O Clube Náutico Capibaribe aderiu ao futebol em 1909 e pelos Aflitos já passaram vários craques que marcaram a história do clube.
O Clube Náutico Capibaribe é um tradicional clube do Recife, que foi criado por dois grupos de remadores em 1898, denominado inicialmente por Clube Náutico do Recife, mas a data oficial de sua fundação é 7 de abril de 1901. No início, o clube era dedicado apenas ao remo e a natação. Só aderiu ao futebol em 1909, com a mudança em seu estatuto.
O Clube Náutico Capibaribe como clube futebolístico, viveu seus melhores momentos na década de 1950, quando ganhou quatro campeonatos pernambucano (1950, 1951, 1952 e 1954) igualando com o Sport Recife, nesta década. Na década de 1960, o Náutico viveu sua época de ouro no futebol pernambucano. Foi hexa campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol de 1963 a 1968. O hexa de luxo, que só o timbu tem. Foi vice-campeão brasileiro da Taça Brasil em 1967, perdendo a final para o Palmeiras. Outro grande momento do Náutico foram os anos de 1984 e 1985, o Clube tornou-se bicampeão estadual e fez a sua melhor campanha no Brasileirão- Série A, ficando na sexta colocação.
O Clube Náutico Capibaribe foi 24 vezes campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol: 1934, 1939, 1945, 1950, 1951, 1952, 1954, 1960, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1974, 1984, 1985, 1989, 2001, 2002, 2004, 2018, 2021, 2022. Foi campeão brasileiro da Série- C em 2019.
O Blog Vozes da Zona Norte, fez uma minuciosa pesquisa na tentativa de formar dois esquadrões inesquecíveis com os melhores jogadores do Clube Náutico Capibaribe de todos os tempos, a contar com atletas que atuaram desde a década de 1930, quando o Náutico conquistou seus primeiros títulos no futebol até os dias atuais. Foram escolhidos: dois goleiros, dois laterais-direitos, dois laterais-esquerdos, quatro zagueiros, seis meio-campistas e seis atacantes, totalizando 22 atletas.
Levamos em consideração a importância de cada jogador em cada conquista alvirrubra e até mesmo o valor sentimental fixado na memória dos torcedores e a importância do atleta no cenário nacional, mesmo sem conquistar nenhum título, como é o caso do lateral-esquerdo Marinho Chagas. Dentre tantos, existem aqueles que ficaram na memória dos torcedores como os melhores. Alguns só brilharam com a camisa alvirrubra, surgiram na base e durante anos serviram ao clube, alguns chegaram ao estrelato nacional. Outros vieram de outros clubes e se consagraram no Clube Náutico Capibaribe e brilharam no cenário nacional, chegando até a seleção brasileira e grandes clubes do futebol brasileiro. Sabemos que num clube centenário, muitos outros jogadores honraram com futebol, garra, sangue, suor e lágrimas, as cores vermelho e branco dos Aflitos e nunca sairão das mentes e corações alvirrubros. Os atletas escolhidos por nossa equipe foram:
Goleiros: Lula Monstrinho e Neneca;
Laterais-direitos: Gena e Nancildo;
Zagueiros: Beliato, Caiçara, Lima e Sangaletti;
Laterais-esquerdos: Marinho Chagas e Jaminho;
Meio-campistas: Baiano, Ivan Brondi, Jorge Mendonça, Salomão, Ademir Lobo e Ivanildo Souto;
Atacantes: Fernando Carvalheira, Bita, Kuki, Ivson, Bizu e Nado.
Antes da nossa escolha, veja algumas listas que foram feitas por importantes veículos da imprensa esportiva brasileira, além do próprio Clube Náutico Capibaribe.
Revista Placar Especial, de junho de 2000. De forma aleatória escolheu os dez melhores jogadores da história do Náutico. Foram eles: Bita, goleiro Lula Monstrinho, Baiano, Vasconcelos, Jorge Mendonça, Nado, Orlando “Pingo de Ouro”, Gena, o goleiro Neneca e Bizu.
Site do Clube Náutico Capibaribe, em 27/5/2014, jornalistas esportivos e torcedores famosos do Náutico de várias gerações, escolheram a seleção alvirrubra de todos os tempos. Foram eles: O goleiro Lula Monstrinho, Gena, Beliato, Sidcley, Salomão, Clóvis, Nado, Bita, Bizu, Ivan Brondi e Kuki.
UOL Esportes, em 2017, fez uma enquete de forma aleatória para formar o “Time dos Sonhos”, com os torcedores alvirrubros pelo seu site que escolheram os dois melhores de cada posição: Goleiros: Nilson e Cantarelli; Laterais-direitos: Carlos Alberto Rocha e Levi; Zagueiros: Wilson Gotardo e Sangaletti; Laterais esquerdos: Marinho Chagas e Chico Fraga; Meias: Juca Show e Derley; Atacantes: Jorge Mendonça e Kuki.
Fox Sports, em 2020, a equipe esportiva do canal, elegeram “O melhor Náutico de todos os tempos”. Foram eles: Neneca, Gena, Wilson Gotardo, Sangaletti; Marinho Chagas, Ivan Brondi, Jorge Mendonça, Vasconcelos, Bita, Kuki e Bizu.
Vozes da Zona Norte: através de minuciosa pesquisa escolhemos os seguintes atletas:
O goleiro Lula, veio do CSA para ser hexa no Náutico.
Lula Monstrinho – Luís dos Santos Costa, goleiro, nasceu em Maceió, no bairro de Bebedouro, em 16 de janeiro de 1942. Veio do CSA-AL para o Náutico em 1963, permanecendo até março de 1968, quando foi negociado ao Corinthians-SP. Em sua primeira passagem pelo clube alvirrubro, Lula foi hexacampeão do Campeonato Pernambucano de Futebol (1963, 1964, 1965, 1966, 1967 e 1968), foi vice-campeão da Taça Brasil em 1967 numa disputa contra o Palmeiras, que foi o campeão. O goleiro Lula Monstrinho, era um goleiro muito arrojado e de grande impulsão e que praticava defesas espetaculares, que o fez vestir a camisa Canarinha em 1969, quando estava no Corinthians. No dia 3/9/1972, Lula reestreava no Náutico, num jogo amistoso contra o Alecrim-RN e depois disputou o Campeonato Nacional/72 e foi eliminado na primeira fase. Depois do término do campeonato, o Náutico entrou numa grave crise financeira e causou revolta em muitos jogadores, o que desmotivou Lula, além de não ter um bom relacionamento com o diretor de futebol do Náutico, Romero do Rêgo Barros. Em abril de 1973, Lula deixou o clube dos Aflitos. A direção do América-PE, chegou a cogitar sua ida para o clube da Estrada do Arraial, algo que não se concretizou. Lula Monstrinho é considerado até hoje por muitos, o melhor goleiro da história do Clube Náutico Capibaribe. Faleceu no Recife, em 26 de dezembro de 2014, vítima de um câncer bucal, aos 72 anos.
Gena, o lateral-direito mais vitorioso do futebol pernambucano, foi hexa no Náutico e eleito o craque do campeonato pernambucano de 1966.
Gena- Genival Costa de Barros Lima, Lateral-Direito, Nasceu no Recife, em 11 de maio de 1943. Iniciou sua carreira no Clube Náutico Capibaribe em 1962, permanecendo até 1969. Foi hexacampeão do Campeonato Pernambucano de Futebol (1963, 1964,1965,1966,1967 e 1968). Foi vice-campeão da Taça Brasil de 1967, vencida pelo Palmeiras. Disputou a Libertadores da América pelo Náutico em 1968. Foi eleito pela crônica esportiva, o melhor jogador do Campeonato Pernambucano de 1966. Em 1967 e 1968, foi eleito o melhor lateral-direito do Campeonato Pernambucano. Gena foi um lateral clássico de muita técnica, eficiente na marcação e no apoio para o ataque. É considerado pela torcida alvirrubra, o melhor lateral-direito de todos os tempos do Clube Náutico Capibaribe. Em 1969, deixou o Náutico e foi para o Santa Cruz para ser pentacampeão. Gena faleceu no Recife, em 12 de novembro de 2018, proveniente de uma infecção no abdômen, aos 75 anos.
Beliato foi campeão pernambucano em 1974. Eleito em 1975 e em 1976, o melhor zagueiro do estadual.
Beliato- João Augusto Beliato, zagueiro, nasceu em São Paulo, Capital, em 21 de maio de 1950. Veio do Palmeiras para o Náutico em 1972, após passar quatro meses emprestado ao Paulista de Jundiaí-SP, por indicação do técnico Oswaldo Brandão. Beliato era um zagueiro de muita técnica e muita raça. Chegou recebendo um salário de Cr$ 2.500 cruzeiros, ao renovar o contrato em 1975, passou a receber um salário de Cr$ 16.000 cruzeiros. Foi campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol de 1974. Em 1975 e 1976, Beliato e Levir Culpi, do Santa Cruz, foram eleitos pela crônica esportiva, como os melhores zagueiros do futebol pernambucano. Em maio de 1977, Beliato foi negociado com o Internacional-RS. Faleceu em 16 de janeiro de 2005, aos 74 anos.
O zagueiro, Caiçara, passou nove anos no Náutico e foi três vezes campeão estadual.
Caiçara – Francisco Barbosa Gomes, zagueiro, nasceu em Recife, no bairro de Campo Grande, em 26 de julho de 1932. Começou sua carreira futebolística no Íbis, do Recife, em 1948, indo para o Clube Náutico Capibaribe, no final de dezembro de 1950, permanecendo no clube até 1959. Caiçara era um zagueiro de forte marcação e eficiente na antecipação das jogadas. Era exímio cobrador de faltas e de chute potente. Formou com Lula, a dupla de zaga mais famosa da década de 1950. Foi três vezes campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol em 1951, 1952 e 1954. Foi convocado para a Seleção Pernambucana que disputou os campeonatos de seleções estaduais de 1952, 1954 e 1957. Participou de 260 partidas com a camisa do Náutico e marcou 25 gols. Em 1959, foi jogar no Vitória Guimarães, de Portugal. Quando deixou de jogar foi ser treinador de futebol. Faleceu no Recife, em 9 de janeiro de 2013, aos 80 anos.
Marinho Chagas, o melhor lateral-esquerdo do Brasil da década de 1970. Foi o craque do campeonato pernambucano de 1971. Provou que era jogador de seleção brasileira, indo à Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.
Marinho Chagas- Francisco das Chagas Marinho, lateral-esquerdo, nasceu em Natal-RN, no dia 8 de fevereiro de 1952. Veio do ABC-RN em novembro de 1970 e permaneceu até 1972, quando foi negociado com o Botafogo-RJ. O Diabo Loiro, como era chamado pela torcida, foi um lateral muito técnico, veloz, apoiava bem o ataque e era um implacável cobrador de faltas. O seu belo futebol apresentado nos campeonatos estaduais e nacionais, transformou Marinho Chagas num ídolo da torcida do Náutico, mesmo sem ganhar nenhum título pelo clube alvirrubro, a torcida o consagrou como o melhor lateral-esquerdo que já passou pelos Aflitos. Mesmo tendo uma equipe inferior aos rivais, Marinho Chagas, foi eleito pela crônica esportiva de Pernambuco, o melhor jogador do Campeonato Pernambucano de Futebol em 1971 e em 1972, foi eleito o melhor lateral-esquerdo do campeonato pela segunda vez consecutiva. No Náutico, jogou 98 jogos e marcou 12 gols. Depois foi negociado ao Botafogo carioca, onde se destacou e chegou a Seleção Brasileira e disputou a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, sendo o melhor lateral-esquerdo da Copa e integrando a Seleção da Fifa daquele ano. Foi Bola de Prata, da Revista Placar em 1972, 1973 e 1981. Marinho Chagas faleceu em 1º de junho de 2014, em João Pessoa-PB, aos 62 anos.
Baiano, a máquina de fazer gols dos Aflitos, quebrou recordes e foi bicampeão estadual em 1984/85.
Baiano- Valmecyr José Margon, meio-campista, nasceu em Colatina-ES, em 14 de maio de 1953. Veio do Fluminense-RJ para o Clube Náutico Capibaribe em 1982 e permaneceu até 1987, quando foi vendido ao Rio Branco-ES, clube onde iniciou a carreira futebolística, em 1973. Baiano é considerado pela torcida alvirrubra e a crônica esportiva pernambucana como um dos maiores meio-campistas e artilheiros de todos os tempos do futebol pernambucano e do Clube Náutico Capibaribe. Chegou ao futebol pernambucano em 1980, jogando pelo Santa Cruz. Em 1981, marcou 38 gols pelo tricolor, quebrando um tabu de 22 anos que pertencia ao atacante Pacoti, do Sport, que havia marcado 36 gols em 1958.
Em 1982, jogando pelo Náutico, Baiano quebrou seu próprio recorde, marcando impressionantes 40 gols em uma única edição do Campeonato Pernambucano em 1983, o artilheiro continuou implacável repetindo a dose, marcando inimagináveis 40 gols, feito este, que provavelmente jamais será repetido em Campeonatos Pernambucano. Em 1984, Luís Carlos Guirra, do Sport Recife, igualou a marca de Baiano, marcando 40 gols, no entanto, jamais conseguiu repetir ou superar a façanha do jogador capixaba, que neste ano marcou 24 gols.
Baiano, foi bicampeão do Campeonato Pernambucano em 1984/85 e fez parte da equipe do Náutico que ficou na 6ª colocação do Brasileirão- Série A em 1984. Fez a melhor campanha do clube até hoje na maior e mais difícil competição do país. Ninguém fez mais gols em campeonatos pernambucano, do que ele, foram 204 gols, jogando pelo Santa Cruz, Náutico e Central. No Sport Recife, ele nunca jogou no estadual. Baiano, foi eleito pela crônica esportiva e compôs a seleção do Campeonato Pernambucano de 1982, 1983 e 1984, como uns dos melhores meias avançados do futebol pernambucano. Baiano, é o quarto maior artilheiro da história do Clube Náutico Capibaribe, com 181 gols. Ele fez 318 gols na carreira.
Ivan Brondi, o capitão do hexa alvirrubro, desbancou até o Santos de Pelé, no Pacaembu.
Ivan Brondi- Ivan Brondi de Carvalho, meio-campista, nasceu em Santa Cruz do Rio Pardo-SP, em 7 de outubro de 1941. Revelado pelo Palmeiras em 1960, foi emprestado ao Náutico em 1963, por dez meses. Neste período, Ivan Brondi, tornou-se ídolo da torcida, jogador inteligente, grande visão de jogo e cérebro do time. O Náutico resolveu comprá-lo em definitivo. Ele foi o jogador que mais atuou na campanha do hexacampeonato estadual pernambucano (1963 a 1968), foram 128 partidas, das 140 disputadas, marcou 26 gols. Em 1966, Ivan Brondi, participou do épico jogo do Pacaembu-SP, contra o Santos de Pelé, onde o Náutico venceu o jogo por 5 a 3 pela Taça Brasil. Fez parte da equipe do Náutico, que foi vice-campeão brasileiro da Taça Brasil de 1967, vencida pelo Palmeiras. Ivan Brondi disputou a Taça Libertadores de 1968, pelo Náutico, que foi a única participação timbu na competição.
Ivan Brondi, viveu seu melhor momento no futebol pernambucano, jogando pelo Náutico, em 1964, 1965, 1966 e 1967, quando foi destaque e eleito pela crônica esportiva pernambucana, figurando em todas as seleções do Campeonato Pernambucano de Futebol dos anos citados, como um dos melhores meio-campistas do Estado. Foi bastante elogiado pela crônica esportiva nacional durante as disputas da Taça Brasil de 1966 e 1967. Vestiu a camisa do Náutico durante dez anos (1963 a 1972). A partir de 1968 até 1972, Ivan Brondi, teve uma série de contusões que prejudicou o seu futebol e o fez abandoná-lo em definitivo, passando a se dedicar exclusivamente a odontologia, quando se tornou cirurgião-dentista. Sempre foi um autêntico alvirrubro, o eterno capitão do hexa, já foi presidente do clube e nunca abandonou o clube, foi torcedor, conselheiro, diretor das categorias de base e sócio. Em 31 de julho de 2024, aos 82 anos, lançou seu livro: “Ivan Brondi- A trajetória de um ídolo” contando toda sua trajetória desde o Palmeiras de 1960, quando foi convocado para a Seleção Brasileira de Novos que disputou as Olimpíadas de Roma, neste ano. Ivan Brondi está com 84 anos.
Jorge Mendonça foi campeão pernambucano em 1974, igualou o recorde de Pelé, marcando oito gols em um jogo. Jogador de seleção brasileira, disputou a Copa do Mundo de 1978, na Argentina.
Jorge Mendonça- Jorge Pinto Mendoça, meio-campista, nasceu no município de Silva Jardim-RJ, em 6 de junho de 1954, jogava no Bangu quando veio para o Clube Náutico Capibaribe em agosto de 1973, para disputar o Brasileirão- Série A, onde Jorge Mendonça e Vasconcelos foram os principais artilheiros do time com 6 gols.
1974, foi o grande ano de Jorge Mendonça, fez um excelente campeonato nacional, sendo o 3º artilheiro da competição com 14 gols, ficando atrás apenas de Roberto Dinamite, do Vasco (16 gols) e Luizinho, do América-RJ (15 gols). No Campeonato Pernambucano/74, Jorge Mendonça ajudou a equipe a evitar o hexacampeonato do Santa Cruz, marcando 24 gols, sendo co-artilheiro do campeonato com Zé Carlos Olímpico, do Santa Cruz. Ainda nesta disputa, Jorge Mendonça igualou o recorde de Pelé do Santos, ao marcar oito gols na vitória de 8 a 0, contra o Santo Amaro, do Recife, ele ainda teve dois gols anulados pela arbitragem. O craque do campeonato foi o seu companheiro de time, Juca Show, mas Jorge Mendonça figurou na seleção do campeonato como o melhor ponta-de-lança. Jorge Mendonça era um ponta de lança habilidoso e finalizador, seu grande desempenho neste ano, o consagrou como o melhor meio campista que já passou pelos Aflitos e figura na seleção de ouro do Clube Náutico Capibaribe de todos os tempos.
Em 1975, Jorge Mendonça, marcou 20 gols pelo Campeonato Pernambuco, ficando com a vice artilharia, atrás de Dadá Maravilha, do Sport, que marcou 32 gols. No Campeonato Brasileiro, ele marcou apenas 11 gols, mas foi o principal artilheiro do time. No final de janeiro de 1976, o Náutico negociou Jorge Mendonça e Vasconcelos ao Palmeiras, para a tristeza da massa alvirrubra.
Jorge Mendonça disputou a Copa do Mundo de 1978 na Argentina. Marcou 411 gols na carreira. Faleceu em Campinas-SP em 17 de fevereiro de 2006, aos 51 anos, com problemas provenientes do alcoolismo.
O segundo maior artilheiro da história do Náutico, foi campeão pernambucano em 1934 e 1939.
Fernando Carvalheira, é o segundo maior artilheiro do Clube Náutico Capibaribe, com 185 gols, com uma média impressionante de 1,44% gols por jogo. Foi artilheiro do Campeonato Pernambucano em 1934, com 28 gols e em 1935, com 31 gols, um recorde que durou 23 anos, quebrado em 1958, pelo atacante Pacoti, do Sport Recife, que marcou 36 gols. Há quem diga, que Fernando Carvalheira jogou pelo Sport Recife em 1937. Na verdade, ele jogou pelo Sport, mas como atleta do Náutico, pois era muito comum à época, quando havia jogos contra clubes do sul do país ou clubes estrangeiros, os clubes reforçarem suas equipes com os melhores jogadores das equipes rivais, isso aconteceu, quando o Sport Recife enfrentou a Portuguesa Santista-SP, o São Paulo e o Atlanta, da Argentina, algo inimaginável nos dias atuais. Fernando Carvalheira, faleceu no Recife, em 22 de dezembro de 1987, aos 71 anos.
Bita, o goleador do Náutico, é o maior artilheiro do futebol pernambucano com 223 gols marcados.
Bita- Silvio Tasso Lasalvia, atacante, nasceu em Olinda-PE, em 11 de agosto de 1942. Bita tinha um chute muito potente, por esse motivo era apelidado pela torcida timbu, como o homem do rifle. Goleador nato, logo Bita se tornou ídolo da torcida, ele é o maior artilheiro do Náutico e do futebol pernambucano de todos os tempos. Marcou 223 gols em 295 jogos. Conseguiu duas façanhas que jamais foi superada, ser hexa campeão pernambucano (1963 a 1968) e ser artilheiro três vezes seguidas do Campeonato Pernambucano de Futebol (1964 (24 gols), 1965 (22 gols) e em 1966 (20 gols), sendo ainda, artilheiro da Taça Brasil de 1965 (9 gols) e 1966 (10 gols). Bita, ainda jogou pelo Santa Cruz em 1972, sagrando campeão estadual pela sétima vez. Em 1966, o Náutico conquistou uma façanha inimaginável, bateu o Santos, de Pelé, no Pacaembu-SP por 5 a 3, com 4 gols de Bita.
Bita era irmão do craque Nado. Deixou de jogar futebol com 30 anos de idade, devido as lesões nos joelhos. Faleceu no Recife, em 27 de outubro de 1992, aos 50 anos.
Kuki, o maior artilheiro do campeonato pernambucano no século XXI, foi três vezes campeão pernambucano.
Kuki- Sílvio Luiz Borba da Silva, atacante, nasceu em Crateús-CE em 30 de abril de 1971. Veio do Brusque-SC em 2001 para o Clube Náutico Capibaribe. O presidente do clube, André Campos, esperava um atacante de 1,80, revelação do Lages de Santa Catarina, clube da 2ª divisão. No entanto, o atacante que desembarcou no aeroporto, foi um baixinho de 1,69 de altura e 29 anos de idade, chamado pelo apelido de Kuki. A desconfiança foi geral, mas o baixinho estava predestinado a ser ídolo no Náutico. Kuki, dentro de campo, demonstrou valentia, velocidade, oportunismo e faro de gol. Foi três vezes campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol (2001,2002 e 2004), artilheiro da Copa do Nordeste de 2001, com 12 gols e três vezes artilheiro do Campeonato Pernambucano em 2001 (14 gols), 2003 (16 gols) e em 2005 (17 gols). Foi eleito pela crônica esportiva do Nordeste, o melhor jogador da Copa do Nordeste em 2001 e o melhor jogador do estadual em 2001, 2002, 2003 e em 2004.
Kuki, apesar de ser grande ídolo da torcida alvirrubra, foi um jogador muito temperamental e que muitas vezes, entrou em conflito com a torcida timbu e jogadores, no entanto, em 2002, Kuki acabou sendo negociado ao Chonbuk, da Coreia do Sul por questões financeiras. Após disputar o Campeonato Sul-Coreano, retornou ao Náutico em 2003, onde o Sport Recife foi o campeão estadual, mas Kuki foi o artilheiro. Em 2004, conquistou seu terceiro e último título estadual. Em 2005, foi artilheiro do Campeonato Pernambucano. Neste ano, durante um jogo disputado pelo Campeonato Brasileiro da Série B, diante do Grêmio (RS), que ficou conhecida como a “Batalha dos Aflitos”, o Náutico disputava a segunda vaga de acesso para a Série A. Durante a disputa do jogo, o Grêmio teve quatro jogadores expulsos e o Náutico teve dois pênaltis marcados ao seu favor, Kuki, principal atacante e ídolo da torcida, se omitiu a bater as penalidades e os que foram escalados, desperdiçaram. Para piorar a situação, o Grêmio venceu o jogo por 1 a 0, tirando a vaga do clube dos Aflitos. Kuki, foi muito criticado e responsabilizado pela torcida alvirrubra pela falta de atitude na hora de bater os pênaltis, já que ele era o principal atacante.
Em 2006, após superar o vexame da “Batalha dos Aflitos” e a perda do estadual deste ano, finalmente o Náutico consegue sua classificação, conquistando a terceira vaga do Brasileirão da Série B, vencendo o Ituano-SP por 2 a 0. Kuki, marcou 11 gols no campeonato.
Em 2007, após uma derrota nos Aflitos, por 4 a 1, diante do Cruzeiro, Kuki entrou em uma discussão com a torcida alvirrubra, deixando o Náutico e indo para o rival, Santa Cruz, que neste ano, foi rebaixado para a Série C, do Brasileirão
Em 2008, Kuki volta para o Náutico, mas não voltou bem, sofreu algumas lesões, e seu baixo rendimento provocou reações negativas da torcida e discursões com atletas do clube. Kuki chegou a ser sondado pelo Bahia, mas não chegou a um acordo financeiro e terminou ficando nos Aflitos.
Em 2009, Kuki, disputou seu último Brasileirão pela Série A. Diante do jogo contra o Grêmio, ele se tornou o jogador que mais vestiu a camisa do Clube Náutico Capibaribe. Com a camisa do Náutico, jogou 389 jogou e marcou 184 gols, terceiro maior artilheiro da história do clube. Em abril de 2010, estreou como auxiliar técnico do treinador Waldemar Lemos, no Náutico.
Neneca, do Náutico, foi campeão pernambucano em 1974. Passou dezoito jogos sem tomar gol e virou ídolo da torcida alvirrubra.
Neneca- Hélio Miguel, goleiro, nasceu em Londrina-PR, em 18 de dezembro de 1947. Ele era jogador do Londrina, mas estava jogando no América-MG, quando veio para o Náutico em fevereiro de 1974, por indicação do técnico Orlando Fantoni. Vinha sendo pretendido pelo Flamengo, Santos e pelo Vasco da Gama. Fez sua estreia no Brasileirão- Série A, no empate de 1 a 1, contra o São Paulo, na capital paulista, em 20/3/1974. Neneca foi um goleiro de grande envergadura, excepcional nas bolas altas, arrojado e de chute potente e bom na saída de bola com as mãos, o que ajudava aos atacantes nas jogadas de contra-ataques. Ficou marcado na memória da torcida alvirrubra, por suas defesas espetaculares e por evitar que o rival, Santa Cruz, alcançasse o hexacampeonato estadual, título este, que só o Clube Náutico Capibaribe detém até hoje. Foi campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol em 1974 e o melhor goleiro do campeonato, quebrou um recorde mundial, passando 1.636 minutos sem ser vazado, em 18 partidas. Recorde quebrado em 1978, pelo goleiro Mazarópi do Vasco da Gama, outro excelente goleiro que defendeu o Náutico em 1984, na melhor campanha do clube na primeira divisão do Brasileirão, quando ficou na 6ª colocação. É considerado por muitos torcedores alvirrubros, como sendo o melhor goleiro do Náutico de todos os tempos. Neneca deixou o Náutico em janeiro de 1976, indo para o Guarani de Campinas-SP, quando foi Campeão do Brasileirão- Série A de 1978, sendo o único goleiro que foi campeão brasileiro por um clube do Interior.
O lateral-direito Nancildo, começou no Náutico, foi campeão pernambucano em 1960. Foi eleito o melhor lateral-direito do campeonato em 1959/60/61. Jogou um clássico contra o Sport Recife com a clavícula fraturada.
Nancildo- Nancildo Nepomuceno, lateral direito e zagueiro central, nasceu em 1º de outubro de 1938, no Recife. Começou sua carreira futebolística nas categorias de base do Clube Náutico Capibaribe em março de 1956. Em 1959, entrou para o time profissional, sendo destaque do time alvirrubro e sendo convocado para a seleção Pernambucana, como reserva de Caiçara. Nancildo era um jogador de muita raça, tinha um bom senso de cobertura e era eficiente no jogo aéreo. Nancildo, era um jogador valente e a torcida do Náutico adorava o cara. Certa vez, em julho de 1961, no jogo contra o Sport nos Aflitos, aos três minutos de jogo, Nancildo se chocou com o atacante rubro-negro, Osvaldo, e fraturou à clavícula. Como naquele tempo não podia ser substituído por outro atleta. Nancildo jogou os 90 minutos, contundido. Fato este, que o transformou num grande ídolo da torcida do Náutico. Ele foi campeão pernambucano em 1960 e o melhor lateral direito do Campeonato Pernambucano de Futebol em 1959, 1960 e 1961. Em 1963, ele deixou os gramados e começou uma nova carreira como engenheiro, do qual era formado. Nancildo, faleceu em 20 de maio de 2025, aos 87 anos.
O zagueiro Lima, foi três vezes campeão pernambucano. O xerife alvirrubro, começou no Sport e foi ídolo nos Aflitos.
Lima- José Alberto de Lima, zagueiro, nasceu no Recife, em 19 de novembro de 1972. Teve duas passagens pelo Clube Náutico Capibaribe. A primeira vez, veio da Portuguesa Santista-SP em 2001, quando foi bicampeão do Campeonato Pernambucano de Futebol 2001/2002, fez parte da equipe que evitou o hexa campeonato do Sport Recife, em seu primeiro título alvirrubro. Lima era um marcador implacável, tanto nas bolas rasteiras como nas bolas altas. O xerife alvirrubro, quando jogava pelo Fluminense, em 1995, durante o campeonato carioca, a imprensa carioca o classificou como o maior marcador do famoso atacante Romário, do Flamengo, que era considerado o melhor atacante do mundo e campeão da Copa do Mundo de Futebol em 1994. Depois desse episódio, Lima, ficou conhecido no Brasil todo, como o homem que parou Romário. Em 2004, estava no Paysandu-PA, quando retornou para o Náutico que montou uma grande equipe, Lima, além de desempenhar um excelente trabalho, foi o capitão da equipe alvirrubra e consagrado pela torcida timbu e campeão estadual novamente.
Lima, começou a carreira futebolística no Sport Recife em 1992, além do Sport Recife e Náutico, jogou pelo Fluminense, Atlético Mineiro, Coritiba, Paysandu e outros clubes de menor expressão. Deixou de jogar futebol profissional em 2006.
Sangaletti, o capitão da vitória, foi bicampeão pernambucano 2001/2002 e evitou o hexa do Sport Recife.
Sangaletti- Marcelo Antônio Sangaletti, zagueiro e volante, nasceu em Dois Córregos-SP, em 1º de junho de 1971. Começou a carreira de jogador profissional no XV de Jaú-SP. Veio do Santos para jogar no Náutico em 2001, sendo o capitão da equipe que foi bicampeão do Campeonato Pernambucano de Futebol. O curioso é que Sangaletti nestes dois anos, só disputou os estaduais, durante o Brasileirão jogou pelo Guarani-SP. Foi peça importante para evitar o hexa campeonato do Sport Recife e levantar a taça do estadual do alvirrubro em 2002. Sangaletti, se transformou num grande ídolo do Clube Náutico Capibaribe. O versátil Sangaletti, atuou por grandes clubes brasileiro como: Corinthians, Internacional, Santos, Guarani-SP e Sport Recife.
O lateral-esquerdo Jaminho, começou no Náutico, foi quatro vezes campeão pernambucano 1950/51/52/54, depois de doze anos no Náutico, foi jogar no Vitória, da Bahia.
Jaminho- Jameson Luiz Ribeiro, lateral-esquerdo, nasceu em Olinda, em 23 de dezembro de 1926. Começou a carreira futebolística na equipe juvenil do Clube Náutico Capibaribe em julho de 1943. Em 1947, começou a ser lançado em alguns jogos da equipe profissional. Jaminho era um lateral de marcação forte, excelente na antecipação, na disputa de bola e tinha uma boa técnica. Em 1950, foi campeão pernambucano de futebol pela primeira vez. O excelente futebol apresentado por Jaminho, despertou o interesse do Fluminense. Em maio de 1951, o tricolor carioca contratou o lateral alvirrubro por 80 mil cruzeiros, luvas de 40 mil cruzeiros e um salário de 7 mil cruzeiros mensais. No Fluminense, Jaminho jogou ao lado de craques como: Didi, Telê Santana, Orlando Pingo de Ouro e Joel. No clube das Laranjeiras, Jaminho sofreu várias contusões, além de um acidente, logo ao chegar ao clube, quando tombou da escada da sede do clube e rolou até em baixo, ficando hospitalizado por muitos dias. Outro problema que atrapalhou Jaminho no clube carioca, foi seu temperamento explosivo, pois sempre revidava às faltas por ele sofrida, ocasionando sua expulsão da partida, após o primeiro turno do campeonato carioca. O Fluminense dispensou Jaminho, o Náutico foi atrás, e em novembro, trouxe seu lateral para disputar às finais
do Campeonato Pernambucano de 1951, Jaminho, conquistou o bicampeonato pelo Náutico e foi campeão carioca, já que ele disputou um turno pelo Fluminense. Em 1952, Jaminho foi tricampeão pernambucano invicto. Em 1954, Jaminho, ganhou seu quarto e último título do Campeonato Pernambucano pelo Náutico, seu salário era de 3 mil cruzeiros mensais. Jaminho, também representou a Seleção Pernambucana em 1952 e 1954, no campeonato brasileiro de seleções estaduais. Depois de doze anos, no Clube Náutico Capibaribe. Em setembro de 1955, o Náutico negociou Jaminho com o Vitória-BA . Ele ainda foi campeão pernambucano pelo Sport Recife (1956) e pelo Santa Cruz (1957). Em 1958, foi jogar e treinar o ABC de Natal, onde encerrou a carreira de jogador. Ele nunca se consolidou como técnico de futebol, chegou a treinar o juvenil do Náutico em 1961. Jaminho, faleceu em Olinda no dia 13 de janeiro de 1974, aos 48 anos.
O volante Salomão, foi craque e ídolo do Náutico, conquistou quatro campeonatos pernambucano e foi vice-campeão da Taça Brasil de 1967, vencida pelo Palmeiras.
Salomão- Salomão Sales Couto, médio-volante, nasceu em Pocinhos-PB, em 3 de outubro de 1941. Vestiu a camisa do Clube Náutico Capibaribe em duas oportunidades. A primeira, veio do Campinense para o Náutico no início de abril de 1962. Foi tricampeão do Campeonato Pernambucano de Futebol em 1963/64/65. Foi eleito pela crônica esportiva de Pernambuco, o melhor meia-direita do Estado em 1962, 1963 e 1964, sendo este último, o melhor do ano, quando foi eleito o craque do campeonato e passou no vestibular para medicina. No final de abril de 1965, Salomão foi negociado ao Santos.
No início de setembro de 1967, o Vasco da Gama negociou Salomão ao Náutico, que disputou a Taça Brasil deste ano, perdendo na final para o Palmeiras, ficando com o vice-campeonato. Formou com Ivan Brondi, no Náutico, a melhor meia cancha do futebol nordestino. Salomão foi mais uma vez campeão pernambucano em 1967. No ano seguinte, conviveu com uma séria lesão adquirida num jogo contra o Ceará, surgiram outras lesões no decorrer do ano de 1968, mesmo assim Salomão participou de alguns jogos da Libertadores e do Brasileirão, no entanto, resolveu abandonar a carreira de jogador de futebol e se dedicar à medicina. Em 1972, tornou-se um neurologista. Salomão vestiu a camisa alvirrubra em 125 jogos. Faleceu no Recife, em 4 de maio de 2023, aos 81 anos.
O meia-esquerda, Ademir Lobo, foi bicampeão pernambucano 1984/85. Eleito três vezes, o melhor meia-esquerda do futebol pernambucano e fez parte da equipe que fez a melhor campanha em campeonato brasileiro- série A, em 1984.
Ademir Lobo- Ademir de Jesus Lobo, meia-esquerda, nasceu no município de Tombos-MG, em 20 de junho de 1957. No final de janeiro de 1983, O Clube Náutico Capibaribe, trocou o ponta-esquerda Lupercínio, pelo atacante Mirandinha, o meio campista Ademir Lobo e o zagueiro Zé Eduardo, todos do Botafogo-RJ, que foram muito bem no Náutico. Ademir Lobo era um jogador talentoso, que logo conquistou os corações alvirrubros. Foi bicampeão do Campeonato Pernambucano de 1984/85 e fez parte do elenco que fez a melhor campanha do Náutico, no Brasileirão da Série A em 1984, quando ficou na 6ª colocação. Ademir Lobo, foi eleito pela imprensa esportiva de Pernambuco, o craque do Campeonato Pernambucano de Futebol de 1985 e o melhor meia-esquerda de Pernambuco em 1984/85/86. Em 23 de fevereiro de 1987, Ademir Lobo, assinou contrato com o Sport Recife.
O polivalente Ivanildo Souto, começou e terminou sua vida esportiva no Náutico, foi quatro vezes campeão pernambucano.
Ivanildo Souto- Ivanildo Souto da Cunha, meia-direita, nasceu em Garanhuns, em 7 de maio de 1926. Era chamado pela torcida e pela imprensa pernambucana de “Ivanildo Espingardinha” pelo fato de ser magro e comprido, pesava 64 quilos. Jogador de muita raça e uma capacidade técnica invejável. Era goleador e um grande líder da equipe. Não é à toa, que foi o capitão do tri alvirrubro, o primeiro da história do Clube Náutico Capibaribe. Ivanildo Souto, era um jogador polivalente, pois jogou de lateral, zagueiro, ponta, centroavante e chegou a ser técnico interino em 1954, 1955, 1956 e 1958. Chegou ao Náutico em 29 de setembro de 1945 para testes. Em 1946 ingressou no juvenil, mas como era um jogador polivalente e técnico, sempre participou de jogos da equipe profissional até ser ativado na equipe principal em 1949, permanecendo até encerrar a carreira de jogador em 1956. Ivanildo Souto, conquistou o Campeonato Pernambucano de Futebol em 1950/51/52/54. O capitão do primeiro tricampeonato do Náutico, também disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais pela Seleção Pernambucana em 1952 e 1954. Ivanildo recebeu várias propostas para jogar em clubes do sudeste do Brasil, mas nunca quis deixar o Clube Náutico Capibaribe, sua grande paixão. Ivanildo Souto, também era alto executivo do extinto Banco Banorte. Após deixar de jogar futebol, permaneceu no Náutico, como treinador das categorias de base, chegando a ser dirigente e sócio benemérito do clube dos Aflitos. Ivanildo Souto, faleceu no Recife, em 21 de fevereiro de 2016.
O atacante Ivson, veio do juvenil do Fluminense, para ser ídolo e artilheiro no Clube Náutico Capibaribe. Foi duas vezes campeão pernambucano.
Ivson- Ivson de Freitas, atacante, nasceu em Patrocínio do Muriaé-MG, em 13 de maio de 1929, começou a jogar no Nacional, da sua cidade. Era jogador da base do Fluminense-RJ, quando veio no início de agosto de 1952, para o Clube Náutico Capibaribe, onde se tornou ídolo da torcida timbu, atacante driblador, de grande categoria e goleador. Ivson jogou cinco anos pela equipe alvirrubra, onde foi campeão do Campeonato Pernambucano de Futebol em 1952 e 1954. Foi artilheiro do estadual em 1953 (16 gols) e 1954 (16 gols). Foi convocado para representar a Seleção Pernambucana no campeonato de seleções estaduais em 1954 e 1956. Ivson, marcou 118 gols, em 159 partidas com a camisa do Náutico. É o quinto maior artilheiro da história do clube. Durante a disputa do Campeonato Pernambucano de 1957, o Náutico negociou o atacante Ivson, que viajou para a Europa em 24 de outubro, para defender o Sporting de Lisboa.
O artilheiro Bizu, chegou para brilhar no Náutico. Foi campeão pernambucano e artilheiro em 1989, além de ser o craque do campeonato e o Bola de Prata da Revista Placar.
Bizu- Cláudio Tavares Gonçalves, atacante, nasceu em São Vicente-SP, em 18 de junho de 1960, começou a jogar profissionalmente pelo Caçadorense-SC em 1979. Bizu, teve três passagem pelo Náutico. A primeira vez, veio do Palmeiras no final de agosto de 1988, ficando até 1990, sendo esta, a melhor fase no clube alvirrubro. Foi campeão do Campeonato Pernambucano de futebol em 1989, sendo o principal artilheiro com 31 gols; foi escolhido pela crônica esportiva pernambucana o craque do campeonato e ganhou a Bola de Prata da Revista Placar. Em 1990, foi novamente artilheiro do estadual com 19 gols. Foi artilheiro da Copa do Brasil com 7 gols. Em 1991, foi jogar no Grêmio, mas não se adaptou ao futebol gaúcho, foi para o CSA, e retornou para o Náutico em 1992, disputou o campeonato pernambucano, perdendo o título para o Sport Recife. Em 1993, disputou o Brasileirão- Série A, pelo clube da Ilha do Retiro. Em sua terceira passagem pelo Náutico, Bizu veio do Ceará para disputar o Brasileirão da Série A , onde o Náutico fez uma péssima campanha e foi rebaixado. No Náutico, Bizu marcou 114 gols em 179 partidas, sendo o 6º maior artilheiro da história do Clube Náutico Capibaribe.
O ponta-direita Nado, do Náutico, foi o primeiro jogador de um clube pernambucano a ser convocado para a Seleção Brasileira. O craque brilhou no Náutico.
Nado- José Rinaldo Tasso Lasalvia, ponta-direita, nasceu no bairro do Carmo, em Olinda, no dia 15 de novembro de 1938, começou nas categorias de base do Clube Náutico Capibaribe em 1938, aos 19 anos de idade. Era um ponta-direita veloz, driblador, que jogava muito com o pé esquerdo e que usava muito a linha de fundo para fazer os cruzamentos. Nado era um jogador tão versátil, que em maio de 1958, jogou pela primeira vez na equipe profissional, substituindo o jogador Aldo, que se contundiu. Depois deste jogo contra o Sport Recife, voltou para o juvenil. Seus irmãos: o famoso Bita e Tonho jogaram também no Náutico. E o caçula, Celso, jogou no Sport Recife.
Nado, tinha 1,64 de altura, por esse motivo, recebeu o apelido de “Pequeno Polegar” estreou no time principal em 1959, ficando no clube até o dia 11 de abril de 1966, quando foi vendido ao Vasco da Gama por 100 milhões de cruzeiros. Sendo a maior negociação de um jogador pernambucano feito na década de 1960. Nado, ganhou o reconhecimento nacional durante a Taça Brasil de 1965, quando ele, seu irmão Bita, Gena, Ivan Brondi, Nino e Lala, foram os grandes destaques da competição. O sucesso foi tão grande que Nado foi convocado para Seleção Brasileira pelo técnico Vicente Feola, para formar o grupo que iria disputar a Copa do Mundo da Inglaterra. Sendo o primeiro jogador de um clube pernambucano a ser convocado para a Seleção Canarinha, ao se apresentar na seleção, recebeu um novo apelido pela sua baixa estatura: “Cabo Rusk” do filme Rin-tin-tin. Nado, não foi para copa, mas ficou bastante valorizado e conhecido no cenário nacional.
No Clube Náutico Capibaribe, Nado foi quatro vezes campeão pernambucano: 1960, devido a um desentendimento com o técnico Gentil Cardoso, ficou no banco de reservas durante toda a competição, sem jogar nenhum jogo. Mas foi tricampeão 1963/64/65, como titular e destaque da equipe. Foi eleito o melhor ponta-direita do Campeonato Pernambucano em 1962/63/64/65. Em 1963, foi convocado para compor a Seleção Pernambucana de Futebol, no Campeonato Nacional de Seleções Estaduais. Foram 248 jogos com a camisa alvirrubra. Nado faleceu em Paulista-PE, em 3 de maio de 2013, de parada cardiorespiratória, aos 74 anos.
Por: Jânio Odon/VOZES DA ZONA NORTE (DIREITOS RESERVADOS)
Fonte: Diário de Pernambuco, Diário da Manhã/CEPE, O Jornal (RJ), Jornal dos Sportes (RJ), Jornal do Brasil, Manchete Esportiva, Gazeta Esportiva, Diário da Noite (RJ), Fox Sports, Revista Placar, Site Clube Náutico Capibaribe, Biblioteca Nacional (RJ), Livro: 85 anos de bola rolando, de Givanildo Alves – FPF/Edições Bagaço, Arquivo pessoal.























Nenhum comentário:
Postar um comentário