Eles deixaram marcados seus nomes
na história do futebol pernambucano e fizeram a alegria das torcidas de seus
clubes e a tristeza das torcidas adversárias
com seus gols decisivos, uns de placa, outros na raça, alguns na sorte,
mas todos importantes. Alguns destes
artilheiros levantaram a taça e tornaram-se o principal goleador do
certame, outros marcaram época, mas não conquistaram títulos, outros foram
decisivos nos clássicos, onde os verdadeiros artilheiros se consagram e tornam-se
inesquecíveis. Eis aqui, o resumo da história dos grandes e famosos artilheiros
do futebol pernambucano e a relação de todos os artilheiros dos Campeonatos Pernambucano de Futebol em todas suas edições marcando
muitos gols para a alegria da torcida pernambucana.
PITOTA (SANTA CRUZ)- Seu nome
de batismo é Alcindo da Rocha Wanderley, nasceu em 18 de dezembro de 1898, em Olinda, começou jogando no time
amador olindense do Tamoio. Adotou o apelido para despistar do pai, o advogado Waldevino Wanderley, que não tolerava o futebol. Participou
dos campeonatos pernambucano de 1915 a 1921, defendendo o Santa Cruz, nunca foi
campeão pernambucano, mas marcou 56 gols com a camisa coral. É considerado pela
imprensa pernambucana, o primeiro craque do futebol do Estado. Nunca deixou de ser convocado pela
Liga para Seleção Pernambucana. Participou do jogo contra o América do Recife
aonde aconteceu a maior virada de placar do futebol brasileiro. O Santa Cruz
perdia o jogo por 5 a 1 , faltando 15 minutos para o encerramento da partida, o
Santa Cruz virou o placar para 7 a 5, com dois gols de Pitota. Jogou contra o
Botafogo do Rio de Janeiro em 1919, na vitória por 3 a 2, a primeira vitória de
um time pernambucano sobre um clube do sudeste do país. Participou também, da
vitória por 4 a 1 sobre o ABC de Natal, sendo o primeiro clube pernambucano a
jogar no Rio Grande do Norte. Foi artilheiro do Campeonato Pernambucano de
1917, no entanto, não há registro da quantidade de gols que ele marcou. Pitota, era jogador, arbítro de futebol e funcionário do Banco do Brasil. Faleceu em Niterói-RJ em 1976, segundo comentário de seu neto, Álvaro Mendes Wanderley em um blog
ZÉ TASSO (AMÉRICA)- Seu nome
de batismo é José Henrique Tasso, nasceu em 12 de março de 1901, no bairro do
Poço da Panela, no Recife, começou a jogar futebol no Celeste,clube amador do bairro, Zé Tasso, marcou seu nome na história do América do Recife em
seus tempos áureos nos anos 10 e 20 do século XX. Ele foi campeão do
Campeonato Pernambucano por cinco vezes vestindo a camisa do time esmeraldino:
1918, 1919, 1921, 1922 e 1927, marcando um total de 31 gols, sem contar com os
cinco jogos onde não há registro de quem marcou os gols, fruto do amadorismo da
época. O certo é que Zé Tasso foi um excelente jogador, que tinha um toque de
bola preciso e refinado, um bom domínio de bola e um incrível faro de gol.
Acredita-se que ele tenha feito mais de 100 gols na carreira. Zé Tasso foi
artilheiro do Campeonato Pernambucano de 1918, com 16 gols, e não 17, como há
publicações na rede de forma errada. Zé Tasso também jogou nas equipes
recifenses do Tramways, Flamengo-PE, Santa Cruz e Sport Recife. Zé Tasso faleceu no Recife em 1978.
FERNANDO CARVALHEIRA (NÁUTICO)
Ele foi lançado em 1933 na equipe principal do Náutico pelo técnico uruguaio,
Umberto Cabelli, que o alvirrubro trouxe do sul do país. Fernando Carvalheira
marcou época nos Aflitos, juntamente com seu irmão Artur Carvalheira, um craque
que foi responsável pelos passes precisos para Fernando, que se tornou o segundo
maior artilheiro da história do Clube Náutico Capibaribe com 185 gols. Ainda
tinha seu primo, Zezé Carvalheira, outro craque, completando assim, o trio
familiar mais famoso do futebol pernambucano de todos os tempos. Fernando
Carvalheira, era pernambucano e foi artilheiro dos Campeonatos Pernambucano de
1934 quando o Náutico sagrou-se campeão pela primeira vez, com 28 gols, e em
1935, com 31 gols, um recorde que durou 23 anos, quando Pacoti, centroavante do
Sport Recife, marcou 36 gols em 1958. Fernando Carvalheira ainda ganhou o
Campeonato Pernambucano de 1939.
TARÁ (SANTA CRUZ/NÁUTICO) O
pernambucano Humberto de Azevedo Viana, o Tará, começou jogando futebol, no
Mocidade de Beberibe em 1929. Marcou as décadas
de 1930/1940, como um grande artilheiro, sendo o primeiro jogador a ser
artilheiro do campeonato pernambucano em três edições: 1938, com 25 gols; 1940,
com 20 gols; e a outra foi jogando pelo Náutico em 1945, quando fez 28 gols.
Tará foi o maior artilheiro da história do Santa Cruz com 207 gols marcados,
sendo seis vezes campeão pernambucano (1931, 32, 33, 35 e 40 pelo Santa Cruz e
em 1945, pelo Náutico) Ele era policial
militar e chegou ao posto de coronel. A tribuna de honra do Campo do Derby,
leva o seu nome.
ADEMIR MENEZES (SPORT RECIFE)
foi descoberto pelo Sport Recife aos 16 anos no bairro do Pina no Recife. Fez
apenas 22 gols com a camisa do leão da Ilha do Retiro, o suficiente para ser
artilheiro e campeão do Campeonato Pernambucano de 1941 com 11 gols. Se ele
não fosse um goleador extraordinário,
provavelmente, teria passado mais tempo no Sport Recife. Um excursão vitoriosa do
Sport Recife ao sul do país em 1942 fez com que o Vasco da Gama comprasse o
seu passe. De 1945 a 1948, ele jogou no Fluminense até voltar ao Vasco e ficar
até 1956, onde veio encerrar a carreira no clube que o revelou. Ademir Menezes
foi artilheiro da Copa do Mundo de 1950, com 9 gols. Marcou 533 gols na
carreira.
IVSON (Náutico)- Ivson de Freitas, nasceu em Muriaé-MG e começou a jogar futebol no Nacional de Muriaé. Veio do
aspirantes do Fluminense-RJ em 1952, levando o Náutico ao tricampeonato. Ficou
nos Aflitos até 1956, e foi artilheiro do Campeonato Pernambucano por duas
vezes, em 1953 e 1954, ambos com 16
gols. Ivson marcou 118 gols vestindo a camisa do Náutico e é o 5º maior
artilheiro da história do clube. Ivson foi campeão pernambucano em 1952 e 1954.
TRAÇAIA (SPORT RECIFE) José
Roque Paes era o seu nome de batismo, Traçaia fez 201 gols vestindo a camisa
rubro-negra e é até hoje, o maior artilheiro do Sport Recife de todos os tempos.
Foi artilheiro do Campeonato Pernambucano de 1955, com 22 gols, sendo campeão
pernambucano por cinco vezes (1955, 56, 58, 61 e 62). Traçaia fez sucesso
também no futebol de Mato Grosso jogando pelo Atlético e pelo Mixto. Faleceu no Recife, em 21 de junho de 1971, aos 37 anos.
PACOTI (SPORT RECIFE)
Francisco Nunes Rodrigues era seu nome de batismo, atacante cearense do
município de Quixadá, foi contratado pelo Sport Recife em 1958, egresso do
Ferroviário-CE e logo foi campeão pernambucano e artilheiro do campeonato com
36 gols, recorde de gols em uma única edição. O recorde de Pacoti durou 23
anos, superado em 1981, pelo meia
capixaba Baiano, do Santa Cruz, que marcou 38 gols. Quando terminou o
campeonato, Pacoti foi para o Vasco da Gama jogar ao lado de Bellini, Orlando e
Roberto Pinto.
RAÚL BENTANCOR (SPORT RECIFE)-
Raúl Higino Bentancor Ferraro, nasceu em Montevidéu, capital uruguaia, veio
para o Sport Recife em 1959, a convite de Walter Borel, outro jogador uruguaio
que jogou no rubro-negro, oriundo do Wanderers (Uruguai). Raúl Bentancor era um
meia-atacante, que tinha liderança dentro e fora de campo, muita habilidade,
criava lindas jogadas e também marcava gols, era um jogador de extrema calma e
valentia. É considerado até hoje, como o maior jogador estrangeiro a atuar em
Pernambuco. Considerado pela imprensa em geral, como o maior jogador do Sport
Recife de todos os tempos. Ele nunca foi artilheiro do Campeonato Pernambucano,
mas é o 8º maior artilheiro da história do Sport Recife, marcou 91 gols. Em
1963, pendurou as chuteiras aos 33 anos para ser treinador. Faleceu em
Montevidéu aos 82 anos no dia 4/5/2012.
BITA (NÁUTICO) – O nome de
batismo era Silvio Tasso Lasalvia, nasceu em Olinda. Jogador que tinha um chute
forte e certeiro, por esse motivo, recebeu outro apelido: “O homem do rifle”.
Bita é o maior artilheiro do Náutico e do futebol pernambucano de todos os tempos, marcou 223 gols em 295
jogos. Conseguiu duas façanhas, que jamais foi superada, ser hexa campeão
pernambucano (1963 a 1968) e ser artilheiro três vezes seguidas do estadual (1964/65/66),
sendo ainda, artilheiro da Taça Brasil de 1965 e 1966. Bita ainda jogou pelo
Santa Cruz em 1972, onde foi também campeão, totalizando sete títulos de
campeão pernambucano, jogou também, pelo Nacional do Uruguai. Faleceu em
27/10/1992, no Recife, aos 50 anos, vitima de câncer.
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| Fernando Santana (Santa Cruz) |
LUCIANO VELOSO (SANTA CRUZ)-
Meio-campista, nasceu em Pesqueira-PE, mas começou como jogador profissional no
CRB de Alagoas em 1965. Em 1966, veio para o Santa Cruz e foi pentacampeão
pernambucano (1969, 70, 71, 72 e 73) e ainda foi campeão pelo Sport Recife em
1975. É o 2º maior artilheiro da história do Santa Cruz com 174 gols em 409
jogos. Foi artilheiro do Campeonato Pernambucano em 1973, com 25 gols. Luciano
também jogou pelo Náutico, Central de Caruaru, Corinthians,
Juventus-SP e Portuguesa de Desportos.
RAMÓN (SANTA CRUZ)- Ramón da
Silva Ramos nasceu em Tracunhaém-PE. Foi para o Santa Cruz em 1967, mas só
estreou no profissional em maio de 1969. No Santa Cruz foi pentacampeão
pernambucano (1969, 70, 71,72 e 73), mas nunca foi artilheiro do Campeonato
Pernambucano, no entanto, é o 3º maior artilheiro da história do Santa Cruz com
148 gols marcados em 377 jogos, além de ter sido o artilheiro do Campeonato
Brasileiro da Série A de 1973, com 21 gols. Ramón jogou em 1976 no Sport Recife
indo depois para o Vasco da Gama de Roberto Dinamite onde viveu grande fase. Ramón
marcou 531 gols na carreira.
JORGE MENDONÇA (NÁUTICO)- Jorge
Pinto Mendonça, nasceu em Silva Jardim-RJ. Veio do Bangu para o Náutico em
1973, no ano seguinte, ajudou a equipe a evitar que o Santa Cruz fosse
hexacampeão, sendo campeão e co-artilheiro do Campeonato Pernambucano, com 24
gols. Jorge Mendonça juntamente com Nivaldo, é o 10º maior artilheiro da
história do Náutico com 95 gols marcados. Ele foi depois para o Palmeiras, lá,
foi convocado para Seleção Brasileira onde disputou a Copa do Mundo realizada
na Argentina em 1978. Jorge Mendonça marcou 375 gols na carreira.
BETINHO-(SANTA
CRUZ/NÁUTICO/SPORT RECIFE)- Roberto Fontana Madeira é capixaba, veio para o
futebol pernambucano em 1971, oriundo do Botafogo carioca para jogar no Santa
Cruz, onde tornou-se ídolo, pois foi cinco vezes campeão pernambucano (1971,
72, 73, 76, 78 e 79), em 1974, foi campeão pelo Náutico e em 1981/82, foi
bicampeão pelo Sport Recife. Há controvérsias em relação aos gols marcados por Betinho, uns
dizem que ele marcou 148, outros dizem que ele marcou 128 gols, entretanto, o
conceituado pesquisador Celso Cordeiro que tem várias publicações sobre dados
do futebol pernambucano credita a Betinho, 106 gols marcados em nosso futebol,
sendo: 90 gols pelo Santa Cruz; 12 pelo Sport Recife e 4 pelo Náutico. Em 1978,
Betinho fez um gol de meio de campo contra o Ferroviário-PE, o chamado “gol de
placa”, o gol que Pelé não fez e ganhou uma placa comemorativa no Arrudão. Em
1982, Betinho era o artilheiro do Campeonato Pernambucano com 12 gols e durante
o campeonato foi negociado pelo Sport Recife, indo para o Ferroviário do Ceará.
Betinho nunca conseguiu ser artilheiro do pernambucano, mas sempre marcou
muitos gols importantes.
DADÁ MARAVILHA (SPORT RECIFE)-
Dario José dos Santos nasceu no subúrbio carioca de Marechal Hermes. Veio a
Pernambuco jogar pelo Sport Recife em 1975, contratado junto ao Flamengo sendo
logo campeão pernambucano e artilheiro, ajudando o Sport Recife a ser campeão pernambucano
após 12 anos de espera. Em 1976, não foi campeão, mas foi artilheiro do
campeonato novamente. Apesar de não ter muita habilidade com a bola, era
oportunista, raçudo, tinha excelente colocação dentro da área adversária e
fazia muitos gols de cabeça. Jogador folclórico e marqueteiro, jogando pelo
Sport Recife recebeu o apelido de “Dario Peito de Aço” e marcou 94 gols, sendo
o 6º maior artilheiro da história do clube leonino. Ele jogou também pelo Santa
Cruz (1981) e pelo Náutico (1985). Jogando
no futebol pernambucano, Dadá Maravilha marcou 128 gols. Até encerrar a
carreira em 1986, Dadá Maravilha já havia jogado em 20 clubes brasileiros,
marcando oficialmente no futebol profissional 549 gols, e em toda carreira,
contando amistosos, categorias de base e jogos comemorativos Dadá Maravilha
marcou 926 gols. Foi convocado para Copa do Mundo do México em 1970, ficou no
banco de reservas.
NUNES (SANTA CRUZ)- João
Batista Nunes de Oliveira, nasceu em Cedro de São João, Sergipe. Em 1975, o
Confiança-SE negociou o atacante com o Santa Cruz. Jogador de chute potente,
excelente cabeceador, veloz e oportunista, logo Nunes ganhou reconhecimento no
Estado e no Brasil como “Nunes Cabelo de Fogo”, o goleador das grandes
decisões. Foi artilheiro do Campeonato Pernambucano de 1977. Em 1978, o técnico
da Seleção Brasileira, Cláudio Coutinho o convocou, Nunes participou de onze
amistosos, jogando com a camisa de número 20, depois, machucou-se e ficou fora
da convocação para a Copa do Mundo de 1978 na Argentina. Nunes marcou 86 gols
com a camisa coral, sendo o 9º maior artilheiro da história do clube. Em 1978,
o artilheiro foi negociado com o Fluminense. Teve uma trajetória vitoriosa
também no Flamengo e Atlético Mineiro.
Em 1985, jogou pelo Náutico e em 1991, retornou ao Santa Cruz aos 35 anos, mas
durou pouco tempo, porque não quis aceitar a condição de reserva imposta pelo
técnico. Nunes marcou 364 gols na
carreira.
ROBERTO CORAÇÃO DE LEÃO (SPORT
RECIFE/SANTA CRUZ)- Roberto Almeida Nascimento, nasceu no Recife e foi o grande
ídolo da torcida do Sport Recife, quando a equipe leonina conquistou o
tricampeonato (1980,81 e 82). Roberto nunca conseguiu ser artilheiro do
Campeonato Pernambucano vestindo a camisa do Sport Recife, mas por ironia, foi
artilheiro do campeonato de 1985, vestindo a camisa do maior rival rubro-negro,
o Santa Cruz. Roberto começou sua carreira no Sport Recife em 1977, atacante de
área nato, com bom chute e cabeceio, sempre fazia gols importantes,
principalmente em clássicos, por isso, foi consagrado pela torcida do Sport, a
ponto de ser lembrado por Telê Santana para jogar dois amistosos pela Seleção
Canarinha, contra o Chile e Irlanda do Norte. Roberto Coração de Leão é o 9º
maior artilheiro da história do Sport Recife, marcou 89 gols. Deixou o Sport
Recife em 1982 e foi jogar no Internacional. Em 1994 jogou no Central de
Caruaru e no ano seguinte foi para o Porto-PE.
BAIANO (SANTA CRUZ/NÁUTICO)-
Valmercyr José Margon, nasceu em Colatina, no Espírito Santo, meio-campista
habilidoso e de chute potente e certeiro, Baiano chegou ao futebol pernambucano
em 1980, vindo do Rio Branco-ES para defender o Santa Cruz. Em 1981, quebrou um
tabu de 23 anos do atacante Pacoti do Sport Recife, que havia marcado pelo
Campeonato Pernambucano de 1958, 36 gols. Em janeiro de 1982, o tricolor
pernambucano negocia Baiano com o Fluminense, onde ele passa apenas cinco meses
e volta a tempo de disputar o Campeonato Pernambucano pelo Náutico, onde
quebrou o seu próprio recorde, marcando incríveis 40 gols e sendo o artilheiro
absoluto do estadual. Em 1983, novamente defendendo as cores do timbu, Baiano
iguala seu próprio recorde e marca novamente inacreditáveis 40 gols. Ninguém até hoje, superou a sua
marca e talvez, jamais superará. O capixaba Baiano, jogou pelos quatro clubes
mais tradicionais de Pernambuco: Santa Cruz (1980/81), Náutico (1982 a 1986),
Central de Caruaru (1988, pelo estadual) e Sport Recife (1988, pelo
Brasileirão- Série A). Foi bicampeão pernambucano (1984/85) pelo Náutico. Ganhou duas
vezes a chuteira de ouro como o maior artilheiro do país em 1982, com 43 gols
marcados na temporada, superando as marcas de Zico (Flamengo) e Casagrande
(Corinthians) Em 1983, quando marcou 52 gols. Em 1981, quando ainda jogava
pelo Santa Cruz foi Chuteira de Bronze
com 43 gols. A premiação era patrocinada pela Adidas e Revista Placar. Baiano
marcou 183 gols jogando pelo Náutico, sendo o 4º maior artilheiro da história
do clube; marcou 62 gols pelo Santa Cruz; 12 gols pelo Central e 1 gol pelo
Sport Recife. Ninguém marcou mais gols em uma única edição de Campeonatos Pernambucano do que ele. Foram 202 gols em 318 jogos em campos pernambucano.
LIMA (NÁUTICO)- Adesvaldo José de Lima, nasceu em Camapuã-MS. Em 1985, estava emprestado ao Santos, mas pertencia ao Corinthians, que por sua vez, emprestou o jogador ao Náutico que tinha feito uma campanha medíocre no segundo turno do Campeonato Pernambucano. Quando Lima chegou ao Recife, só se falava na contratação do badalado Jacozinho, pelo Santa Cruz, Lima ficou em segundo plano. No entanto, Lima só precisou de três meses no alvirrubro para se tornar o herói do titulo. Disputou apenas 17 jogos e marcou 15 gols, sendo vice-artilheiro do Campeonato Pernambucano, atrás de Roberto Coração de Leão, que na ocasião defendia o Santa Cruz e foi o artilheiro, Caso Lima tivesse participado de todo o campeonato, certamente seria o artilheiro, mas para os alvirrubros, ele foi o herói do bicampeonato timbu. Depois do campeonato, Lima quis voltar para o Corinthians, pois, com 22 anos, pretendia chegar à Seleção Brasileira.
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| Luís Carlos (Sport) |
HÉLIO (SPORT RECIFE)- José
Hélio Alexandre de Souza, nasceu em Sorocaba-SP. Jogava no Bahia quando veio
defender o Sport Recife em 1991, passando três anos na Ilha do Retiro. Foi
Bicampeão do Campeonato Pernambucano (1991/92). Marcou 50 gols vestindo a camisa leonina. Virou ídolo no
Sport Recife por ser um centroavante decisivo em jogos difíceis, principalmente
em clássicos, mas nunca conseguiu ser artilheiro do campeonato. Depois Hélio
deixou a Ilha e foi jogar no Ceará.
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| Bizu (Náutico) |
WASHINGTON (SANTA CRUZ)-
Washington César Santos, nasceu em Valença-BA e teve uma passagem brilhante
pelo Atlético-PR e Fluminense, fazendo dupla com Assis e marcando muitos gols,
logo a dupla recebeu o apelido de “casal 20”, referindo-se a série de tv que fez muito sucesso no início
dos anos de 1980. Washington foi um dos grandes atacantes do futebol
brasileiro, tinha grande domínio de bola, se movimentava bem dentro da área
adversária e era um excelente cabeceador. Jogou também pela Seleção Brasileira.
Em 1993, deixou a Desportiva Ferroviária-ES e veio para o Santa Cruz para ser
ídolo da torcida tricolor, campeão e artilheiro do Campeonato Pernambucano.
Washington deixou saudades na torcida coral, pela inesquecível e surpreendente conquista, onde ele foi
responsável direto. Ao final do campeonato, Washington foi jogar no Felgueiras,
de Portugal. Faleceu recentemente, em maio de 2014, em Curitiba.
RÓBSON “ROBGOL” (NÁUTICO)-
José Róbson do Nascimento, nasceu em
Barra de São Miguel-PB. Róbson começou a carreira futebolística no modesto
Paulistano-PE, no município do Paulista, região metropolitana do Recife. Em
1990, passou pelo Náutico pela primeira vez, sem se destacar, já em 1996, em
sua segunda passagem quando veio do Mirassol-SP, Róbson foi o artilheiro do
Campeonato Pernambucano e ganhou o famoso apelido da torcida alvirrubra de
“Robgol”, a frustração foi não ter sido campeão pernambucano. Róbson também
jogou pelo Santa Cruz e Sport Recife, passou pelo Santos, mas brilhou mesmo foi
no Bahia e Paysandu.
LEONARDO (SPORT RECIFE)-
Leonardo Pereira da Silva, nasceu em Picos-PI. Em 1995, um confronto entre
Santa Cruz e Picos, onde Leonardo foi o destaque do time piauiense, as
diretorias de Santa Cruz e Sport Recife logo se interessaram pelo craque, na
quebra de braço, o Sport Recife se deu melhor e levou Leonardo para a Ilha do
Retiro. Atacante veloz, de dribles
desconcertantes e apurada visão de jogo, logo Leonardo conquistou o
coração da torcida leonina. Ele conquistou os Campeonatos Pernambucano de 1994,
1998, 1999 e 2000 e da Copa do Nordeste e em 2005, ajudou o Santa Cruz a subir
para primeira divisão do Brasileirão. Mas, Leonardo brilhou mesmo foi no Sport,
onde foi artilheiro do Campeonato Pernambucano de 1997 e 1999. É o terceiro
maior artilheiro da história do Sport Recife. Leonardo faleceu aos 41 anos, no Recife, em 1º de maço de 2016, vítima de neurocisticercose, provocada pela carne de porco mal preparada. Sendo sepultado em Picos-PI.
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| Lêniton (Porto de Caruaru) |
KUKI (NÁUTICO)- Sílvio Luiz
Borba da Silva, nasceu em Crateús-CE, mas iniciou a carreira futebolística no
Encantado-RS, veio para o Náutico quando jogava no Brusque-SC. Atacante
oportunista, veloz e de temperamento explosivo, logo, Kuki transformou-se num
ídolo alvirrubro. Foi três vezes campeão pernambucano (2001,2002 e 2004) e três
vezes artilheiro do Campeonato Pernambucano (2001, 2003 e 2005), além de ter
sido artilheiro da Copa do Nordeste de 2001, com 12 gols. Kuki é o quarto maior
artilheiro da história do Náutico com 179 gols em 386 jogos.
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| Carlinhos Bala (Santa Cruz) |
MARCELO RAMOS (SANTA CRUZ)-
Marcelo da Silva Ramos, nasceu em Salvador-BA. Quando veio do Atlético-GO para
o Santa Cruz em 2007, Marcelo Ramos já era um jogador tarimbado, com 34 anos,
faro de gol apurado e com passagem de sucesso pelo Bahia e Cruzeiro, já serviu
até a Seleção Brasileira. Neste ano, foi artilheiro do Campeonato Pernambucano
e fez 10 gols disputando o Brasileirão- Série B, quando a Santa Cruz foi
rebaixado. Deixou o Santa Cruz para disputar a primeira divisão do Brasileirão
pelo Atlético-PR. Em 2009, retornou ao Santa Cruz vindo do Bahia para ser
artilheiro novamente do estadual. Chamado de “Matador do Arruda” pela torcida
coral, Marcelo Ramos deixou seu nome na história do clube e do Campeonato
Pernambucano onde marcou 44 gols com a camisa coral, não foi campeão nenhuma
vez, mas tornou-se ídolo do Santa Cruz. Marcelo Ramos encerrou a carreira
futebolística em 2012 e marcou 457 gols.
DÊNIS MARQUES (SANTA CRUZ)-
Dênis Marques do Nascimento, nasceu em Maceió-AL. Atacante habilidoso e
inteligente, com uma visão de jogo excelente e decisivo na hora de fazer o gol.
Dênis Marques se destacou no Atlético-PR e Flamengo, de onde rescindiu o
contrato e passou um ano e meio afastado do futebol. Reiniciou a carreira em
2012 no Santa Cruz, onde foi artilheiro e ajudou o time coral a conquistar o
Tri- Campeonato Pernambucano em 2013, ainda foi artilheiro do Brasileirão da
Série C, logo, tornou-se ídolo da torcida tricolor, principalmente por marcar
gols importantes contra seu maior rival, o Sport Recife. No segundo semestre de
2013, Dênis Marques cometeu algumas indisciplinas, faltando treinos ou chegando
atrasado, e o técnico Vica acabou colocando-o no banco de reservas ou fora da
listagem de alguns jogos. Inconformado, o artilheiro acabou indo para o ABC de
Natal. Dênis Marques marcou 34 gols em 50 jogos pelo Santa Cruz.
TODOS OS ARTILHEIROS DO CAMPEONATO PERNAMBUCANO DE
FUTEBOL
ANO/ARTILHEIRO/CLUBE/ Nºs DE GOLS:
ÉPOCA DO AMADORISMO
1915- Sem registro
1916- Sem registro
1917- Alcindo Wanderley, o Pitota (Santa Cruz) Sem
registro dos gols.
1918- Zé Tasso (América) 16 gols.
1919- Oswaldo Guimarães (Torre) 11 gols.
1920- Sem registro.
1921- Sem registro
1922- Sem registro
1923- Sem registro
1924- Sem registro
1925- Sem registro
1926- Sem registro
1927- Chiquito e Piaba (Torre) 9 gols.
1928- Sem registro
1929- Sem registro
1930- Julinho Soares (Sport) Sem registro dos gols.
1931- Sem registro
1932- Sem registro
1933- Marcílio Aguiar (Sport) Sem registro dos gols.
1934- Fernando Carvalheira (Náutico) 28 gols.
1935- Fernando Carvalheira (Náutico) 31 gols.
1936- Bermudes (Tramways) sem registro dos gols
ÉPOCA DO PROFISSIONALISMO
1937- Sopinha (Tramways) 25 gols
1938- Tará (Santa Cruz) 25 gols
1939- Moacyr (América) 16 gols
1940- Tará (Santa Cruz) 20 gols
1941-
Ademir Menezes (Sport) 11 gols
1942-
Wilson (Náutico) 16 gols
1943- Genival (Sport) 12 gols
1944- Djalma (América) 21 gols
1945- Tará (Náutico) 28 gols
1946- Eloi de Paula (Santa Cruz) 10 gols
1947-
Amorim (Sport) 24 gols
1948- Carlito
(Íbis) 12 gols
1949- Eloi de Paula (Santa Cruz) 15 gols
1950- Amorim (Náutico) 14 gols
1951- Fernandinho (Náutico) 11 gols
1952- Hamilton (América) 16 gols
1953- Ivson (Náutico) 16 gols
1954- Ivson (Náutico) 16 gols
1955- Traçaia (Sport) 22 gols
1956- Naninho (Sport) 25 gols
1957- Rudimar (Santa Cruz) 24 gols
1958- Pacoti (Sport) 36 gols
1959- Geraldo José (Náutico) 17 gols
1960- Djalma Freitas (Sport) 35 gols
1961- Oswaldo (Sport) 16 gols
1962- Campinense (Santa Cruz) 19 gols
1963- Rinaldo e China (Náutico) 18 gols
1964- Bita (Náutico) 24 gols
1965- Bita (Náutico) 22 gols
1966- Bita (Náutico) 22 gols
1967- Miruca (Náutico) e Terto (Santa Cruz) 10 gols
1968- Zezinho (Sport) 14 gols
1969- Fernando Santana (Santa Cruz) 23 gols
1970- Fernando Santana (Santa Cruz) 15 gols
1971- Duda (Sport) 12 gols
1972- Fernando Santana (Santa Cruz) 15 gols
1973- Luciano Veloso (Santa Cruz) 25 gols
1974- Jorge Mendonça (Náutico) e Zé Carlos Olímpico
(Santa Cruz) 24 gols
1975-
Dario "Dadá Maravilha" (Sport) 32 gols
1976-
Dario "Dadá Maravilha" (Sport) 30 gols
(1977) PRÉ- INTERIORIZAÇÃO DO FUTEBOL PERNAMBUCANO
1977- Nunes (Santa Cruz) 23 gols
1978- Neinha (Santa Cruz) 24 gols
1979- Neinha (Santa Cruz) 25 gols
1980- Sena (Santa Cruz) 23 gols
1981- Baiano (Santa Cruz) 38 gols
1982- Baiano (Náutico) 40* gols
(1983) CLUBES PASSAM A USAR NOME DOS PATROCINADORES NOS UNIFORMES
1983- Baiano (Náutico) 40* gols
1983- Baiano (Náutico) 40* gols
1984- Luís Carlos Guirra (Sport) 40* gols
1985- Roberto (Santa Cruz) 17 gols
1986- Luís Carlos Guirra (Sport) 14 gols
1987- Dadinho (Santa Cruz) 19 gols
1988- Sérgio China (Santa Cruz) e Robertinho (Sport) 17
gols
1989- Bizu (Náutico) 31 gols
1990- Bizu (Náutico) 19 gols
1991- Moura (Sport) 26 gols
1992- Nivaldo (Náutico) 23 gols
1993- Washington (Santa Cruz) 22 gols
1994- Joãozinho (Santa Cruz) 20 gols
EM 1995, VITÓRIA PASSA A VALER TRÊS PONTOS, E EM 1996, A INTERIORIZAÇÃO DO FUTEBOL
PERNAMBUCANO SE CONSOLIDA.
1995- Luís Carlos Matos (Santa Cruz) 27 gols
1996- Robson (Robgol) (Náutico) 19 gols
1997- Leonardo (Sport) 14 gols
1998- Lêniton (Porto de Caruaru) 14 gols
1999-
Leonardo (Sport) 24 gols
2000-
Jacques (Sport) 15 gols
OS ARTILHEIROS DO SÉCULO XXI
2001- Kuki (Náutico) e Rodrigo Gral (Sport) 14 gols
2002- Júnior Amorim (Santa Cruz) 12 gols
2003- Kuki (Náutico) 16 gols
2004- Kélson (Itacuruba) 14 gols
2005- Kuki (Náutico) 17 gols
2006- Carlinhos Bala (Santa Cruz) 20 gols
2007- Marcelo Ramos (Santa Cruz) 15 gols
2008- Geraldo (Náutico) 13 gols
2009- Marcelo Ramos (Santa Cruz) 19 gols
2010- Ciro (Sport) 13 gols
2011- Fábio Francisco (Paulista) (Porto de Caruaru) 15 gols
2012- Dênis Marques (Santa Cruz) 15 gols
2013- Elton (Náutico) 17 gols
2014-*** Léo Gamalho (Santa Cruz) 12 gols
2015-*** Betinho (Santa Cruz) e Élber (Sport) 5 gols
2016-*** Ronaldo Alves (Náutico) 6 gols
2017-*** Everton Santos (Santa Cruz) 6 gols
2018- Jeferson Luiz (Caxito), (América) 8 gols
2019- Hernane Brocador (Sport) 9 gols
2016-*** Ronaldo Alves (Náutico) 6 gols
2017-*** Everton Santos (Santa Cruz) 6 gols
2018- Jeferson Luiz (Caxito), (América) 8 gols
2019- Hernane Brocador (Sport) 9 gols
2020- Wesley Henrique (Pipico), (Santa Cruz) 6 gols
2021- Welker Marçal (Kieza) (Náutico) 10 gols
2022- Renato Henrique (Retrô, de Camaragibe) 7 gols
2023- Luciano Juba (Sport) e Emerson Galego (Petrolina) 6 gols
2024- Givanildo Pulgas (Giva) do (Retrô, de Camaragibe) 6 gols
2025- Pedro Maycon (Jaguar, do Jaboatão dos Guararapes) 6 gols
2026- Paulo Sérgio (Náutico) 8 gols
*** A contagem dos gols para a artilharia só passou a contar a partir da 2ª Fase, quando entram Sport Recife, Santa Cruz e Náutico na disputa.
Por: Jânio Odon/ VOZES DA ZONA NORTE (DIREITOS RESERVADOS).
Fonte: Diário de Pernambuco; Jornal do Commercio/Recife; Revista Placar; Livro: 85 anos de bola rolando, de Givanildo Alves, Editora Bagaço; www.futebol80.com.br; sumulas.wordpress.com; e arquivo pessoal.










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DEUS É TUDO
ResponderExcluirConcordo com quase todos os relacionados do periodo de BITA para baixo grandes jogadores em seus respectivos clubes. Os que eu tenho restrições não vou aponta-los por questão de respeito,mas sem duvidas merece todo aplauso por que honraram seus clubes.
ResponderExcluirBom dia caro leitor. Salientando que aí estão apenas os artilheiros que foram destaques em Campeonatos Pernambucano e os maires artilheiros em seus clubes. Talvez esteja aí o motivo da discordância. Obrigado pela visita ao blog e a visitação. Um abraço.
ExcluirJânio, gostaria de saber por onde anda o jogador neném? Ele foi jogador no Recife e veio jogar em Maceio na década de 80.
ResponderExcluirBoa noite,infelizmente não sei informar.
ExcluirJorge bonga quantos gol e Jadir.
ResponderExcluirJânio, parabéns pelo seu blog. Conteúdo histórico riquíssimo. Gostaria de sugerir à esta matéria dos artilheiros o acréscimo de Leo Gamalho, que é um artilheiro que tem um caso parecido com o de Marcelo Ramos. Em 2014 foi artilheiro de 2 competições pelo Santa Cruz mas não conquistou títulos. Vale salientar que ele é o maior artilheiro do Santa Cruz nos últimos 40 anos com gols marcados em uma única temporada. 32 gols em um único ano. Um abraço!! - Rodrigo Feijó (Santa Cruz)
ResponderExcluir** Jânio, acabei de ver a menção do atleta no rodapé da matéria.
ExcluirExcelente
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