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domingo, 12 de setembro de 2021

Brasil vence o Peru pelas eliminatórias na Arena Pernambuco

 

 

 

 

                                           Neymar sofreu forte marcação dos peruanos. Foto: Nelson Almeida/AFP.

O Brasil esqueceu o polêmico clássico com a Argentina suspenso e fez o que se esperava dele na noite desta quinta-feira: venceu o Peru com facilidade, por 2 a 0. Cobrado por uma boa atuação, a equipe de Tite não teve dificuldade, foi mais leve, criativa e dominou o adversário na Arena Pernambuco para engatar a oitava vitória consecutiva nas Eliminatórias, algo inédito no torneio classificatório para a Copa do Mundo de 2022.

Everton Ribeiro e Neymar fizeram os gols da vitória no Recife que deixa o Brasil ainda mais perto do Mundial do Catar. Líder das Eliminatórias, a Seleção Brasileira ostenta campanha perfeita.

Tem 24 pontos, cinco a mais que a Argentina, segunda colocada, e segue sem perder para o Peru na competição. Em 13 jogos, são nove vitórias e quatro empates diante do rival contra o qual está acostumado a jogar e que Tite mais enfrentou desde que assumiu em 2016 a Seleção. Os peruanos permanecem no sétimo lugar, com oito pontos.

Diante dos peruanos, Tite manteve a escalação que havia escolhido para o clássico com a Argentina, com destaque para Lucas Veríssimo na vaga de Marquinhos e Gerson no meio de campo jogando à vontade perto de Casemiro e Lucas Paquetá. O ex-flamenguista foi um dos melhores em campo na vitória que, em que pese a fragilidade do oponente, evidência que a Seleção tem capacidade para exibir melhores apresentações do que vinha mostrando. Danilo e Alex Sandro também jogaram mais soltos, o meio de campo funcionou, Neymar se movimentou bastante e o jogo fluiu. 

 

                                           Everton Ribeiro marcou o primeiro gol.

 Gabigol e Gerson tiveram chances de abrir o placar, mas saiu dos pés de Everton Ribeiro o primeiro gol após jogada de Neymar. O craque do PSG desarmou Santamaría na lateral esquerda sem falta, na avaliação do árbitro colombiano Wilmar Roldán, invadiu a área e rolou para trás para Everton Ribeiro mandar para as redes aos 13 minutos.

Minutos depois, o árbitro deixou passar um pênalti a favor do Brasil. Mas não fez falta porque a Seleção Brasileira ampliou com Neymar. Aos 39, o segundo maior artilheiro da história do Brasil marcou um gol fácil, só escorando para as redes depois da finalização de Everton Ribeiro desviada por Santamaria e que caiu nos pés do camisa 10, agora o principal goleador do time canarinho em Eliminatórias, com 12 gols, deixando para trás Romário e Zico (11 cada).

O ritmo apresentado no primeiro tempo foi reduzido na etapa final. Embora a Seleção Brasileira tenha encontrado ainda mais espaços para atacar a partir da mudança de postura do Peru, disposto ao menos a diminuir o placar, não conseguiu mais balançar as redes e foi pouco efetiva.

Gabigol flutuou pelo atacante e participou bastante do jogo. Pediu jogo, entrou na área e fez uma boa partida, mas perdeu um gol impressionante no primeiro minuto da segunda etapa que talvez não perderia com a camisa do Flamengo.

Com o time estagnado, o jogo truncado e de certa forma até violento, com muitos cartões amarelos, Tite fez mudanças e deu oportunidade para os campeões olímpicos Matheus Cunha e Daniel Alves. Depois, o treinador lançou mão de Bruno Guimarães e promoveu o retorno de Hulk depois de cinco anos e a estreia de Edenílson. O atacante do Atlético teve a chance de marcar o terceiro, mas finalizou para fora.

No fim da partida, Neymar levou amarelo por falta em Callens. Como estava pendurado, não vai enfrentar a Venezuela no próximo compromisso do Brasil nas Eliminatórias, em outubro. A convocação para a próxima Data Fifa será no dia 17 deste mês. A classificação está muito bem encaminhada. O desafio, agora, é buscar a sintonia fina para chegar no Catar na plenitude.

 

                                           Neymar marca o segundo gol.

 BRASIL 2 x 0 PERU

Brasil: Weverton; Danilo (Daniel Alves), Éder Militão, Lucas Veríssimo e Alex Sandro; Casemiro (Bruno Guimarães), Gerson (Edenílson), Lucas Paquetá e Everton Ribeiro (Matheus Cunha); Neymar e Gabriel (Hulk). Técnico: Tite

Peru: Gallese; Advíncula, Santamaría (Christian Ramos), Callens e Marcos López; Tapia (Cartagena), Yotún (Gabriel Costa), Gonzáles, e Cueva (Flores); Carrillo e Lapadula (Ruidíaz). Técnico: Ricardo Gareca.

Local: Arena Pernambuco, no Recife

Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)

Gols: Everton Ribeiro, aos 13, e Neymar, aos 40min do 1ºT

Cartões amarelos: Tapia, Yotun, Santamaría, Casemiro, Lucas Paquetá, Christofer Gonzales, Gabigol, Gabriel Costa, Neymar.

Por: Agência Estado.

 

domingo, 24 de janeiro de 2021

Pedestrianismo - A primeira corrida de rua do Recife (1929)

Após 47 anos da primeira prova de pedestrianismo em Pernambuco. O cabo da PMPE, Marivaldo Sena, brilhou nas competições de corrida de rua, onde venceu diversas vezes. Ele foi destaque entre os anos de 1976 a 1989. Foto: Diário de Pernambuco.

 O dia 3 de março de 1929, ficou marcado como um dia histórico para o pedestrianismo em Pernambuco. Foi realizado no Recife, a primeira corrida de rua da cidade e do Estado. Nesta época, os principais eventos esportivos realizados no Recife eram o hipismo, o remo, a natação e o futebol. Mas, já era possível também ver em clubes da cidade, principalmente os de descendência inglesa e alemã, a realização da prática do rugby e do tênis. Agora o que ninguém tinha visto ainda, era o pedestrianismo, na ocasião, denominada “cross country”, onde sua principal característica é definida por provas longas, praticados na natureza, em locais com grandes obstáculos e com um grau de dificuldade muito grande para os atletas. O cross country foi implantado nas escolas inglesas desde 1837.

No Recife, o que aconteceu de fato, foi uma corrida de pedestrianismo com a marca de cross country, já que foi um circuito de 10Km do Palácio do Campo das Princesas, no bairro de Santo Antônio, com retorno no Largo da Paz, no bairro de Afogados, sem nenhum obstáculo. Uma prova de resistência.

A ideia surgiu do ilustre desportista, sr. Ramos de Freitas, que foi o organizador do evento, e teve o apoio da Liga Pernambucana de Desportos Terrestres (LPDT), atual Federação Pernambucana de Futebol. O patrocínio foi da Companhia de Bebidas Brahma, que ofereceu dois troféus, um para o clube cujo atleta foi vencedor e outro para o clube que mais inscreveu atletas para a competição. Distribuiu guaraná para todos os participantes. O sr. Ramos de Freitas encaminhou a LPDT, uma medalha de ouro, cinco medalhas de prata e quinze medalhas de bronze como premiação aos primeiros melhores colocados.

As inscrições teve início no dia 19 de fevereiro do corrente ano, na Avenida Arquimedes de Oliveira, 956, no bairro de Santo Amaro. Foram inscritos atletas dos clubes suburbanos afiliados a Liga. O primeiro clube a inscrever seus atletas foi o Varzeano Sport Club, da Várzea, que inscreveu sete atletas. Os demais clubes foram: Sport Club Palmeira, Rio Corrente Futebol Club, Independência Futebol Club, Modesto Sport Club, Fogão Sport Club, Mocidade Futebol Club, Afogadense Futebol Club, Centro Reginaldo de Athetismo e Sport do Brum, Centro Esportivo da Encruzilhada, Pina Sport Club, Centro Sportivo Barroso, Nacional Futebol Club, Centro Sportivo Pharol, Associação Atlética Great Western, Associação Atlética Arruda, Cabo Branco Futebol Club, Tegipió Sport Club, Fluminense Futebol Club, Monteirense Sport Club, Íris Sport Club, Auto Sport Club, Atheniense Futebol Club, Sport Club Concórdia. Foram inscritos 102 atletas, mais só participaram 85.

A inédita corrida começou às 7 horas e alguns minutos, pouco depois de um intenso temporal que caiu sobre a Veneza Brasileira, a partida aconteceu no Palácio do Governo e seguiu pela Alameda da Fronteira do Tesouro, Rua do Imperador Pedro II, Rua 1º de Março, à direita pela Praça da Independência, Rua Barão da Vitória, Praça Joaquim Nabuco, Rua da Concórdia, Praça Sergio Loreto, Rua Imperial, Largo da Paz em Afogados, ponto de retorno. Retornando pela Rua Imperial, Rua Vidal de Negreiros, Praça das Cinco Pontas, Rua das Calçadas, Pátio do Mercado de São José, Rua da Penha, Pátio do Terço, Rua Duque de Caxias, Rua 1º de Março, Rua do Imperador Pedro II, Praça da República até a chegada no Palácio do Governo.

O Jornal de Recife, de 3/3/1929, anuncia a primeira corrida de pedestrianismo de Pernambuco
 

O Jornal do Recife de 5 de março de 1929, terça-feira, estampou a seguinte manchete em sua página de esportes: Recife assistiu pela primeira vez, uma grande corrida. Aspecto encantador das nossas principais ruas. Da manhã tempestuosa, obteve grande brilhantismo o “Cross Country” de domingo -  e fez a seguinte narrativa – “A manhã de domingo último, em que se ia realizar a maior prova desportiva até então disputada nesta capital, foi tempestuosa. Grandes e violentas chuvas caíram sobre a cidade, acompanhadas de trovões, relâmpagos e faíscas elétricas, pouco depois das 6 horas, prejudicando de alguma forma o êxito da sensacional prova.

Todavia foi brilhantíssima a sensacional corrida, tipo Cross Country, levada a efeito pelo conhecido sportman sr. Ramos de Freitas e oficializada pela Liga Pernambucana de Desportos Terrestres. Serenado o temporal, às 7 horas e alguns minutos, já estando no ponto de partida, alguns concorrentes,  começou a cidade a movimentar-se, enchendo as nossas ruas principais de grande massa popular para assistir ao espetáculo inédito que, pouco depois, teria início. E um aspecto encantador apresentava a cidade sobressaindo o elemento feminino.

Com a presença de 85 concorrentes alinhados em frente do Palácio do Governo do Estado, o sr. Dr. Maviael do Prado, presidente da LPDT, deu o sinal de partida. Largando todos na disputa do título honroso do vencedor da prova, conquistando ricos troféus

Os que assistiram a partida dos 85 homens, notaram logo que a corrida seria disputadíssima”.

Na partida da prova o corredor João Amaral (57), partiu na frente dos demais, porém, logo na Rua do Imperador foi ultrapassado por José Luiz (01), do Varzeano, que seguiu na ponta até o Cabanga, onde foi ultrapassado pelo corredor Antônio Roberto (92), mas logo que chega na Ponte de Afogados é novamente ultrapassado pelo atleta do Varzeano, José Luiz (01), que às 08:22, após 15 minutos de prova, faz o retorno de volta no Largo da Paz, em Afogados, acompanhado de perto pelos corredores Antônio Roberto (92) e Manuel Rodrigues (25). Ao chegar no Cabanga, Manuel Rodrigues (25) assume a segunda colocação ao ultrapassar Antônio Roberto (92). No Pátio do Mercado de São José, o corredor Álvaro Moreira Farias, assume a terceira colocação ao ultrapassar Antônio Roberto (92), que desceu para a quarta colocação. Na entrada da Rua Duque de Caxias, pela ordem, seguiam: José Luiz (01), Manuel Rodrigues (25), Álvaro Moreira (62), Antônio Roberto (92) e José Maria Moraes (08).

Ao se aproximar da Praça da Independência, o corredor José Luiz (01), do Varzeano, passa mal e abandonou a prova. O Jornal do Recife assim descreveu o episódio: ...um fato contristador emocionou a multidão que aguardava o regresso dos corredores. O representante do Varzeano, número 1, inscrito na grande prova, teve uma indisposição orgânica e baqueou. Um associado  do querido clube da Várzea, que tinha por vezes, acompanhado-o, encorajando-o, correu, auxiliado por populares, não o deixando cair. Imediatamente o dr. Ramos Leal, que acompanhava a grande prova, desceu do seu automóvel para prestar-lhe os necessários socorros médicos e conduzindo-o para seu carro, fez transportá-lo incontinente para o Posto de Assistência Pública, afim de melhor ser medicado por acadêmicos e enfermeiros, prestou-lhe carinhosamente, os socorros que necessitava, aplicando-lhe injeções e calmantes. Concluiu.

Enquanto isso, a prova chegava ao seu final. Às 08:41:16, o corredor do Fogão Sport Club, Manuel Rodrigues da Silva (25) deixava seu nome registrado na história do pedestrianismo pernambucano, como o primeiro vencedor dessa competição no Estado, completando os 10 quilômetros com o tempo de 34:16:05. Ele que é natural de Caruaru- PE, antes já havia participado de três competições fora do Estado, em Juiz de Fora (MG), Distrito Federal (que era no Rio de Janeiro) e no Campo das Graças (BA). Em segundo lugar ficou o corredor do Centro Sportivo Almirante Barroso, Álvaro Moreira Farias (62) com o tempo de 36:08; em terceiro ficou o corredor do Sport Club Palmeira, José Maria Moraes com o tempo de 38:25.

Uma banda de música recepcionou os vencedores  e o público com belíssimos dobrados. O campeão recebeu a medalha de ouro das mãos do governador interino.

CURIOSIDADES

O corredor Pharáo Nascimento de Oliveira (Nº 30) do Fogão Sport Club foi o último colocado da prova. Lembrando, que muitos atletas não completaram a prova.

Manuel Zumba, um serralheiro, resolveu entra na prova sem estar inscrito, quando faltava 2 Km para o encerramento. O problema todo é que ele se empolgou tanto e acabou caindo e se machucando, precisando ser medicado.

O corredor José Luiz (01), atleta do Varzeano, que é natural de Taquaretinga-PE, que vinha liderando a prova até a Praça da Independência e que passou mal e teve que ser socorrido para o Pronto Socorro. Foi considerado “Campeão Moral”, recebendo medalha de consolo.

O corredor Adalberto Bezerra (04), que chegou na 28ª colocação, só tinha 16 anos, sendo o atleta mais jovem da competição.

Depois dessa competição, existiram algumas competições de pedestrianismo pelo Estado, todavia, não emplacou. Em 1934, o Clube Náutico Capibaribe, criou a Corrida da Fogueira, a mais antiga e tradicional corrida de pedestrianismo de Pernambuco, apesar de passar quase três décadas desativada, retornou em 1963 e continua até os dias de hoje. O pedestrianismo está sacramentado no Estado, onde existe diversas competições anuais. 


Em 1981, José João da Silva, atleta do São Paulo, bicampeão da São Silvestre, ladeado por Daniel, atleta do Sport Recife; Marivaldo Sena, atleta da PMPE e o capitão-pm Paulo Fernando, do Centro de Educação da PMPE. Foto: Arquivo de Marivaldo Sena.

 

Equipe da PMPE que participaram da Corrida da São Silvestre, em São Paulo, no início dos anos de 1980. Foto: Arquivo de Marivaldo Sena.

 

 

 

 

 

 

 Por: Jânio Odon/Blog Vozes da Zona Norte (DIREITOS RESERVADOS).

Fonte: Jornal de Recife, Jornal Pequeno, Diário de Pernambuco e Biblioteca Nacional/RJ.

 

 


 

domingo, 30 de dezembro de 2018

Náutico retorna aos Aflitos em grande estilo


O prata da casa, Thiago, de 17 anos, marcou o único gol do jogo da reabertura dos Aflitos contra o Newll's Old Boys, da Argentina. Foto: Folha de Pernambuco.


16 de dezembro de 2018 (Domingo)

A sede do Náutico lotada. Copo de cerveja na mão, sorriso estampado no rosto. Abraços, muitos abraços. No bar do Americano, dezenas e dezenas de encontros e reencontros de gerações saudosas. No meio da tarde de domingo, avenida Rosa e Silva com trânsito intenso. Milhares de alvirrubros caminhando juntos com um só destino: os Aflitos. No fim, a história de fato. Com mais de 17 mil pessoas, a renda de R$ 1.576,220 é a maior de todos os tempos em Pernambuco.

Cinco anos após deixar o estádio para uma troca infeliz com a Arena de Pernambuco, a eterna casa do Timbu voltou à ativa. Mais moderna, organizada, reestruturada. A cereja do bolo neste domingo de estádio praticamente lotado veio com a vitória no amistoso internacional contra os argentinos do Newell's Old Boys, por 1 a 0, e o erguer da taça Gena - homenagem ao ídolo do hexacampeonato, falecido no mês passado.

Após abraçarem o histórico artilheiro Kuki na partida preliminar repleta de ídolos memoráveis do clube, com homenagens, shows e muita festa, o torcedor alvirrubro pôde ver de perto um esboço da equipe que fará a estreia oficial na temporada 2019 no dia 15 de janeiro, no mesmo palco deste domingo, contra o Fortaleza, pela Copa do Nordeste. Viu também um novo gramado, um verdadeiro tapete, nova pintura, novos banheiros, uma super organização que só não melhor vista em razão de pontos de falhas nos refletores, com muitas luminárias apagadas - o que deixou o campo mal iluminado. Apenas um detalhe em meio a tanto a comemorar.

Kuki marca um gol e comemora com Jorge Henrique, seu antigo parceiro de ataque que conquistou o Estadual de 2004. Foto: Peu Ricardo/Diário de Pernambuco.

A festa começou com uma grande preliminar envolvendo grandes estrelas alvirrubras do passado glorioso, na merecida homenagem ao artilheiro Kuki, marcando sua despedida oficial dos gramados como jogador profissional. A festa foi perfeita para Kuki que fez dois gols na partida, para delírio da torcida. Os times formaram da seguinte forma: Time listrados com a tradicional camisa alvirrubra: Goleiro Nilson; Rafael, Lima, André Turatto e Marquinhos; Wallace, Adilson e Adriano; Jorge Henrique, Thiago Tubarão e Kuki. Técnico: Roberto Fernandes. Time de camisa branca: Goleiro Ceará; Sidny, Everaldo, Sílvio e Jeff Silva; Luciano Totó, Nildo, Geraldo e Netinho; Acosta e Fumaça. Técnico: Muricy Ramalho. Os listrados venceram por 3 a 2. Os gols foram marcados por Kuki (2) e Thiago Tubarão. Para os camisas brancas, marcaram, Acosta e Geraldo.

No dia que celebrou o passado e o presente, também conheceu o futuro. Aos 3 minutos, após grande jogada, Wallace Pernambucano aproveitou o clima cordial da equipe de Rosário para, com força e velocidade, ir à linha de fundo e deu na medida para o prata da casa Thiago, apenas 17 anos, abrir o placar marcando história como o primeiro gol da volta aos Aflitos.

O gol veio sob comoção das arquibancadas. O torcedor timbu vibrou pelo gol, é claro, mas muito mais como oportunidade de simplesmente poder extravasar a emoção de poder estar ali nas arquibancadas. Por poder voltar a vibrar em casa, no seu aconchego. Aos 12, o primeiro susto. Marcioni passou como quis por Assis e soltou uma bomba no travessão. Na volta, Gonzalez bateu para boa defesa de Bruno. Aos 33, nova arrancada de Wallace Pernambucano, desta vez com finalização parando no goleiro Bustos.


Na volta do intervalo, as duas equipes trocaram de uniformes. O Timbu deixou as listras alvirrubras para ficar todo de branco. O Newell's Old Boys deixou o branco para o seu rubro-negro. Logo aos 3 minutos, Bruno precisou trabalhar após boa falta cobrada por Requena. Principal jogador da partida, Wallace Pernambucano quase amplia na resposta. Aos 5, de pé em pé, em belíssima jogada, Luís Felipe deixou Assis na cara do gol. A bola parou na rede pelo lado de fora.


O jogo ficou mais animado na etapa final, com a equipe argentina mais solta em campo. Gonzalez parou no paredão Bruno, com mais uma grande defesa, aos 11. Após a defesa, o goleiro saiu machucado. Aos poucos, o Timbu voltou a equilibrar o jogo novamente. Camutanga, Allan Patrick, Wallace, Hereda… O Timbu foi perdendo chances de ampliar o placar. Nada que fizesse diminuir a festa da torcida, em uma noite com clima diferente, especial. Memorável, para celebrar. Melhor ainda foi com a vitória ao apito final.

Náutico 1
Bruno (Luiz Carlos); Joazi (Hereda), Diego Silva, Camutanga e Assis; Josa, Rhaldney, Lucas Paraíba (Rafael Assis), Luis Felipe (Allan Patrick) e Wallace Pernambucano (Tarcysio); Thiago. Técnico: Márcio Goiano.

Newell's Old Boys 0
Brian Bustos; Francisco Manenti, Lucio Bagalá, Diego Gonzalez e Juan Dedouret; Juan Manuel Requena, Julian Marcioni, Mauro Vega e Nahvel Cisneros; Cisandro Cabrera e Francisco Gonzalez. Técnico: Hector Bidoglio.

Local: Aflitos, no Recife.
Árbitro: Péricles Bassols.
Assistentes: Clóvis Amaral e Bruno Vieira.
Gols: Thiago (3’ do 1ºT) (N).
Público: 17.357 pessoas
Renda: R$ 1.576.220,00

Por: Daniel Leal/Diário de Pernambuco. Adaptado por Jânio Odon/VOZES DA ZONA NORTE.

A FESTA DOS AFLITOS EM FOCO

Os gloriosos e vitoriosos veteranos que abrilhantaram a majestosa volta do Clube Náutico Capibaribe para sua verdadeira Arena chamada de Estádio Eládio de Barros, os Aflitos. Foto: Bobby Fabisak/Jornal do Commercio.

Kuki, o grande homenageado, marcou dois gols e saiu muito aplaudido. Foto: Bobby Fabisak/Jornal do Commercio.

Outro grande nome do passado glorioso do Náutico, foi o uruguaio Acosta, ganhou até a Bola de Prata da Revista Placar. Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press. 

Eles foram protagonistas dos melhores momentos vividos pela torcida alvirrubra. Da esquerda para direita: Jorge Henrique, Wallace, Kuki, Thiago Tubarão e Adriano, que também brilhou no Sport Recife. Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press.

Quem pode esquecer deste baiano chamado Sidny, que foi destaque do Náutico no Campeonato Brasileiro da Série A de 2007, juntamente com Acosta, quando acabou indo jogar na Itália. Foto: Bobby Fabisak/Jornal do Commercio.

Duas lendas do futebol pernambucano, o goleiro Nilson e o técnico campeão de 2004, Muricy Ramalho. Nilson foi ídolo também no Santa Cruz, que o sacaneou e o dispensou para ele ser campeão pelo Náutico. Foto: Peu Ricardo/Diário de Pernambuco.

A Torcida Timbu fez uma grande festa nos Aflitos. Foto: Folha de Pernambuco.

17.357 torcedores além de fazerem a festa no estádio, proporcionaram uma renda recorde no Estado. Foto: Gazeta Esportiva.

No jogo principal contra o Newll's Old Boys, o grande destaque foi Wallace Pernambucano. Foto: Jornal do Commercio.