Zé do Carmo – José do Carmo Silva Filho, volante, nasceu em 22 de agosto de 1961, no Recife. O prata-da-casa, começou no Santa Cruz em 1979, ficando até 1988, quando foi para o Vasco da Gama. Neste período, foi três vezes campeão do Campeonato Pernambucano: 1983, 1986 e 1987 (bicampeão).

Em 1993, estava na Acadêmica de Coimbra (Portugal), quando retornou ao Santa Cruz para ser campeão do Campeonato Pernambucano de 1995. Zé do Carmo era um marcador implacável e de passes certeiros, jogador de muita raça. Jogou no Santa Cruz durante 12 anos. Em 1997, foi negociado com CRB-AL. Zé do Carmo até hoje é reverenciado pela torcida coral.

O meia Luciano veio do CRB em 1966, para se consagrar no Santa Cruz.

Luciano – Luciano Jorge Veloso, meio-campista, nasceu em 13 de setembro de 1948, em Pesqueira-PE. Começou a jogar profissionalmente no CRB-AL em 1965, no ano seguinte foi contratado pelo Santa Cruz, sendo pentacampeão pernambucano (1969 a 1973). Conhecido pela raça e o chute potente, tornou-se ídolo da torcida coral. É o segundo maior artilheiro da história do clube com 174 gols e participou de 409 jogos. Foi artilheiro do Campeonato Pernambucano de 1973 com 25 gols. Em 1975, foi para o Sport Recife.

 Tará era um atacante tão implacável nas décadas de 1930 e 1940, que se tornou uma lenda do futebol pernambucano.

Tará – Humberto de Azevedo Viana, atacante, nasceu em 29 de agosto de 1914, no bairro de Beberibe, Recife. Começou jogando no clube amador do Mocidade, em seu bairro em 1929. Marcou as décadas de 1930 e 1940 jogando pelo Santa Cruz como um grande artilheiro. Fez parte do elenco que conquistou os primeiros títulos do time coral, sendo cinco vezes campeão do Campeonato Pernambucano de 1931, 32, 33 (tricampeão), 35 e 40. Tará, foi o primeiro jogador a conseguir ser artilheiro três vezes no Campeonato Pernambucano: 1938, com 25 gols; 1940, 20 gols e em 1945, jogando pelo Náutico Capibaribe, marcou 28 gols. É o maior artilheiro da história do Santa Cruz, com 207 gols. Tará, era policial militar, e chegou ao posto de coronel. A tribuna de honra do Campo do Derby leva o seu nome. Faleceu em 7 de setembro de 2000, aos 86 anos.

Nunes chegou de Sergipe para ser o terror das zagas adversárias. A torcida coral o chamava de Cabelo de Fogo. O atacante tricolor era tão bom que acabou na Seleção Brasileira em 1978.

Nunes – João Batista Nunes de Oliveira, atacante, nasceu em 25 de maio de 1954, no município de Cedro de São João, Sergipe. Veio do Confiança-SE para o Santa Cruz em 1975. Jogador de chute potente, excelente cabeceador, veloz e oportunista. Logo, Nunes conquistou a confiança da torcida coral e o reconhecimento nacional como um grande artilheiro, denominado “Nunes, Cabelo de Fogo”, o artilheiro das grandes decisões. Foi artilheiro do Campeonato Pernambucano de 1977 e destaque no Campeonato Brasileiro – Série A neste ano, onde marcou 14 gols, ficando atrás apenas de Reinaldo, do Atlético Mineiro e Serginho Chulapa, do São Paulo. Foi campeão do Campeonato Pernambucano de 1976 e 1978, neste último, foi convocado para a Seleção Brasileira pelo técnico Claúdio Coutinho, vestindo a camisa de número 20. Realizou 11 jogos e marcou 8 gols. Uma contusão no joelho, o deixou fora da Copa do Mundo na Argentina. Depois de tanto sucesso no Santa Cruz, foi vendido ao Fluminense, juntamente com um outro ídolo coral, Luiz Fumanchu.

Ramón, o consagrado atacante prata-da-casa, fez parte da fase de ouro do Santa Cruz na década de 1970. Foi artilheiro do Brasileirão- Série A de 1973 e penta campeão pernambucano.

Ramón – Ramón da Silva Ramos, atacante, nasceu em 12 de março de 1950, Tracunhaém-PE. Começou a carreira no futebol profissional, no Santa Cruz. Jogador de muita raça e oportunismo, tornou-se grande ídolo da torcida coral. Chegou ao Arruda em 1967, mas só estreou na equipe profissional em maio de 1969. No clube coral, foi pentacampeão do Campeonato Pernambucano (1969, 70, 71, 72 e 73), mas nunca foi artilheiro do campeonato estadual. Todavia, foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro da Série A em 1973, com 21 gols. Com a camisa do Santa Cruz jogou 377 jogos e marcou 148 gols, sendo o 3º maior artilheiro da história do clube tricolor do Arruda.

O goleiro Detinho veio da Bahia para se consagrar no Santa Cruz. Considerado o melhor goleiro do Nordeste na década de 1970.

Detinho- Diodete Pereira Coelho, goleiro, nasceu em 12 de junho de 1946, em Jequié-BA. Veio do Vitória-BA para o Santa Cruz, bancado pelo magnata James Thorp, um apaixonado pelo tricolor do Arruda, em agosto de 1970. Detinho, à época, era considerado o melhor goleiro do Nordeste. No Santa Cruz, não decepcionou e ajudou a conquistar o penta campeonato tricolor, sendo vencedor em 1970/71/72/73. Pelas excelentes defesas, Detinho, era chamado pela torcida coral de “milagreiro”, não foi por acaso que ele foi eleito o melhor goleiro do Campeonato Pernambucano de 1970/71/72. Em 1973, sofreu algumas contusões e perdeu a titularidade para o excelente goleiro Gilberto. Em 1974, a diretoria do Santa Cruz queria dispensar Detinho, mas a torcida coral não permitiu. No entanto, demorou a renovar o contrato do grande ídolo tricolor, que ficou bastante chateado. Injustiçado, e sem espaço na equipe coral, Detinho, foi negociado com o Paysandu, em janeiro de 1975. Mas a torcida coral nunca esqueceu seu grande ídolo. Ele faleceu no Recife, em 12 de setembro de 2001, aos 55 anos.

O lendário Gena, veio do Náutico para brilhar também no Santa Cruz.

Gena – Genival Costa de Barros Lima, lateral-direito, nasceu em 11 de maio de 1943, no Recife. O consagrado jogador do Náutico e do futebol pernambucano, chegou ao Santa Cruz em 1970, para ser tetracampeão do Campeonato Pernambucano (1970,71, 72 e 73) pela equipe coral. Lateral de muita classe e habilidade e leal nas disputas de bola, Gena, recebeu o Troféu Belfort Duarte, prêmio criado pela Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF) em 1945, que contempla o jogador que durante sua carreira, nunca foi expulso. Em 1974, Gena, foi negociado com a equipe do Força e Luz-RN. Gena, faleceu no Recife, em 12 de novembro de 2018, aos 75 anos.

Paranhos veio do São Paulo para o Santa Cruz no final da década de 1970, para ser um dos melhores zagueiros da história coral.

ParanhosMarivaldo Paranhos Prado, zagueiro-central, nasceu em 3 de dezembro de 1947, em Maceió-AL. Veio do São Paulo para o Santa Cruz em 1977. Foi bicampeão pernambucano (1978/79), sendo o melhor zagueiro-central do Campeonato Pernambucano de 1978. Teve uma excelente participação nos Campeonatos Brasileiro de 1977 e 1978, quando figurou entre os melhores jogadores em sua posição na disputa pela Bola de Prata da Revista Placar.

Paranhos, era um zagueiro de classe, de muita técnica, valentia e liderança. Após o Brasileirão de 1979, foi negociado com o extinto Colorado-PR.

Levir Culpi, marcou época no tricolor do Arruda em 1975 e 1976, junto com Beliato do Náutico, foram os melhores zagueiros de Pernambuco.

Levir Culpi, zagueiro, nasceu em 28 de fevereiro de 1953 em Curitiba. Veio do Coritiba-PR em 1974, para o Santa Cruz. Fez parte da equipe do Santa Cruz de 1975, que fez sua melhor campanha em Campeonatos Brasileiro da Série A, sendo semifinalista, onde perdeu no Arrudão, para a excelente equipe do Cruzeiro por 3 a 2, ficando  na 4ª colocação. Em 1976, foi campeão pernambucano. Dividiu com Beliato do Náutico, em 1975 e 1976, o título de melhor zagueiro do futebol pernambucano. Em 1977, foi defender o extinto Colorado-PR.

O baixinho Renatinho de 1.57cm, veio da base do Santa Cruz para se tornar o melhor lateral-esquerdo da história do clube, desbancando o lendário Cabral e o voluntarioso Quinho.

Renatinho - Renato Gonçalves de Lima, lateral-esquerdo e meio-campista, nasceu em Serra Talhada-PE, em 14 de setembro de 1991. Começou na base do Santa Cruz, sendo promovido para o profissional em 2011. Jogador de muita velocidade e habilidade jogando também na posição de meio-campista, Renatinho foi eleito duas vezes consecutivas 2011/2012, o melhor lateral-esquerdo do campeonato pernambucano e tricampeão estadual 2011/2012/2013, voltou a ganhar em 2015 e 2016, mas como reserva. Conquistou ainda o Campeonato Brasileiro- Série C em 2013 e a Copa do Nordeste em 2016. Com essa performance, Renatinho desbancou o lendário lateral, Cabral, que havia conquistado o penta campeonato pernambucano do Santa Cruz (1969/70/71/72/73), no entanto, nos anos em que foi titular em 1970/71/72, nunca conseguiu figurar na seleção do campeonato, sendo superado por Altair do Sport em 1970 e Marinho Chagas, do Náutico em 1971/72. Renatinho também superou outro grande lateral, Quinho, que foi campeão pernambucano em 1993 e 1995.

O meia sergipano, Henágio, veio para ser o melhor em 1983 e desmontar os favoritos. 

Henágio – Henágio Figueiredo Santos, meio-campista, nasceu em Aracajú -SE, em 10 de dezembro de 1961, veio da equipe do Sergipe para o Santa Cruz, em 9 de maio de 1983. Foi o principal jogador da equipe coral. Henágio, dentro da área era um tormento para os zagueiros adversários, com toques e dribles rápidos e desconcertantes. Fora da área, armava as jogadas, descobria os espaços vazios com precisão e conduzia o time ao ataque. Tornou-se um jogador genial, craque da equipe e ídolo da torcida coral, levando uma equipe que não era favorita, mas muito aguerrida, mesclada de jogadores experientes, que conquistou o improvável trisupercampeonato pernambucano de 1983. Henágio, foi eleito pela imprensa esportiva do Estado, o craque do ano. Ficou no Santa Cruz até 1985, quando foi jogar no Sport Recife, o maior rival dos corais.

Em sua segunda passagem pelo Santa Cruz em 1992, vindo da Tuna Luso- PA, Henágio, teve uma curta e apagada atuação. No início de 1993, foi jogar no Campinense-PB. No Santa Cruz, participou de 195 jogos e marcou 34 gols. No dia 27 de outubro de 2015, foi encontrado morto dentro de sua residência no bairro do Arruda, no Recife, aos 53 anos. A causa da morte não foi revelada.

O craque capixaba Betinho, não cansou de ganhar títulos em Pernambuco. Em 1978, foi o melhor jogador do Campeonato Pernambucano e levou o Santa Cruz à 5ª posição no Brasileirão Série A.

Betinho – Roberto Fontana Madeira, nasceu em Vitória, capital do Espírito Santo, em 9 de julho de 1947. Veio do Botafogo-RJ para o Santa Cruz em abril de 1971. Foi tricampeão do Campeonato Pernambucano (1971/72/73), em agosto de 1973, foi negociado para o Náutico, sendo campeão pernambucano em 1974, voltou para o Santa Cruz em fevereiro de 1976 e ficou até 1980. Neste período, Betinho conquistou mais três títulos do Campeonato Pernambucano (1976/78/79). Participou da bela campanha do Santa Cruz no Brasileirão da Série A, em 1978, onde ficou na 5ª colocação. Figurou na Seleção do Campeonato Pernambucano, eleito pela crônica esportiva, em (1973/76/78/79). Sendo que em 1978, foi o craque do campeonato.

Durante os oito anos em que Betinho vestiu a camisa coral, o craque capixaba, foi protagonista de alguns fatos importantes que aconteceram no Mundão do Arruda. Em 1972, o Arrudão foi ampliado e Betinho fez o gol do jogo contra a Seleção Brasileira de Novos, no jogo de reinauguração. Em 25 de outubro de 1978, ganhou uma placa no Estádio do Arruda, por marca um “gol de Placa”, durante um jogo contra o Ferroviário do Recife pelo Estadual. O goleiro ferrim chutou a bola para o meio de campo, Betinho matou a bola com o pé direito e chutou com o pé esquerdo, marcando um belo gol. Betinho, é o único jogador que foi campeão pernambucano pelos três grandes do futebol pernambucano.

O craque Zequinha era tão bom de bola que foi parar no Palmeiras e na Seleção Brasileira.

Zequinha – José Ferreira Franco, meio-campista, nasceu no Recife, em 18 de novembro de 1934, veio do clube alvi-azulino, Auto Esporte do Recife, o clube dos chouferes em 1954. Tornou-se um dos melhores centromédios do Brasil por sua técnica e categoria demonstrado pelo Santa Cruz e pela Seleção Pernambucana, durante o Campeonato de Seleções Estaduais em 1956 e 1957.  Zequinha conquistou o supercampeonato pernambucano de 1957. Grandes clubes tentaram tirá-lo do tricolor do Arruda, como: Vitória Guimarães (Portugal), Grêmio, São Paulo, Portuguesa de Desportos, Fluminense e finalmente o Palmeiras, de Oswaldo Brandão, que veio ao Recife pessoalmente, e contratou o centromédio pernambucano em junho de 1958, que fez um grande sucesso no clube alviverde paulista e na Seleção Brasileira.

Quem pode esquecer do endiabrado Luís Fumachu, que participou das melhores equipes do Santa Cruz em Brasileirões da Série A. Um ponta-direita implacável.

Luís Fumanchu – Jorge Luís da Silva, ponta-direita, nasceu em Castelo, no Espírito Santo, em 14 de novembro de 1952. Em 1975, saiu do Sport Recife e veio para o Santa Cruz para se torna um dos maiores ídolos da torcida tricolor do Arruda. Participou da memorável equipe do Santa Cruz no Brasileirão da Série A de 1975, onde terminou na 4ª colocação. Ainda neste ano, disputou o campeonato pernambucano e foi eleito o melhor ponta-direita do ano, mesmo sem ganhar o título, depois retornou ao Vasco da Gama, o clube que o projetou. No começo de junho de 1977, Fumanchu, retornou ao Santa Cruz, participando das belas campanhas do Brasileirão da Série A de 1977 (10º) e 1978 (5º).

O atacante Grafite chegou em 2015 para consolidar sua fama de ídolo coral. Classificou o Santa Cruz para a elite do Brasileirão, foi campeão Pernambucano e ganhou a Copa do Nordeste. O cara arrebentou.

Grafite – Edinaldo Batista Libânio, atacante, nasceu em Jundiaí-SP em 2 de abril de 1979. Teve quatro passagens pelo Santa Cruz: a primeira foi em 2001, quando veio da Ferroviária de Araraquara-SP, para disputar o Brasileirão da Série A. Apesar da má campanha, Grafite foi destaque da equipe coral, depois foi para o Grêmio. Em 2002, retornou para o Santa Cruz, oriundo do Grêmio, para disputar a Série B do Brasileirão, onde marcou 11 gols em 15 partidas. Depois foi negociado ao Seoul, da Coréia do Sul. No meio do ano de 2015, deixou o Al-Sadd, da Arábia Saudita e veio novamente para o Santa Cruz pela 3ª vez. Disputou a Série B do Brasileirão, onde fez uma excelente campanha, terminando na segunda colocação e classificando-se na elite do Brasileirão. Depois foi campeão do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste em 2016, eleito o craque do ano, e disputou o Brasileirão da Série A, começando muito bem a competição, no entanto, o atraso nos salários dos jogadores e funcionários do clube, gerou uma crise que culminou com o rebaixamento da equipe. Grafite, chegou a colaborar no pagamento dos salários dos funcionários do clube, demonstrando todo seu amor ao clube, depois foi para o Athetico-PR. Em agosto de 2017, veio do Athetico-PR, para tentar salvar o Santa Cruz em crise, do rebaixamento. Disputou alguns jogos da Série B, do Brasileirão, mas não evitou o rebaixamento para a Série C. Em 22 de janeiro de 2018, anunciou a sua aposentadoria dos gramados, vestindo a camisa coral.

O prata-da-casa Fernando Santana, foi três vezes artilheiro do Campeonato Pernambucano e penta campeão do Estado. Tornou-se o quinto maior artilheiro da história do Santa Cruz.

Fernando SantanaFernando José de Santana, atacante, nasceu no Recife, no bairro do Poço da Panela, em 25 de dezembro de 1947. Iniciou sua carreira no Santa Cruz em 1966, nas categorias de base. Em 1968, estreou no profissional como ponta-direita, atacante veloz, habilidoso e artilheiro-nato. Transformou-se num grande ídolo da Cobra Coral. Foi pentacampeão pernambucano (1969 a 1973) pelo Santa Cruz, além de ser artilheiro do campeonato três vezes (1969, 1970 e em 1972). É o quinto maior artilheiro da história do Santa Cruz com 123 gols. Figurou na seleção do Campeonato Pernambucano, eleito pela imprensa esportiva de Pernambuco, em 1969/70/71/72.

Por: Jânio Odon/VOZES DA ZONA NORTE.

Fonte: Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio/Recife, Revista Placar; Manchete Esportiva, Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, site do Santa Cruz Futebol Clube, Livro: 85 anos de bola rolando, de Givanildo Alves- FPF/Edições Bagaço e Arquivo Pessoal.