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Pastor Eurico |
A apresentadora Xuxa Meneghel foi
hostilizada nesta quarta-feira (21) durante sessão da CCJ da Câmara para votar
a Lei da Palmada, que proíbe castigos físicos a crianças e adolescentes. O
deputado Pastor Eurico (PSB-PE) criticou Xuxa dizendo que “a conhecida rainha
dos baixinhos, em 1982, provocou a maior violência contra as crianças em um
filme pornô”. A declaração é uma referência ao filme "Amor Estranho
Amor", em que Xuxa aparece seminua ao lado de uma criança, ou seja, fez um
filme erótico. Evidentemente, todos sabem hoje, que as pessoas podem vasculhar
a vida pessoal dos famosos como nunca. Há uma avalanche de informações a
disposição na internet, não adianta esconder nada que já foi feito e publicado um
dia. A merda já foi feita. O que se pode fazer para apagar os erros do passado?
Apenas se corrigir, ser melhor, procurar fazer o bem e mostrar as pessoas que
você evoluiu, cresceu espiritualmente, que Deus fez de você a sua morada e que
você acordou para uma nova realidade. Xuxa tentou deletar o passado promíscuo,
tentando censurar o que foi escancarado e avacalhado pelo Brasil afora, não
adiantou, este episódio revelou a Xuxa que o melhor é aceitar e tirar de letra
as contundentes criticas.
Em relação ao Pastor Eurico, a
Biblia diz que devemos perdoar ao próximo, não uma vez só, e sim, setenta vezes
sete. Apesar das criticas do pastor terem fundamentos, não é justo perpetuar um
erro cometido por Xuxa há 32 anos atrás.
A cena com o garoto Marcelo Ribeiro, de 12 anos em um filme erótico de 1982, foi o pivô da critica do Pastor Eurico.
Xuxa reagiu sinalizando um
coração feito com as mãos na direção do parlamentar. O deputado Anthony
Garotinho (PR-RJ) falou em seguida e declarou que a posição do Pastor Eurico
não é a mesma da bancada evangélica. Após a sessão, o PSB, por meio de nota,
informou que o Pastor Eurico foi destituído da vaga na CCJ. "A decisão foi
tomada em função da postura adotada pelo parlamentar durante a reunião
ordinária desta quarta-feira (21), na qual o mesmo se pronunciou de forma
intolerante, desrespeitosa e desnecessariamente agressiva em relação a Sra.
Xuxa Meneghel."
"Gente, estava lendo o
desabafo e a opinião de vocês sobre o acontecido no Congresso. Por favor, não
culpem os evangélicos. Minha mãe é evangélica e me ensinou que nem Jesus Cristo
agradou todo mundo, por que eu iria? Sei que minha mãe ficou muito triste com
esse senhor. Mas ele já teve o seu momento de fama , não vamos dar mais força a
ele.
Mais uma vez obrigada pelas
lindas palavras de carinho e respeito com meu trabalho, vou precisar de vocês,
e muito, e sei que vou poder contar sempre. Vejo isso lendo cada palavra de
amor de vocês por mim. Obrigada : )", escreveu.
Na sessão, integrantes da bancada
evangélica se manifestavam contrários ao projeto, que acabou sendo aprovado
pela comissão. O deputado foi vaiado após lembrar do filme erótico
protagonizado pela apresentadora nos anos 1980. "A conhecida Rainha dos
Baixinhos, que no ano de 82 provocou a maior violência contra as
crianças", disse, referindo-se ao filme “Amor Estranho Amor”, daquele ano,
em que Xuxa aparece numa cena de sexo com um adolescente de 12 anos.
Outros parlamentares ficaram
constrangidos e usaram o microfone para defender a apresentadora. Xuxa não
respondeu às críticas - não podia falar durante a sessão e não comentou
posteriormente. Na hora, ela fez um gesto de coração com as mãos, sorrindo, depois não suportou e chorou.
Xuxa depois de suportar a humilhação no plenário, não conseguiu conter às lágrimas na saída.
Segundo a coluna Radar, da Veja,
a apresentadora deixou a Câmara chorando. O deputado Júlio Delgado teria
seguido a apresentadora para pedir desculpas; "Eu quero me desculpar
muito. Em meu nome, do meu partido e em nome de Eduardo Campos. O deputado não
será mais titular da comissão e o que ele diz de jeito nenhum representa o que
pensa a bancada. Desculpe, me desculpe, de coração".
Com o pedido de desculpas, Xuxa
chorou, diz o colunista Lauro Jardim. Ela respondeu que a mãe é evangélica,
assim como outros de seus familiares, e sabe que não é um pensado da bancada
religiosa na Câmara e sim "individual", relata o colunista.
Por: Jânio Odon
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