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segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Sport Recife vence o Santos e consegue o acesso para o Brasileirão da Série A em 2025

 

Lucas Lima, do Sport Recife, foi o destaque do jogo marcando os dois gols. Foto: Paulo Paiva/SCR.

O Leão da Ilha está de volta à Série A do Campeonato Brasileiro em 2025. O Sport venceu o Santos, por 2 a 1, neste domingo (24), na Ilha do Retiro, pela última rodada da Série B, e garantiu o acesso à elite do futebol nacional. Os gols rubro-negros foram marcados por Lucas Lima, duas vezes.  enquanto Wendell diminuiu para o Alvinegro Praiano. Além de fazer sua parte, o Leão ainda contou com tropeço do Novorizontino, que dependia apenas de si, mas não venceu sua partida e ficou pelo caminho.

Com a vitória, o Sport terminou a série B, na terceira posição, com 66 pontos – dois a mais que o Novorizontino, primeira equipe fora do G4. Já o campeão Santos, com 68 pontos, encerrou seu “bate e volta” na Segundona. A Segundona foi encerrada com Mirassol, Sport e Ceará que conseguiram o acesso neste domingo e se juntaram ao Santos na série A em 2025.

Seguindo o roteiro que era previsto nas prévias, o Sport iniciou a partida ocupando o campo de ataque e o Santos só buscava se defender. Apesar disso, o embate se iniciou de forma equilibrada, os rubro-negros esbarrava nos múltiplos erros de passes, fruto de um nervosismo para abrir o placar. A tensão era refletida no semblante da torcida que encheu a Ilha do Retiro. E a melhor oportunidade foi do Alvinegro Praiano. Dalbert errou na saída de bola e perdeu para Miguelito, que avançou e serviu Wendell, que finalizou na rede do lado de fora. Mesmo com mais posse de bola, o Leão da Ilha não conseguia transformar em finalizações significativas. 

 Até que, aos 46 minutos, Fabricio Domínguez sofreu um contato de Sandry dentro da área. Sem hesitar, o árbitro FIFA Bruno Arleu de Araújo apontou para a marca da cal. Para revolta dos jogadores santista, inclusive, Diego Pituca e Hayner foram punidos com o cartão amarelo. Na cobrança, Lucas Lima mostrou frieza ao bater no centro do gol, fazendo a torcida rubro-negra explodir em comemoração na Ilha do Retiro: 1 a 0. Nesta altura, os demais resultados (com tropeços parciais de Novorizontino e Ceará) ajudavam e a equipe pernambucana a entrar no G4.

O técnico português Pepa, comandou o Sport Recife, rumo à Série A. Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press.

No segundo tempo, os papéis em campo se inverteram. Com a vantagem, o Sport adotou uma postura mais cautelosa, enquanto o Santos, por sua vez, buscava ser mais ofensivo para alterar o placar. Porém, foi o Leão que teve a primeira boa chance na etapa final. Lucas Lima cruzou na área, a zaga cortou mal, e a bola sobrou nos pés de Dalbert, que ajeitou e soltou um chute forte, mas o goleiro santista fez uma ótima defesa.

Soberano nas ações da partida, o Leão foi em busca do segundo gol. Após jogada individual de Lenny Lobato, que foi na linha de fundo e cruzou voltando, Lucas Lima chegou finalizando para ampliar o marcador: 2 a 0. Em uma jogada individual, Lenny Lobato foi até a linha de fundo e cruzou para trás, encontrando Lucas Lima, que finalizou com precisão para ampliar o placar: 2 a 0. Pouco depois, o Sport balançou as redes novamente, marcando o terceiro gol, mas o árbitro, após revisão no VAR, anulou o tento rubro-negro.

 Numa falta despretensiosa cobrada no meio-campo, saiu o gol do Alvinegro Praiano. Otero cobrou na área, o zagueiro santista escorou para Wendell livre estufar para o fundo das redes: 2 a 1. Numa espécie de pronta resposta, Fabinho chutou a bola explodiu na mão do zagueiro Luan Peres. Inicialmente, o árbitro mandou o jogo seguir, mas, após ser chamado pelo VAR, acabou marcando a penalidade máxima. Na cobrança, Barletta bateu no canto esquerdo, mas Brazão fez uma grande defesa. No entanto, o Leão soube administrar o resultado e não sofreu nenhum lance de perigo.

SPORT RECIFE 2

Caíque França, Igor Cariús (Palácios), Chico, Rafael Thyere e Dalbert (Felipinho); Julián Fernández, Fabricio Domínguez (Fabinho) e Titi Ortíz (Wellington Silva); Lucas Lima (Gustavo Coutinho), Barletta e Lenny Lobato. Técnico: Pepa.

 SANTOS 1

Gabriel Brazão; Hayner (JP Chermont), João Basso, Luan Peres e Souza (Rodrigo Ferreira); Tomas Rincón (Luca Meirelles), Sandry e Diego Pituca; Otero, Miguelito (Laquintana) e Wendel Silva. Técnico: Leandro Zago.

 Estádio: Ilha do Retiro (Recife/PE)

Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (FIFA-RJ)

Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (FIFA-RJ) e Carlos Henrique Alves (RJ)

VAR: Daniel Nobre Bins (VAR-FIFA-RS)

Cartões amarelos: Miguelito, Diego Pituca, Hayner e Wendell (SAN); Fabrício Domínguez, Julián Fernández, Barletta (SPT);

Gols: Lucas Lima, aos 48/1T aos 17/2T e Wendell aos 30/2T; (SAN)

Público: 24.389 torcedores

Renda R$ 1.252.160,00 

 Por: Paulo Mota/Diário de Pernambuco

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Em jogo histórico, o Afogados desclassifica o Atlético Mineiro da Copa do Brasil

 

O atacante Philip do Afogados, marcou o segundo gol sobre o galo. Foto: Diário de Pernambuco.

27 de março de 2020

Após testar um sistema tático com três zagueiros na vitória por 2 a 0 sobre o Unión-ARG na última quinta-feira, o técnico Rafael Dudamel optou por manter o trio de defesa em Afogados da Ingazeira. No lugar de Réver - desfalque por conta de uma inflamação no tendão -, Iago Maidana formou a primeira linha de marcação com Igor Rabello e Gabriel.

Ao longo do primeiro tempo, o Atlético foi ligeiramente melhor que o Afogados. O time alvinegro apostou, como esperado, nas subidas dos laterais Guga e Guilherme Arana. O lateral-esquerdo, inclusive, foi responsável pela finalização mais perigosa da etapa inicial. Aos 24’, invadiu a área, fintou o marcador e chutou de direita, na trave.

Guga e Franco Di Santo também tiveram boas oportunidades, mas não finalizaram bem e pararam em boas intervenções do goleiro Wallef. O centroavante argentino também se envolveu em outro lance importante ao sofrer falta dentro da área de Márcio. O árbitro Sávio Pereira Sampaio (DF), porém, não assinalou pênalti.

Defensivamente, o Atlético sofreu muitas finalizações, mas a maioria sem perigo. A principal oportunidade dos donos da casa saiu dos pés do atacante Diego Ceará, que passou por Iago Maidana e, travado por Igor Rabello, chutou cruzado, para fora. No fim do primeiro tempo, o placar não se alterou.

No segundo tempo, o ritmo do jogo melhorou. O Atlético passou a finalizar mais - nem sempre com tanta qualidade assim, já que Di Santo perdeu boas oportunidades. Mas, quando o time alvinegro vivia o melhor momento na partida, o Afogados abriu o placar, aos 16’.

Candinho disputou com a marcação e levou a melhor sobre Maidana. De fora da área, finalizou. A bola desviou no zagueiro, passou sobre Michael e parou no fundo das redes: 1 a 0. O Atlético reagiu logo. Aos 20’, Hyoran pegou rebote do escanteio e cruzou rasteiro. Gabriel recebeu e, de primeira, só completou para o gol: 1 a 1.

Aos 21’, apenas um minuto após o gol de empate, o zagueiro Márcio, do Afogados, foi expulso após receber o segundo cartão amarelo. Mas se engana quem pensa que o Atlético conseguiria a virada rapidamente. Na verdade, os mandantes que marcaram. Aos 27’, Philip fez bela jogada individual, aproveitou falhas de Guilherme Arana e Gabriel e finalizou bem para marcar: 2 a 1.

Diante do cenário adverso e com um jogador a mais em campo, Dudamel - que já havia tirado o zagueiro Iago Maidana para a entrada do atacante Savarino - colocou o centroavante Ricardo Oliveira na vaga do volante Jair. E deu certo. No primeiro toque na bola, o experiente jogador de 39 anos marcou após cruzamento de Arana: 2 a 2.

Daí em diante, o Atlético até tentou pressionar, mas não conseguiu criar boas oportunidades. No finzinho, Hyoran ainda foi expulso por uma falta desnecessária, num carrinho por trás. O meia seria um dos cobradores na disputa de pênalti que se seguiria.

O experiente Ricardo Oliveira, marcou o gol de empate, mas não evitou o vexame. Foto: Bruno Candini/Site do Atlético(MG).

Afogados (PE) 2 (7)

Wallef; Jader (Rodrigo, aos 37’ do 2ºT), Heverton Luís, Márcio e Thalyson; Douglas Bomba, Eduardo Erê e Candinho (Willian Gaúcho, aos 26’ do 2ºT); Philip, Diego Teles e Diego Ceará.Técnico: Pedro Manta

Atlético Mineiro 2 (6)

Michael; Igor Rabello, Iago Maidana (Savarino, aos 19’ do 2ºT) e Gabriel; Guga, Jair (Ricardo Oliveira, aos 32’ do 2ºT), Allan e Guilherme Arana; Hyoran, Otero e Franco Di Santo (Nathan, aos 37’ do 2ºT) Técnico: Rafael Dudamel

Gols no tempo normal: Candinho, aos 16’, e Philip, aos 27’ do 2ºT (AFO); Gabriel, aos 20’, e Ricardo Oliveira, aos 33’ do 2ºT (GAB)

Cobrança de pênaltis: Afogados cobraram: Diego Ceará (perdeu), Douglas Bomba (perdeu), Thalyson, Willian Gaúcho, Philip, Rodrigo, Eduardo Erê, Diego e Herventon Luís. Atlético cobraram: Otelo, Ricardo Oliveira, Alan (perdeu), Nathan (perdeu), Savarino, Guga, Guilherme Arana, Igor Rabello e Gabriel (perdeu).

Cartões amarelos: Márcio, aos 26’ do 1ºT e aos 21’ do 2ºT, Willian Gaúcho, aos 42’, e Rodrigo, aos 49' do 2ºT (AFO); Allan, aos 37’, e Gabriel, aos 44’ do 2ºT (ATL)

Cartões vermelhos: Márcio, aos 21’ do 2ºT (AFO); Hyoran, aos 47’ do 2ºT

Local: Vianão, em Afogados da Ingazeira (PE)

Data e horário: quarta-feira, 26 de fevereiro, às 21h30

Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (DF)

Assistentes: José Reinaldo Nascimento Júnior (DF) e Lehi Sousa Silva (DF)

Por: João Victor Marques/DP.

Publicado por: Jânio Odon.

GALERIA DE FOTOS

João Manta, técnico do Afogados.


A equipe do Afogados jogou com muita garra para segura o galo mineiro. Foto: Bruno Cantini/Atlético (MG).













sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Santa Cruz, Líder do Campeonato, vence o Náutico

No clássico de número 400 em Campeonatos Pernambucanos entre Santa Cruz e Náutico, um passeio tricolor. Com extrema facilidade, a Cobra Coral fez valer o seu papel de líder e venceu os alvirrubros por 2 a 0 no Arruda. Com vaga para mais. Como prêmio, o resultado já garante o Santa, de forma direta, na semifinal do Estadual, uma vez que com 19 pontos a equipe não pode ser mais alcançada pelo terceiro colocado, atualmente o Retrô, com 11.


Porém, tão preocupante quanto a falta de resultados e a falta de futebol do time, que na quarta-feira tem nova decisão. Dessa vez contra o CRB, em Maceió, pela Copa do Nordeste.

Por motivos distintos, as duas equipes foram para o clássico com modificações na equipe. Pelo lado do Santa, tendo na quarta-feira o compromisso contra o Atlético-GO pela Copa do Brasil, o técnico Itamar Schulle optou por poupar alguns jogadores, como o meia Didira e os atacantes Patrick Nonato e Pipico.

 

Já no Náutico, o suspenso Gilmar Dal Pozzo (viu o clássico das cabines) optou pela volta de Josa à equipe para fortalecer o setor de marcação. E esse foi o único ponto a dar certo na equipe alvirrubro em um primeiro tempo fraco tecnicamente. Dos dois lados.

 Apesar de ter muito mais posse de bola, e com isso ser melhor em campo, faltou ao Santa Cruz um maior capricho nas definições das jogadas, muitas vezes feita de forma precipitada. Tanto que das 12 finalizações, poucas foram as que de fato levaram perigo à meta do goleiro Jefferson. Na melhor delas, Paulinho passou com facilidade por Luanderson e obrigou o arqueiro timbu a fazer uma boa defesa, aos 13 minutos. 

 Na outra meta, o goleiro Maycon Cleiton foi um mero espectador. Abusando de ligações diretas e sem acionar o meia Jean Carlos, o Náutico foi um deserto de criatividade. Se resumindo a jogar a bola para Kieza se virar na frente fazendo o papel de pivô. Assim, a única finalização alvirrubra veio apenas aos 39 minutos, com o lateral Hereda chutando fraco para fácil defesa do arqueiro coral. 

 Para piorar o cenário, ainda aos oito minutos Dal Pozzo foi obrigado a queimar a primeira substituição, com o zagueiro Ronaldo Alves deixando o campo com dores no tornozelo. Fernando Lombardi foi acionado.

 Segundo tempo

Apesar do primeiro tempo fraco tecnicamente, as duas equipes voltaram para a etapa final sem mudanças. E com isso, o cenário do clássico também não mudou, com o Santa sendo superior em campo. Antes dos seis minutos, o Tricolor chegou três vezes com perigo. Na melhor delas, com Mayco Félix obrigando Jefferson a se esticar para fazer boa defesa. após uma bomba de fora da área. O gol coral estava maduro.

 Aos 16 minutos, Itamar Schulle tirou Jeremias, a pior figura do Santa em campo, para promover a estreia de Chiquinho, que entrou aberto pela esquerda. Três minutos depois, enfim, a superioridade coral se refletiu no placar. Após lindo lançamento de Paulinho, Victor Rangel recebeu com liberdade e chutou longe do alcance de Jefferson: 1 a 0.

Victor Rangel comemora seu gol diante do Náutico. Foto: Brenda Alcântara/JC.

 Em desvantagem, Gilmar Dal Pozzo tentou colocar o Náutico mais à frente com a entrada de Jorge Henrique na vaga de Luanderson, apagado tanto na saída para o ataque, quanto na marcação. Não deu certo. Com campo para jogar, o Santa seguia atuando sempre no campo de defesa dos alvirrubros.

 Aos 27 minutos, Itamar Schulle, tirou Paulinho (melhor jogador em campo) para a entrada do volante André. Era uma forma de dizer também que o clássico estava controlado. Tanto que, com naturalidade, o Santa ampliou aos 34 minutos, com William Alves, de cabeça. Vitória tranquila do líder. 

Santa Cruz 2

Maycon Cleiton; Toty, William Alves, Danny Morais e Júnior (Feliphe Gabriel); Bileu, Paulinho (André), Jeremias (Chiquinho) e João Cardoso; Mayco Félix e Victor Rangel. Técnico: Itamar Schulle

 Náutico 0

Jefferson; Hereda, Ronaldo Alves (Fernando Lombardi), Diego Silva (Rafael Ribeiro) e Willian Simões; Josa, Luanderson (Jorge Henrique) e Jean Carlos; Erick, Jhonnatan e Kieza. Técnico: Gilmar Dal Pozzo

 Local: Arruda

Árbitro: Rodrigo José Pereira

Assistentes: Bruno César Chaves e Humberto Martins Dias

Gols: Victor Rangel, aos 19 min, e William Alves, aos 34 min do 2º tempo

Cartões amarelos: Marcão, Luanderson, William Simões, Jhonnatan (N), Victor Rangel, William Alves (SC)

Público: 8.155

Renda: R$ 117.910 

 Por: João de Andrade Neto/Diário de Pernambuco.

 


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Náutico reage e supera o Paysandu nos pênaltis

Num jogo inesquecível contra o Paysandu, o Náutico empata no último minuto do jogo e consegue o acesso nos pênaltis. Foto: Arthur Mota/Folha de PE.


No Náutico, foram 665 dias aguardando a tarde deste domingo. Nos bons e maus momentos ao longo da temporada, era sempre ponderado que o mais importante ainda estava por vir. Que o mais importante seria sair da Série C, dar fim à uma angústia que demorou mais do que deveria. Ou, na realidade, nem deveria ter existido. Mas o momento não é mais de lamentação e, sim, de comemorar aliviado.
Alívio este que veio com muito drama. Após sair perdendo com um gol em cada tempo, o Timbu diminuiu com Álvaro e empatou aos 49 do segundo tempo com Jean Carlos, levando a disputa para os pênaltis, onde Jefferson brilhou com uma defesa e, assim, deu ao Timbu o tão sonhado acesso.

O alívio, também, por dias melhores. Quer dizer, um ano melhor - com mais dinheiro, visibilidade e um calendário cheio. Condizente com a tradição alvirrubra, que é entre os principais clubes do Brasil. A Série C é uma inconveniente exceção e não regra. E que ela nunca mais aconteça.

Com o 2020 garantido, no entanto, ainda resta ao Timbu algumas formalidades em 2019. Ao bater a equipe paraense, classificou-se às semifinais da Terceirona e, agora, terá como adversário o vencedor do confronto entre Juventude e Imperatriz, que entram em campo na noite desta segunda-feira, no Rio Grande do Sul.
  
O Náutico teve duas mudanças em relação ao primeiro jogo. Jean Carlos foi acionado no lugar de Matheus Carvalho e Rafael Oliveira voltou de lesão na vaga de Wallace Pernambucano.

Como é normal em um confronto desta dimensão, o jogo começou um pouco nervoso, com algumas divididas duras no centro do campo, paralisações demoradas e até discussão entre as comissões técnicas. Sofrendo uma marcação alta do Paysandu no início, o Náutico tentou chegar em bolas paradas - seja em escanteio ou faltas frontais. Em 13 minutos, tinha feito três lançamentos na área com Jean Carlos, mas sem sucesso.

Com dificuldade por conta dessa pressão, no entanto, o Timbu nem precisou fazer esforço para criar uma chance. Jean Carlos recebeu um presente ao goleiro Mota errar a saída de bola, conseguiu driblá-lo e, quando chutou, viu Micael tirar em cima da linha.

Mesmo com o passar do tempo, o Náutico não viu o ímpeto do Paysandu na marcação alta diminuir. E assim o Timbu sofreu um forte golpe. Aos 25 minutos, a defesa Timbu errou a saída de bola, Vinicius Leite recebeu na intermediária, chutou, a bola desviou em Diego Silva e, sem chances para Jefferson, parou no fundo das redes.

Em desvantagem no placar, a equipe alvirrubra passou a ter mais espaço para sair jogando, uma vez que o Papão recuou as linhas. Ainda assim, sentiu o gol sofrido e não conseguiu imprimir o seu ritmo de jogo. Pior: quase sofreu outro. Nicolas recebeu de frente para Jefferson, passou pelo goleiro e finalizou, mas viu Camutanga salvar com um carrinho.

Para a etapa complementar, o Náutico voltou com uma mudança. Jhonnatan entrou na vaga de Jiménez para dar mais mobilidade ao time, travado no primeiro tempo. E foi boa a troca, já que a equipe voltou melhor, mais enérgica.

Com quatro minutos, o Timbu chegou em duas oportunidades pela direita, uma delas com o jogador, que fez com cruzamento para Álvaro, que testou por cima. Entretanto, esse crescimento inicial durou pouco porque o Náutico sofreu outro golpe. 

Em investida do Paysandu pelo lado direito, Tony cruzou e Nicolas completou no primeiro pau, sem chances para Jefferson. Mais uma vez, o Timbu sentiu o revés e por pouco não levou outros dois. Novamente com o autor do segundo gol, o atacante perdeu duas chances na entrada da área.

Após os sustos, o Náutico voltou para a partida e foi para cima. Para o tudo ou nada. E assim conseguiu diminuir. Aos 18 minutos, Wilian Simões cruzou na área e Álvaro cabeceou para fazer o primeiro do alvirrubro. O gol, como esperado, aumentou o ânimo da equipe, que seguiu pressionando, com mais alma do que organização. 

À certa altura, Wilian Simões virou ponta de um lado, Jhonnatan do outro, Álvaro atacante pelo centro ao lado de Wallace Pernambucano. No ‘abafa’ na reta final do jogo, o Timbu não criou efetivamente, mas, aos 49, conseguiu um pênalti - após cruzamento no lado esquerdo, a bola rebateu na mão de Uchôa. Na marca da cal, Jean Carlos deslocou o goleiro Mota e empatou o confronto.

O goleiro Jefferson defende a cobrança de Wellington Reis do Paysandu. Foto: Arthur Mota/FolhaPE.

Pênaltis
- Náutico: Jean Carlos, Jhonnatan, Wilian Simões, Josa e Matheus Carvalho fizeram; 
- Paysandu: Caique Oliveira, Tony e Uchôa fizeram; e Jefferson defendeu o de Wellington Reis

Náutico 2 (5)
Jefferson; Hereda, Diego Silva, Camutanga e William Simões; Josa, Jimenez (Jhonnatan) e Jean Carlos; Thiago (Matheus Carvalho), Rafael Oliveira (Wallace Pernambucano) e Álvaro. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Paysandu 2 (3)
Mota; Tony, Micael, Perema, Bruno Collaço; Anderson Uchoa, Wellington, Tomas Bastos (Thiago Primão); Nicolas, Vinicius Leite e Hygor. Técnico: Hélio dos Anjos.

Local: Estádio dos Aflitos
Público: 16.662
Renda recorde: R$ 622.183,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Leirson Peng Martins e Lucio Beiersdorf Flor (ambos do RS)
Gols: Vinicius Leite, Nicolas (P); Álvaro, Jean Carlos (N)
Cartões amarelo: Caique Oliveira, Uchôa, Thiago Primão, Nicolas (P)
Cartão vermelho: Diego Silva (N); Perema (P)

Por: Geraldo Rodrigues/Diário de Pernambuco.

GALERIA DE FOTOS

Matheus Carvalho marca o gol que levou o Náutico para Série B em 2020. Foto: Paulo Paiva/DP.
O mascote Timbu animou a festa da vitória alvirrubra. Foto: Léo Lemos/Náutico.

Chegada da equipe do Náutico aos Aflitos. A torcida fez a festa. Foto: Arthur Mota/Folha PE.
































terça-feira, 3 de setembro de 2019

Náutico despacha o Santa Cruz e se classifica na Série C

O Náutico de Rafael Oliveira vence a Cobra Coral nos Aflitos e se classifica em primeiro na Série C. Foto: Brenda Alcântara/JC Imagem.


24 de agosto de 2019

Era uma árdua missão. O Santa Cruz precisava do resultado para manter as chances de classificação na Série C. Porém, encontrou nesta tarde, nos Aflitos, um Náutico eficiente e muito determinado a vencer em sua casa para ir com moral para o mata-mata. Com gols de Diego Silva, Jean Carlos e Jhonnatan, o Timbu terminou a primeira fase da Terceira Divisão na liderança do Grupo A e, por consequência, eliminou da competição um dos maiores rivais, que permanecerá por mais um ano na Terceirona. 

O Náutico agora espera a definição do Grupo B da Série C, que acontecerá no domingo. O adversário dos alvirrubros no mata-mata, será o quarto colocado da outra chave, que será definida após os jogos da 18ª rodada. O Timbu fará o primeiro jogo fora de casa e terá a vantagem de decidir em casa.

O jogo

Nervoso como tem de ser um clássico decisivo. Foi assim que começou a partida entre Náutico e Santa Cruz, nos Aflitos, pela última rodada da fase de classificação da Série C. Precisando do resultado, os tricolores buscaram ditar o ritmo do jogo, mas esbarraram na forte marcação do Timbu, que foi escalado pelo técnico Gilmar Dal Pozzo com um trio de volantes. Dessa forma, a partida ficou bastante truncada nos minutos iniciais do jogo. 

A partida ganhou em emoção a partir da segunda metade do primeiro tempo. Com o melhor encaixe da marcação, o Náutico ganhou maior espaço e começou a dominar as ações em campo. O reflexo desta melhora apareceu aos 29 minutos. Após lançamento na área, Rafael Oliveira subiu mais que a defesa tricolor e exigiu milagre do goleiro Anderson. Na continuação do lance, em escanteio batido da direita, Diego Silva superou a zaga coral e testou firme para abrir o placar para os donos da casa. 

No apagar das luzes, o Náutico ainda encontrou espaço para ampliar o placar. Após jogada pela direita, a marcação deixou o meia Jean Carlos livre para pensar, calcular e dar lindo chute colocado no ângulo direito de Anderson, que saltou, mas nada pode fazer. Com dois a zero no placar, alguns torcedores corais já começavam a deixar os Aflitos antes do apito final da primeira etapa.

A etapa derradeira cresceu bastante em emoção. Precisando do resultado e dois gols atrás no placar, o Santa Cruz veio com postura mais ofensiva para o campo, com a intenção de agredir mais o Náutico. Porém, esta estratégia fez com que o time ficasse mais exposto, tanto, que logo aos 3 minutos, os donos da casa ampliaram ainda mais a vantagem. Em cruzamento da esquerda, vindo de Erick Daltro, Jhonnatan cabeceou firme para o gol de Anderson, para um sonoro 3 a 0. 

A reação coral veio quatro minutos depois. Em tabela no campo de ataque, Augusto recebeu a bola na área do Náutico, dominou e tocou para Dudu. O camisa 10 arriscou chute no canto de Jefferson, que aceitou. Logo após fazer o gol, o técnico Milton Mendes sacou Cesinha e acionou Warley de modo a tornar a equipe coral ainda mais aguda pela direita.  

Mesmo em vantagem, o Náutico continuou dominando a partida e sendo mais efetivo no campo de ataque que o Santa Cruz. Os tricolores ameaçavam o gol de Jefferson apenas em chutes de longa distância com o volante Charles. Para mudar esse panorama, Milton Mendes recolocou a referência no ataque no time, sacando Daniel Costa para a entrada de Guilherme Queiróz. 

Com a partida chegando ao final, coube ao Náutico apenas administrar a sua vantagem para obter sua primeira vitória diante do Santa Cruz em clássicos em 2019. De quebra, o alvirrubro ainda garantiu a liderança do Grupo A da Série C, com a derrota do Sampaio Corrêa, e decretou a eliminação do Tricolor, que passará mais um ano na Terceira Divisão. 

Náutico 3
Jefferson; Hereda, Rafael Ribeiro, Diego Silva e Erick Daltro; Josa, Jimenez, Jhonnatan e Jean Carlos (Neto Pessoa); Álvaro (Wilian Simões) e Rafael Oliveira (Wallace Pernambucano). Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Santa Cruz 1 
Anderson; Cesinha (Warley), João Victor, Vitão e Victor Lindenberg; Charles, Everton e Daniel Costa (Guilherme Queiróz); Dudu, Augusto (Celsinho) e Elias. Técnico: Milton Mendes

Local: Estádio dos Aflitos, em Recife
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Michael Correia (RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
Gols: Diego Silva aos 30’, Jean Carlos aos 46’ do 1º tempo e Jhonnatan aos 3’ do 2º tempo (Náutico); Dudu aos 7’ do 2º tempo (Santa Cruz)
Cartões amarelos: Jhonnatan (Náutico); Charles (Santa Cruz)
Público: 9.689 torcedores pagantes
Renda: R$ 213.398

Por: Yago Mendes/ Diário de Pernambuco.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Santa Cruz vence o Náutico com gol de Pipico

Pipico virou o carrasco do Náutico, fez o gol da vitória coral. Foto: Leandro de Santana.


22 de junho de 2019 (sábado)

E a saga de empates nos Clássicos da Emoções em 2019 terminou neste sábado no Arruda. Mais uma vez, as duas equipes protagonizaram uma partida equilibrada, mas em fase iluminada, especialmente desde a chegada de Milton Mendes, o atacante Pipico decidiu em favor dos corais e marcou o gol da vitória do Santa Cruz contra o Náutico no jogo válido pela 9ª rodada da Série C. 
Com a vitória, o Tricolor do Arruda chega aos 16 pontos e assume de maneira isolada a vice-liderança do Grupo A da Série C no fim do primeiro turno da competição. Já o Náutico, fica estacionado nos 11 pontos e ocupa a 5ª colocação, mas com uma partida a menos devido ao cancelamento do confronto contra o Botafogo-PB por causa das chuvas que afligiram o Recife no início da semana.  

Fazendo valer o mando de campo, o Santa Cruz tentou espremer o Náutico no seu campo de defesa nos primeiros minutos do Clássico das Emoções, no Arruda. Imprimindo ritmo forte pela direita com a chegada de Marcos Martins, o Tricolor chegou com perigo duas vezes nos primeiros minutos, com destaque para a bola alçada na área pelo lateral direto coral, que foi na direção do gol e exigiu uma boa defesa do goleiro Jefferson. 

Com o avanço do relógio, o time do Náutico conseguiu encaixar melhor a marcação e o jogo acabou arrefecendo. As chances de gol diminuíram e a partida ficou mais truncada no meio-campo. Aos 17, o Santa Cruz teve uma grande perda para o próximo jogo. Por reclamação, o atacante Pipico recebeu o terceiro cartão amarelo e está fora do jogo contra o Treze-PB, em Campina Grande. 

Com o melhor encaixe defensivo, o Náutico passou a mandar no jogo a partir dos 30 minutos, chegando com mais forçando mais o ataque. Como em todo clássico, um lance polêmico ficou para o imaginário dos torcedores. Aos 34, Wallace Pernambucano se enrolou entre os zagueiros, houve o contato, mas o juiz não interpretou como faltoso, o que gerou bastante reclamação dos atletas do Timbu.

Nos últimos minutos da primeira etapa, o que se viu foi uma blitz alvirrubra na área coral, com duas chances em cinco minutos. Aos 43, Luiz Henrique acertou lindo chute da quina da grande área para boa defesa de Anderson. Dois minutos depois, em jogada de Thiago, Wallace Pernambucano recebeu bola livre na grande área, mas chutou longe.


Para a segunda etapa, o Santa Cruz já voltou modificado dos vestiários para tentar mudar o panorama que foi visto no final do primeiro tempo. Por isso, Milton Mendes sacou Allan Dias e colocou o prata da casa Warley no meio-campo, com o objetivo de aumentar a velocidade do time na saída de bola e ter mais uma opção ofensiva na linha de fundo do lado direito.

No início do segundo tempo o time coral voltou a pressionar o Náutico, que voltou com uma postura mais retraída. Marcando atrás da linha da bola, o Timbu sofreu a primeira grande ameaça em cobrança de falta de Charles, que foi bem defendida por Jefferson, na volta do rebote, o meia Daniel Costa perdeu uma grande oportunidade chutando para fora. 

Como resposta a esta pressão inicial, Gilmar Dal Pozzo sacou Neto Pessôa e colocou Matheus Carvalho. Porém, a alteração não teve tempo de fazer efeito. Aos 18 minutos, o zagueiro Fernando Lombardi tentou recuar para o goleiro Jefferson de trivela, Pipico, que estava ligado interceptou e bateu na saída do goleiro. O gol saiu dois minutos após falha de Anderson, na saída do tiro de meta, que não foi aproveitada por Wallace Pernambucano. 

Após o gol, os técnicos se mexeram para mudar a forma do time jogar. Milton Mendes tirou Éverton e colocou Ítalo Henrique para recompor o time, que veio dos vestiários focado em abrir o placar e com formação bem ofensiva. Já Gilmar Dal Pozzo sacou Danilo Pires e trouxe Fábio Matos para se tornar mais veloz na transição meio-ataque em busca do empate. 

As modificações não surtiram o efeito desejado para o Náutico, que continuou sendo bem controlado pela defesa do Santa. Para reforçar o meio-campo, Milton Mendes acionou Patrick Vieira na vaga de Dudu. Enquanto isso, Dal Pozzo abriu de vez a equipe alvirrubra ao colocar o centroavante Rafael Oliveira na vaga do capitão Josa. Os jogadores do Timbu se lançaram ao ataque e buscaram fazer uma blitz na área coral, mas não obtiveram sucesso e o Tricolor conseguiu confirmar a primeira vitória em Clássicos das Emoções no ano. 

Santa Cruz 1
Anderson; Marcos Martins, João Victor, William Alves e Cesinha; Charles, Allan Dias (Warley) e Daniel Costa; Éverton (Ítalo Henrique), Dudu (Patrick Vieira) e Pipico. Técnico: Milton Mendes

Náutico 0
Jefferson; Hereda, Camutanga, Fernando Lombardi e Wilian Simões; Josa (Rafael Oliveira), Luiz Henrique e Danilo Pires (Fábio Matos); Thiago, Neto Pessôa (Matheus Carvalho) e Wallace Pernambucano. Técnico:Gilmar Dal Pozzo

Local: Estádio do Arruda, Recife
Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO)
Assistentes: Cristhian Passos Sorence e Edson Antonio de Sousa (GO)
Gols: Pipico aos 18’ do 2º tempo (Santa Cruz)
Cartões amarelos: Pipico, Éverton e Ítalo Henrique (Santa Cruz); Fernando Lombardi, Camutanga, Fábio Matos e Matheus Carvalho (Náutico);
Público: 9.903 torcedores
Renda: R$ 115.007,00

Por: Yago Mendes/ Diário de Pernambuco.


Sport Recife vence o clássicos dos leões

Sammir tenta dominar a bola cercado por jogadores do Vitória, enquanto Sander e Charles observam.


8 de junho de 2019 (sábado)

Apesar da vitória por 3 a 1, o jogo não foi tão tranquilo assim para o Sport contra o Vitória. O Leão enfrentou um time baiano cheio de novidades e que veio disposto a melhorar sua posição na tabela. Porém, o Rubro-negro conseguiu se impor abrindo o placar e depois buscando desempatar a partida devido a erros de saída de bola do Leão da Barra. O destaque do jogo foi atacante Guilherme, que foi decisivo e marcou dois gols que deram o triunfo aos pernambucanos.
Com o triunfo, o Sport voltou ao G4 da Série B com 12 pontos ganhos e empurrou o Vitória para a lanterna da Segunda Divisão. Na próxima terça-feira, o Leão volta a campo contra o CRB, na Ilha do Retiro, às 21h30. Já os baianos visitam o Oeste na Arena Barueri, também na terça-feira, às 20h30.
Querendo retornar ao G4, o Sport iniciou o jogo pressionando o Vitória no seu campo de jogo. Com linhas de marcação bem adiantadas, o Rubro-Negro pernambucano causava bastante dificuldade para a saída de bola do Leão da Barra. O time baiano, por sua vez, respondeu rápido. Encaixou seu jogo, saindo pelas laterais e aos 10 minutos já equilibrava as ações com os donos da casa. 

Quando o time baiano jogava melhor, o Sport fez valer a força de sua torcida e abriu o placar. Aos 23, o volante Gabriel Bispo cometeu falta, que foi rapidamente cobrada pelo Sport e chegou a Ezequiel na ponta direita. O camisa 17 cruzou rasteiro, a bola passou por toda grande área e chegou a Guilherme, que deslocou o goleiro e bateu colocado no canto esquerdo de Ronaldo. 

Três minutos depois, o Sport teve mais uma grande chance, em bobeira do time baiano, o Leão pernambucano retomou a bola e partiu em contra-ataque com 3 jogadores contra 1 do Vitória. Guilherme carregou, tocou para Ezequiel, que não conseguiu fazer o gol e acabou desperdiçando a segunda grande chance dos donos da casa. 

E é como diz o filósofo do futebol: Quem não faz, toma. Aos 29, o Vitória chegou ao empate a partir de bobeira de Cleberson em saída de bola, que rendeu uma arrancada veloz pela esquerda do jovem Wesley, o camisa 11 carregou e cruzou voltando para Anselmo Ramon, que chutou forte para estufar as redes de Mailson. 

O time leonino pareceu sentir o gol nos primeiros minutos após o empate, mas logo passou a pressionar novamente a saída do Vitória com uma linha de marcação alta. Aos 40, em vacilo na saída de bola do Leão da Barra, o time pernambucano retomou com Ezequiel, que tocou para Hernane dar passe de letra e Charles entrar livre para desempatar a partida.

O início da segunda etapa foi bem diferente da primeira. Os papéis pareciam ter se invertido, pois o Sport passou a esperar mais em seu campo o Vitória, que, por sua vez, buscava pressionar os pernambucanos através da marcação forte na saída de bola. Nos 10 primeiros minutos, o ponta esquerda, Wesley, do time baiano chutou duas bolas perigosas ao gol de Mailson. 

Como forma de buscar novamente a postura mais ofensiva do time, Guto Ferreira sacou Ezequiel e colocou Hyuri, que vem entrando bem no decorrer das partidas na Série B. A alteração não surtiu o efeito esperado. O time continuou sendo pressionado, mas sem sofrer muitos riscos graças à boa marcação que foi desempenhada no jogo. 

Na segunda metade do segundo tempo, após a entrada de Leandrinho na vaga de João Igor, o Sport começou a chegar mais no ataque. As primeira chances do time da casa no segundo tempo aconteceu aos 25 minutos. Primeiro, Sammir chuta da entrada da área. Ronaldo defende parcialmente e a bola sobra para Hernane, que finaliza para nova defesa do goleiro do Rubro-negro baiano. 

Quando se preparava para adotar uma postura mais conservadora, com a entrada de Ronaldo na vaga do meia Sammir, o Sport sacramentou o resultado com mais um gol de Guilherme. Aos 32, o camisa 11 recebeu bola na entrada da área e acertou um chutaço no ângulo de Ronaldo, que nada conseguiu fazer. 

Nos acréscimos, o Sport ainda teve a chance de dar números de goleada a Vitória. Em sua especialidade, que é o passe vertical para furar as linhas, Leandrinho colocou o artilheiro Hernane de cara com Ronaldo, mas o centroavante não conseguiu marcar. 


Sport Recife 3
Mailson; Norberto, Rafael Thyere, Cleberson e Sander; João Igor (Leandrinho), Charles e Sammir (Ronaldo); Ezequiel (Hyuri), Guilherme e Hernane. Técnico: Guto Ferreira. 

Vitória (BA) 1
Ronaldo; Edvan, Everton Sena, Zé Ivaldo e Capa; Gabriel Bispo, Marciel (Felipe Gedoz) e Ruy (Nickson); Ruan Levine (Ítalo), Wesley e Anselmo Ramon. Técnico: Osmar Loss. 

Local: Ilha do Retiro
Árbitro: Vinícius Furlan (CBF - SP)
Assistentes: Fábio Rogério Baesteiro e Gustavo Rodrigues de Oliveira (CBF - SP)
Gols: Guilherme aos 23’ do 1º tempo e aos 32' do 2º tempo e Charles aos 40' do 1º tempo (Sport); Anselmo Ramon aos 29’ do 1º tempo (Vitória). 
Cartões Amarelos: Sammir, Hyuri e Charles (Sport); Edvan (Vitória)
Público: 15.176 torcedores

Por: Yago Mendes/Diário de Pernambuco.


sábado, 11 de maio de 2019

Sport Recife, perde no tempo normal, mas vence nos pênaltis o Náutico, para ser campeão

Sport Recife, Campeão Pernambucano de Futebol em 2019. Foto: Jornal do Commercio/Recife.


21 de abril de 2019 (Domingo)

A história foi mais uma vez repetida. Neste domingo e há 51 anos, sempre que Sport e Náutico se encontram em uma decisão de campeonato é assim. Porém, dessa vez, com uma dose extra de sofrimento.

Na final mais equilibrada entre os dois times desde 1968, quando os alvirrubros comemoraram pela última vez um título em cima do rival, o Leão levantou o seu 42º título pernambucano, com uma vitória nos pênaltis, após o Timbu vencer no tempo normal por 2 a 1, de virada e devolver a derrota por 1 a 0 no jogo de ida, nos Aflitos. O prata da casa Mailson, herdeiro do ídolo Magrão no gol leonino, foi o herói da conquista ao defender as cobranças de Rafael Oliveira e Diego Silva.

O título também tem um gosto especial por outros motivos. É o primeiro levantado na Ilha desde 2010, quando venceu a decisão justamente em cima do Náutico. Além disso, para um clube que busca se reerguer após o rebaixamento à Série B, nada melhor do que iniciar a caminhada com mais um troféu em sua já vitoriosa galeria.

Para a decisão, como era esperado, o técnico Guto Ferreira manteve a mesma escalação do jogo de ida, enquanto que pelo lado alvirrubro Márcio Goiano promoveu o também esperado retorno do atacante Wallace Pernambucano ao time titular. Por outro lado, perdeu o experiente Jorge Henrique, vetado pelo departamento médico.

Porém, decisão, independentemente das escalações dos times, é uma partida diferente por natureza. Tensa, na maioria das vezes. E isso ficou claro logo aos sete minutos, quando Sueliton e Hernane trocaram agressões e foram corretamente expulsos pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro. Os dois treinadores não fizeram nenhuma mexida nos times para recompor as ausências. E com isso, o Sport soube tirar mais proveito.

Aos 17 minutos, com liberdade para trocar passes na entrada da área do Náutico (Josa foi recuado para a zaga), Guilherme foi derrubado pelo goleiro Bruno dentro da área. E cobrou o pênalti, forte, no canto direito, sem defesa para o arqueiro alvirrubro que ainda foi na bola.

Com a vantagem ampliada, o Leão colocava uma mão e meia na taça. Mas ainda havia jogo. Ainda havia decisão. Logo após marcar o gol, Guilherme, lesionado, foi substituído por Leandrinho. E o Náutico, que não havia feito nada em termos ofensivos, arrancou o empate, aos 39, com um jogador improvável. Em um lance de pura raça, o zagueiro Diego Silva ganhou na dividida para Charles e arriscou de fora da área. A bola desviou em Danilo Pires e tirou o goleiro Mailson da jogada. Tudo igual na Ilha.

O gol serviu para despertar os alvirrubros. Em campo e na arquibancada.  E esquentou o jogo. Aos 47 minutos, Wallace Pernambucano mandou na trave. Antes, porém, o Sport voltou a balançar as redes com Luan. Mas a arbitragem assinalou impedimento. O segundo tempo prometia.
  
No retorno para os últimos minutos do Campeonato Pernambucano, os dois times voltaram com a mesma formação. Porém, as orientações do técnicos nos vestiários serviram para ajustar o posicionamento das duas defesas. Com o jogo truncado, Guto e Márcio fizeram mudanças aos 12 minutos. No Leão, Juninho entrou na vaga de Ezequiel, enquanto no Timbu, o argentino Nahuel Cisneros foi acionado na vaga de Robinho.

O jogo, porém, seguia truncado. O que era pior para o Náutico. Aos 22, Danilo Pires saiu cansado para a entrada de Jimenez. No Sport, Élton foi acionado na vaga de Luan, com isso o time perdia todo o quarteto ofensivo que iniciou a partida. Os alvirrubros erravam passes. Os leoninos procuravam administrar o tempo.

Aos 31 minutos, Márcio Goiano foi para a sua última cartada, com a entrada do centroavante Rafael Oliveira na vaga de Thiago. E seis minutos depois, veio a virada, com um gol de centroavante. Mas novamente com outro heroi improvável. Após cruzamento perfeito de Hereda, Jimenez subiu mais que a zaga e, de cabeça, mandou para as redes de Mailson, virando a partida, igualando a decisão e mandando a tensão para os pênaltis.

Diego Silva (nau), bate e o goleiro Maílson do Sport Recife, defende para conquistar mais um título pernambucano. Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press.

Pênaltis

Nas cobranças de pênaltis, o Sport foi mais competente ao converter todas as cobranças, com Élton, Norberto, Rafael Thyere e Ronaldo. O Náutico desperdiçou com Rafael Oliveira e Diego Silva parando em Mailson. Apenas Wallace Pernambucano e Jimenez converteram Sport campeão. Pela 42ª vez. 

Sport Recife 1 (4)
Mailson; Norberto, Rafael Thyere, Adryelson e Sander; Charles, Ronaldo e Guilherme (Leandrinho); Ezequiel (Juninho), Hernane e Luan (Élton). Técnico: Guto Ferreira.

Náutico 2 (2)
Bruno; Hereda, Diego Silva, Sueliton e Assis; Josa, Luiz Henrique e Danilo Pires (Jimenez); Robinho (Nahuel Cisneros), Wallace Pernambucano e Thiago (Rafael Oliveira). Técnico: Márcio Goiano.

Local: Ilha do Retiro
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG). 
Assistentes: Kleber Lucio Gil (Fifa-SC) e Alessandro Alvaro Rocha De Matos (Fifa-BA). 
Gols: Guilherme, aos 17 min e Diego Silva, aos 39 do 1º, Jimenez, aos 36 min do 2º
Cartões amarelos: Luan, Adryelson, Ronaldo, Leandrinho (S), Hereda, Jimenez, Diego Silva (N)
Expulsões: Sueliton (N), Hernane Brocador (S)
Público:  27.017
Renda: R$ 940.660

Por: João de Andrade Neto/Diário de Pernambuco

GALERIA DA FINAL

Guto Ferreira, o técnico que conduziu o Sport Recife a conquistar mais um Estadual. Foto: LeiaJá.

Ezequiel, foi o craque do Campeonato Pernambucano 2019. Foto: NE10.

Hernane Brocador, foi o artilheiro do Campeonato com 9 gols.

O goleiro Maílson, prata da casa, defendeu dois pênaltis e foi o herói da final.

A torcida leonina sofreu, mas foi campeã.

Sport Recife, conquista seu 42º título pernambucano.

Uma das formações do Náutico, Vice-Campeão: goleiro Bruno, André Krobel, Josa, Wallace Pernambucano, Diego Silva e Sueliton; (agachados) Jorge Henrique, Fábio Matos, Luiz Henrique, Robinho e Assis.